26/07/2026
Sou apaixonada por objetos que tenham significado. E de cada avô pude escolher alguns para ter comigo.
Admiro cada um deles e reconheço a influência que tiveram em nossas vidas.
Só não conheci meu avô paterno, que morreu quando meu pai ainda era jovem. Mas sei um pouco sobre ele.
Minha avó materna era a doçura em pessoa: sempre gentil e paciente. Indicava-me livros, mesmo sem nunca ter concluído os estudos. Gostava de ser justa com os netos e, ao final das tardes de domingo, com todos nós sentados à beira da cama, fazia de memória a prece de Caritas. ✨
Meu avô materno, um homem lindo e forte, parecia bravo, mas tinha um carisma encantador. Sabia todas as datas e, no aniversário de cada neto, nos trazia um envelope ✉️ com o nosso nome — sua letra era lindíssima — e um dinheirinho dentro. Também no Natal. Era um homem íntegro, de valores inquestionáveis, e apaixonado por futebol.
Minha avó paterna era mais séria, um pouco distante. Ensinava na prática e pelo exemplo. Deu-me uma máquina de costura quando fiz 15 anos. Ensinou-me sobre ações e sobre a importância de poupar. Ela própria foi um exemplo de superação: ficou viúva ainda jovem e construiu um comércio de sucesso na cidade.
Só posso agradecer a meus antepassados. Lembro-me sempre da minha infância e da minha juventude, das conversas que pudemos ter. E também daquelas que não aconteceram em vida, mas continuam reverberando.
Algumas frases deles ainda moram em mim…
“Se todos gostassem do azul, o que seria do verde?” (minha avó materna.)
“Quer que apague a luz?” (meu avô materno, quando alguém queria o último pedaço.)
“Pode cortar um pedaço menor.” (minha avó paterna, enquanto me ensinava a embrulhar presentes na livraria.)
🥰 E você? Que frase de um avô ou de uma avó nunca saiu da sua memória?