Vânia Rosatto Seconhecerimporta

Vânia Rosatto Seconhecerimporta Surge uma página nova mesclando duas paixões, Psicologia e Poesia que a meu ver conversam e muito.

Qual a sensação ao passar por ali?Da pra continuar sem sentir nada?Você já experimentou passar por um lugar ao acaso e, ...
08/08/2026

Qual a sensação ao passar por ali?
Da pra continuar sem sentir nada?

Você já experimentou passar por um lugar ao acaso e, de repente ser engolido pelo tempo?
Hoje aconteceu comigo. E quis registrar!
Muitos aqui não viveram essa época, mas podem ter alguma sensação ao ver essa fotografia. Qual é?

Olha só a magia da gente prestar atenção, olhar pro lado, estar atento.
Faça seu treino. Depois me conte aqui.

Entrei em casa com a cabeça cheia. Assim continuou no banho. Conta, problema, lista de coisas pra resolver.De repente pr...
06/08/2026

Entrei em casa com a cabeça cheia. Assim continuou no banho. Conta, problema, lista de coisas pra resolver.

De repente prestei atenção naquela água caindo e voltei pro momento.

Aí me bateu: quantos momentos a gente perde assim?
A gentileza de alguém numa compra.
A árvore maravilhosa quando vai estacionar.
O ensinamento no meio do sermão, da pregação, da reunião espiritual ...

E às vezes a gente sai do lugar igualzinho a como entrou.
Então... pra quê?!?

A vida tá acontecendo nos detalhes.
Só precisamos estar presentes pra ver.

A gente não presta mais atenção nas coisas boas e acaba deixando de “sentir”

Qual foi o último detalhe que te fez parar hoje? Me conta aqui
👇

Recentemente li sobre estudos que apontam uma relação entre felicidade e a disposição para continuar aprendendo ao longo...
04/08/2026

Recentemente li sobre estudos que apontam uma relação entre felicidade e a disposição para continuar aprendendo ao longo da vida.

Enquanto refletia sobre isso, percebi que talvez exista uma pergunta ainda mais interessante:

O que faz uma pessoa continuar interessada pela vida?

Depois de tantos anos ouvindo histórias no consultório, há algo que continua me chamando a atenção.

As pessoas que preservam a curiosidade parecem encontrar mais recursos para seguir adiante, mesmo quando enfrentam perdas, mudanças ou desafios.

E aprender não significa apenas fazer cursos ou acumular conhecimentos.
Pode ser experimentar um hobby, cultivar uma planta, ler um livro diferente, viajar, aprender uma nova habilidade ou simplesmente olhar para o cotidiano com mais atenção.

A curiosidade não elimina a dor.

Não impede o luto.

Não resolve os problemas.

Mas ela impede que a vida fique completamente parada.

Talvez a felicidade não esteja em viver sem sofrimento.
Talvez ela tenha mais relação com a capacidade de continuar se interessando pela vida, mesmo quando precisamos reconstruir caminhos.

E você? O que tem despertado sua curiosidade ultimamente?
⭐️

Sou apaixonada por objetos que tenham significado. E de cada avô pude escolher alguns para ter comigo.Admiro cada um del...
26/07/2026

Sou apaixonada por objetos que tenham significado. E de cada avô pude escolher alguns para ter comigo.

Admiro cada um deles e reconheço a influência que tiveram em nossas vidas.
Só não conheci meu avô paterno, que morreu quando meu pai ainda era jovem. Mas sei um pouco sobre ele.

Minha avó materna era a doçura em pessoa: sempre gentil e paciente. Indicava-me livros, mesmo sem nunca ter concluído os estudos. Gostava de ser justa com os netos e, ao final das tardes de domingo, com todos nós sentados à beira da cama, fazia de memória a prece de Caritas. ✨

Meu avô materno, um homem lindo e forte, parecia bravo, mas tinha um carisma encantador. Sabia todas as datas e, no aniversário de cada neto, nos trazia um envelope ✉️ com o nosso nome — sua letra era lindíssima — e um dinheirinho dentro. Também no Natal. Era um homem íntegro, de valores inquestionáveis, e apaixonado por futebol.

Minha avó paterna era mais séria, um pouco distante. Ensinava na prática e pelo exemplo. Deu-me uma máquina de costura quando fiz 15 anos. Ensinou-me sobre ações e sobre a importância de poupar. Ela própria foi um exemplo de superação: ficou viúva ainda jovem e construiu um comércio de sucesso na cidade.

Só posso agradecer a meus antepassados. Lembro-me sempre da minha infância e da minha juventude, das conversas que pudemos ter. E também daquelas que não aconteceram em vida, mas continuam reverberando.

Algumas frases deles ainda moram em mim…

“Se todos gostassem do azul, o que seria do verde?” (minha avó materna.)

“Quer que apague a luz?” (meu avô materno, quando alguém queria o último pedaço.)

“Pode cortar um pedaço menor.” (minha avó paterna, enquanto me ensinava a embrulhar presentes na livraria.)

🥰 E você? Que frase de um avô ou de uma avó nunca saiu da sua memória?

Meu primeiro dia da vovó! Mesmo de longe sinto a alegria e a energia da Helena em mim. Agradeço a Deus por essa graça e ...
26/07/2026

Meu primeiro dia da vovó! Mesmo de longe sinto a alegria e a energia da Helena em mim. Agradeço a Deus por essa graça e por poder viver esse momento.

Nem sempre expressamos nossos sentimentos, nem todos conseguem, eu bem sei. Em alguns momentos a felicidade é tão grande que o cérebro paralisa e não conseguimos reagir. Mas deixo registrado meu imenso amor por essa garotinha especial que veio trazer luz e alegria para nós. Vovó também está te olhando lá de cima…

🌸🌸
Um dia especial
Pra você também é?

Há alguns dias, uma gripe desacelerou meu ritmo.Quando melhorei, fui à biblioteca reler um filósofo que há tempos me cha...
24/07/2026

Há alguns dias, uma gripe desacelerou meu ritmo.
Quando melhorei, fui à biblioteca reler um filósofo que há tempos me chamava.

Saí de lá pensando muito menos em filosofia… e muito mais nas pessoas que encontro todos os dias no consultório.
Ao longo dos anos, ouvi inúmeras vezes uma frase simples:

“Estou angustiada.”

Nossa primeira reação costuma ser querer fazer essa sensação desaparecer.
Mas… e se a angústia não fosse apenas um sintoma a ser eliminado?
E se ela também pudesse ser um convite?

Heidegger via a angústia como uma interrupção do piloto automático da vida. Lacan, por outro caminho, também nos lembraria que ela não surge por acaso.

Talvez seja por isso que ela nos coloque diante de perguntas que costumamos adiar:

Estou vivendo uma vida que faz sentido para mim?

Em que momento deixei de me escolher?

O que essa inquietação está tentando me mostrar?

Não estou dizendo que toda angústia seja boa. Há sofrimentos que precisam de acolhimento, tratamento e, muitas vezes, de psicoterapia.

Mas existe uma diferença entre calar a angústia e escutá-la.

Enquanto me recuperava da gripe, tive tempo para reler Heidegger. E, curiosamente, não pensei na doença. Pensei nas pessoas que, ao longo dos anos, confiaram em mim suas angústias.

Talvez seja esse um dos presentes das pausas inesperadas: elas nos devolvem perguntas importantes.

E você? Já descobriu algo valioso ao se permitir parar e escutar o que sentia?

Esta reflexão nasceu entre as páginas de Heidegger e as lembranças da clínica.

🏛️

Durante muito tempo imaginei que a resiliência fosse uma qualidade de quem suportava tudo.Hoje penso diferente.Ao ler um...
17/07/2026

Durante muito tempo imaginei que a resiliência fosse uma qualidade de quem suportava tudo.

Hoje penso diferente.

Ao ler um capítulo do livro Positividade, de Barbara Fredrickson tive um daqueles momentos em que a gente fecha o livro e pensa:

“Então era isso…”

Há leituras que nos revelam. Não porque tragam algo completamente novo, mas porque dão nome ao que a vida já vinha nos ensinando. Foi exatamente o que senti.

A resiliência não nasce simplesmente porque sofremos.

Ela vai sendo construída quando, mesmo em meio ao sofrimento, alguma coisa dentro de nós continua viva.

Um interesse.
Uma esperança.
Um vínculo.
Um projeto.
Um pequeno momento de alegria.

O que mais me tocou nessa leitura foi compreender que as emoções positivas não existem para apagar a dor. Elas ampliam nossa forma de perceber a vida e, pouco a pouco, constroem recursos internos que nos ajudam a enfrentar os desafios quando eles chegam.

Talvez seja por isso que algumas pessoas consigam se reconstruir mais rapidamente.
Não porque tenham sofrido menos.
Mas porque, aos poucos, permitiram que “a vida voltasse a entrar pelas frestas”.

Hoje, cada vez mais, acredito que a resiliência não é um ato de força.

É um exercício silencioso de continuar acolhendo a vida, mesmo quando ela já nos machucou.

Talvez seja isso que chamamos de resiliência: não a ausência da dor, mas a delicada capacidade de continuar permitindo que a vida floresça dentro de nós.

Ao olhar para a sua história, o que ajudou você a continuar caminhando nos momentos mais difíceis?


Depois dos 60, a estrada continua.O que muda é o olhar.A gente descobre que quase nada é tão importante quanto imaginava...
13/07/2026

Depois dos 60, a estrada continua.
O que muda é o olhar.

A gente descobre que quase nada é tão importante quanto imaginava.

Já não importa tanto a rota que você escolhe.
Nem o horário exato em que vai comer.
Nem a roupa perfeita.
Nem quanto tempo vai levar para chegar.
Importa mais o que seus olhos encontram pelo caminho.

Um dia nublado pode ser um presente para quem gosta de ler.
Um dia frio pede um chá, uma manta e um pouco de silêncio.
Um dia de sol convida a caminhar sem tanta pressa.

Depois dos 60, também deixa de importar tanto o que os outros vão pensar.
Poucas coisas importam depois dos 60.
Mas as poucas que importam… importam muito.

Uma gripe me deixou reclusa por alguns dias. Confesso que gosto desse recolhimento de vez em quando. Foram dias de muitas reflexões.

Precisei ir duas vezes ao hospital. Havia muita gente. Cada pessoa carregava uma história que ninguém conhecia. Cada uma enfrentava uma dor diferente.

E percebi como estamos ficando rápidos para cumprir tarefas… e lentos para enxergar pessoas.

Olhos no computador.
Olhos no relógio.
Olhos na próxima tarefa.
Quase nenhum olhar que realmente encontrasse o outro.

Então um grito atravessou o ambiente.

Um daqueles gritos que fazem tudo parar por um instante.
Não sei qual era a história daquela pessoa. Não sei qual era a sua dor.

Mas fiquei pensando em quantas vezes enxergamos apenas o comportamento… e deixamos de imaginar o sofrimento que existe por trás dele.

Saí de lá com a sensação de que o mundo está cada vez mais eficiente… e cada vez menos humano.

Talvez envelhecer também seja isso.
Descobrir que o que mais faz falta não é apenas um bom atendimento.

É um olhar.
É ser chamado pelo nome.
É sentir que, por alguns instantes, alguém realmente percebeu que você existe.

Depois dos 60, a gente descobre que poucas coisas importam.
Mas essas poucas importam imensamente.

Um olhar.
Um pouco de tempo.
Uma conversa.
Um gesto de humanidade.

Talvez seja disso que todos nós estejamos precisando, independentemente da idade.


Quando somos jovens, acreditamos que o amor tem um único rosto.Esperamos o grande amor. A grande história. A pessoa que ...
10/07/2026

Quando somos jovens, acreditamos que o amor tem um único rosto.

Esperamos o grande amor. A grande história. A pessoa que fará tudo valer a pena.

Com o tempo, a vida vai desfazendo delicadamente essa ideia. Descobrimos que o amor nunca morou em um só lugar.

Ele estava no professor que nos incentivou.
Na profissão que nos deu sentido.
Nos amigos que atravessaram décadas. E nos que chegaram.
Na casa da infância.
Nos pais, com as suas dificuldades.
Nos irmãos, nos avós, nos tios, nos primos.
Nos filhos. Nos netos.
Nos animais que nos ensinaram fidelidade sem palavras.
Nas cidades que chamamos de lar.
Nos livros que nos fizeram companhia.
Nas viagens que fizemos.
Nas músicas que continuam encontrando partes de nós.

Na fé.

E, às vezes, até na coragem de partir.

Assim como a inspiração chega sem ser procurada, os grandes amores da nossa vida também nem sempre chegam anunciados.
Às vezes, só muitos anos depois percebemos que uma professora, um livro, um trabalho, uma amizade, um cachorro, uma fase da vida nos amaram — e foram amados por nós — de um jeito que ajudou a construir quem somos hoje.

Hoje penso que a vida não é medida apenas pelos amores que permaneceram. Mas por todos os amores que nos transformaram. Por todas as fases que atravessamos, da forma como atravessamos. E quanto a agradecer!!!

Talvez seja por isso que todo amor seja sagrado.

Já havia pensado sobre isso?🌺
Vai querer reler? Já salva…

Você se permite parar a rotina e curtir algo assim, como um jogo da Copa? Deixar as obrigações e o barulho do mundo lá f...
03/07/2026

Você se permite parar a rotina e curtir algo assim, como um jogo da Copa? Deixar as obrigações e o barulho do mundo lá fora por um instante para apenas sentir?

Existe uma lenda boba de que nós, mulheres, não ligamos para futebol. Mas quando a Copa chega, ela nos pega pelo coração. Não importa a idade: quando a gente se permite esse respiro, silencia o checklist do dia para vibrar com o inesperado.E que lição de vida esses jogos estão dando!

O favoritismo ficou só no papel, provando que nenhuma história está escrita antes da hora.
É a Copa dos goleiros que operam milagres e de jovens talentos ocupando espaços com coragem. Mas o que realmente mexe com a gente é a capacidade de reinvenção.
Sabe aquelas viradas nos minutos finais?
Diante de defesas impenetráveis, a resposta tem vindo de cima: com os gols de cabeça. É a prova de que, quando os caminhos comuns travam, precisamos olhar para o alto e usar a mente para achar a saída.

Mesmo quando tudo parece perdido e o tempo está acabando, sempre dá para recalcular a rota, subir mais alto e virar o jogo. A nossa história a gente só descobre vivendo, até o último segundo.

E você? Tem conseguido se dar esse luxo de parar e acompanhar? Mais um Copa incrível!
Qual virada mais mexeu com você? Ainda acha que futebol é coisa de menino? 🥅

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