26/03/2026
Há um instante na mulher em que o mundo silencia
não por ausência de som,
mas por excesso de verdade.
Na mata, ela não se esconde,
ela se revela.
Porque o sagrado não pede palco,
pede presença.
O sagrado feminino não é suavidade domesticada,
nem delicadeza ensinada.
É pulsação.
É aquilo que sangra, sente, cria e transmuta
sem pedir permissão.
É o corpo que sabe antes da mente,
o ventre que guarda memórias antigas,
a pele que escuta o invisível.
Sagrado, para uma mulher,
é poder existir inteira.
Sem reduzir a própria intensidade
para caber em olhares pequenos.
É honrar o próprio ciclo
mesmo quando o mundo exige constância.
É ser força que brota da terra,
instinto que não se doma,
vida que se refaz nas próprias raízes.
É expressão sem culpa.
É intuição sem justificativa.
É silêncio quando necessário
e voz quando inevitável.
Na mata, eu me lembro;
não há separação.
Nós não estamos na natureza,
Nós SOMOS a NATUREZA!
E ser isso, sem negociação,
é o mais antigo ritual.
Um salve para todas as mulheres e sua potência misteriosa e sagrada.
L.K.
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