Juliana Pintor Furlanetto - Psicologia clínica

Juliana Pintor Furlanetto - Psicologia clínica Psicoterapia para mulheres e homens (adultos)
Estratégias em Saúde Mental para Empresas
Ciência, escuta e transformação
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(Introduction in English after Portuguese)

Sou psicóloga clínica, formada em 2001 pela UNIMEP. Também sou pedagoga, graduada em Letras e pós graduada em psicanálise. Além de psicóloga e pedagoga, atuo como professora de Inglês há 23 anos, auxiliando meus alunos a chegarem cada vez mais próximo dos seus sonhos e também a superarem suas dificuldades em relação ao idioma. A área da psicologia sempre me encantou e como a psiquê humana é dinâmica, acredito no nosso constante aperfeiçoamento! Busquei então a psicanálise, com a qual me identifiquei tão logo (re)iniciei meus estudos. Criei esta página com o intuito de publicar textos interessantes e que possam, de alguma forma, auxiliar em nossas reflexões, em nossos próprios questionamentos e, quem sabe, nos levar até pequenas mudanças de atitudes...

A intenção também é de que possamos nos comunicar mais diretamente sobre assuntos relacionados à psicologia. Atendo adolescentes a partir de 17 anos e adultos, presencial na cidade de Indaiatuba-SP ou on-line. Faço atendimentos em inglês para nativos ou pessoas que tenham inglês fluente e não falam português. Caso haja interesse em agendar uma avaliação, deixe sua mensagem inbox que retornarei assim que possível. About me (English version)

Graduated in Psychology (2001), Pedagogy (2014), Language Arts (2019), Postgraduate in Psychoanalysis (2019). I’ve also worked as an English teacher in Brazil for 23 years, helping my students to reach closer to their dreams as well overcome their difficulties related to learn a language. The psychology field has always enchanted me and as the psyche is dynamic, I believe in our constant improvement! That’s why I’ve reached to the psychoanalysis with which I’ve made a connection as soon as I restarted my studies. I’ve created this page to publish interesting subjects and posts to help people about their reflections, their wonderings and, who knows, even lead to small changes in attitudes. Another intention is to communicate more directly about subjects related to psychology. I attend to teens from 17 years old on and adults, face-to-face in Indaiatuba, SP State, or online. The therapy sessions can be in English for native English speakers or people who don’t speak Portuguese and can speak English fluently. If you wish to schedule an appointment for more details, you can send a message inbox and I’ll answer as soon as possible.

A exaustão de quem continua funcionando costuma passar despercebida - inclusive por quem a sente.Há um tipo de cansaço q...
13/09/2026

A exaustão de quem continua funcionando costuma passar despercebida - inclusive por quem a sente.

Há um tipo de cansaço que se instala sem interromper a rotina. A pessoa continua trabalhando, cuidando, resolvendo problemas, cumprindo prazos. Por fora, a vida segue relativamente organizada.

E talvez esteja justamente aí uma das armadilhas: usar a própria capacidade de continuar como evidência de que está tudo bem.

Do ponto de vista clínico, cansaço persistente não autoriza uma explicação única. Sono, condições de saúde, medicamentos, sobrecarga, estresse prolongado, sofrimento psíquico e características da rotina podem estar envolvidos - e podem coexistir.

Por isso, atribuir rapidamente o que se sente ao “emocional” pode ser tão reducionista quanto desconsiderar que a forma como estamos vivendo também repercute no corpo.

📌 A questão não é transformar cada período de cansaço em sinal de adoecimento. É perceber quando alguma coisa mudou: quando descansar já não recupera como antes, quando o esforço para sustentar a rotina aumenta ou quando outros sintomas começam a aparecer.

No carrossel, proponho justamente essa mudança de perspectiva: sair da tentativa de simplesmente vencer o cansaço para começar a investigá-lo com mais cuidado.

Porque há uma diferença importante entre 𝐚𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐫 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐛𝐞𝐦 𝐞𝐧𝐪𝐮𝐚𝐧𝐭𝐨 𝐟𝐚𝐳 𝐭𝐮𝐝𝐨.

Se essa pergunta encontrou você em uma fase de cansaço persistente, talvez valha guardá-la:

“𝑶 𝒒𝒖𝒆 𝒎𝒖𝒅𝒐𝒖 - 𝒏𝒐 𝒎𝒆𝒖 𝒄𝒐𝒓𝒑𝒐, 𝒏𝒂 𝒎𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒓𝒐𝒕𝒊𝒏𝒂 𝒆 𝒏𝒂 𝒇𝒐𝒓𝒎𝒂 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒕𝒆𝒏𝒉𝒐 𝒗𝒊𝒗𝒊𝒅𝒐?”

Nem toda resposta estará na Psicologia. Nem toda resposta estará fora dela. Uma investigação responsável começa justamente por não decidir a causa antes de compreender o que está acontecendo.

Salve este carrossel para reler quando perceber que está tentando transformar exaustão em apenas mais uma tarefa a cumprir.

SaúdeDaMulher

11/09/2026

Tem uma frase que aparece no consultório de diferentes maneiras:

“𝑴𝒂𝒔 𝒆𝒖 𝒕𝒆𝒏𝒉𝒐 𝒖𝒎𝒂 𝒗𝒊𝒅𝒂 𝒃𝒐𝒂. 𝑷𝒐𝒓 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒐𝒖 𝒎𝒆 𝒔𝒆𝒏𝒕𝒊𝒏𝒅𝒐 𝒂𝒔𝒔𝒊𝒎?”

E, muitas vezes, logo depois dela vem a culpa.

“Eu não deveria estar triste.”
“Tem gente passando por coisas muito piores.”
“Será que estou sendo ingrata?”

Como se reconhecer tudo o que existe de bom na própria vida significasse não ter mais autorização para sofrer.

Mas as duas coisas podem coexistir.

Você pode amar sua família e estar exausta.
Pode gostar do seu trabalho e perceber que algo naquela rotina não está bem.
Pode reconhecer suas conquistas e ainda sentir um vazio que não consegue explicar.
Pode ser grata — e precisar de ajuda.

Talvez o problema comece quando usamos aquilo que temos para 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐳𝐚𝐫 𝐚𝐪𝐮𝐢𝐥𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐢𝐦𝐨𝐬.

Porque aí, além de lidar com o sofrimento, passamos a nos culpar por senti-lo.

Na psicoterapia, nem sempre precisamos descobrir o que existe de “errado” em uma vida que, vista de fora, parece boa.

Às vezes, precisamos criar espaço para uma pergunta mais cuidadosa:

“𝑺𝒆 𝒉á 𝒕𝒂𝒏𝒕𝒂𝒔 𝒄𝒐𝒊𝒔𝒂𝒔 𝒃𝒐𝒂𝒔 𝒏𝒂 𝒎𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒗𝒊𝒅𝒂 𝒆, 𝒎𝒆𝒔𝒎𝒐 𝒂𝒔𝒔𝒊𝒎, 𝒆𝒖 𝒏ã𝒐 𝒆𝒔𝒕𝒐𝒖 𝒃𝒆𝒎, 𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒑𝒓𝒆𝒄𝒊𝒔𝒂 𝒔𝒆𝒓 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒓𝒆𝒆𝒏𝒅𝒊𝒅𝒐?”

Gratidão e sofrimento não são opostos.

𝐕𝐨𝐜ê 𝐧ã𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚 𝐧𝐞𝐠𝐚𝐫 𝐮𝐦 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐞𝐫 𝐨 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨.

Entre uma sessão e outra… | EP.05
Juliana Pintor

09/09/2026

Às vezes, a pessoa continua trabalhando, cuidando da casa, levando os filhos aos compromissos, encontrando amigos, respondendo mensagens.

Continua funcionando.

E talvez seja justamente por isso que ninguém pergunte como ela realmente está.

Quando pensamos em sofrimento psíquico, ainda procuramos sinais muito visíveis. Mas nem sempre eles aparecem dessa maneira.

Por isso, uma coisa que considero importante é observar 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐧ç𝐚𝐬.

Aquela pessoa está diferente do que costumava ser? Mais isolada? Mais irritada? Mais silenciosa? Tem demonstrado desesperança? Parece precisar fazer um esforço enorme para sustentar uma rotina que antes realizava de outra forma?

Isso não significa diagnosticar alguém a partir do comportamento.

Significa perceber o suficiente para se aproximar.

Às vezes, uma conversa pode começar simplesmente com:

“𝐄𝐮 𝐩𝐞𝐫𝐜𝐞𝐛𝐢 𝐪𝐮𝐞 𝐯𝐨𝐜ê 𝐞𝐬𝐭á 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐮𝐥𝐭𝐢𝐦𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞. 𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐯𝐨𝐜ê 𝐞𝐬𝐭á 𝐝𝐞 𝐯𝐞𝐫𝐝𝐚𝐝𝐞?”

E, se vier uma resposta difícil, não precisamos ter imediatamente a frase perfeita ou uma solução.

Podemos escutar.
Não minimizar.
Não comparar.
E ajudar essa pessoa a encontrar suporte quando necessário.

Neste Setembro Amarelo, talvez também seja importante lembrar:

𝐧𝐞𝐦 𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞 𝐪𝐮𝐞𝐦 𝐞𝐬𝐭á 𝐬𝐨𝐟𝐫𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐦𝐚𝐥.

Não espere que o sofrimento tenha uma aparência específica para levá-lo a sério.

𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐏𝐬𝐢𝐜𝐨𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚 𝐄𝐱𝐩𝐥𝐢𝐜𝐚 | 𝐄𝐏.𝟏𝟏
𝐽𝑢𝑙𝑖𝑎𝑛𝑎 𝑃𝑖𝑛𝑡𝑜𝑟 𝐹𝑢𝑟𝑙𝑎𝑛𝑒𝑡𝑡𝑜

A palavra 𝑏𝑢𝑟𝑛𝑜𝑢𝑡 entrou no nosso vocabulário - e isso ajudou a dar visibilidade a um sofrimento que, durante muito temp...
08/09/2026

A palavra 𝑏𝑢𝑟𝑛𝑜𝑢𝑡 entrou no nosso vocabulário - e isso ajudou a dar visibilidade a um sofrimento que, durante muito tempo, foi naturalizado no trabalho.

Mas existe um cuidado importante: 𝐧𝐞𝐦 𝐭𝐨𝐝𝐨 𝐬𝐨𝐟𝐫𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐧𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 é 𝐛𝐮𝐫𝐧𝐨𝐮𝐭.

Exaustão, ansiedade, conflitos, insatisfação, sobrecarga, mudanças organizacionais, questões pessoais e condições de saúde podem atravessar a experiência profissional de maneiras muito diferentes.

E não estou dizendo isso para diminuir o que alguém sente.

Muito pelo contrário.

Quando colocamos experiências diferentes dentro do mesmo nome, podemos deixar de fazer justamente aquilo que mais importa: 𝐞𝐧𝐭𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐭á 𝐚𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐜𝐞𝐧𝐝𝐨.

Na clínica e também no trabalho com organizações, essa é uma preocupação que tenho cada vez mais.

Antes de explicar, investigar.

Quando começou?
Em quais situações aparece?
O que mudou?
O que acontece no trabalho?
O que acontece fora dele?
Quais fatores podem estar envolvidos?

Porque um nome pode ajudar a organizar aquilo que estamos vivendo. Mas também pode encerrar uma investigação cedo demais.

𝐋𝐞𝐯𝐚𝐫 𝐨 𝐬𝐨𝐟𝐫𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐚 𝐬é𝐫𝐢𝐨 é 𝐧ã𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚𝐫 𝐞𝐱𝐩𝐥𝐢𝐜á-𝐥𝐨 𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝ê-𝐥𝐨.

O Trabalho Também é Humano | EP.10
Juliana Pintor Furlanetto

07/09/2026

Tem fases da vida em que olhar para trás pode ser cruel.

“Antes eu dava conta.”
“Antes eu conseguia.”
“Antes eu era mais produtiva.”

Mas… antes, a sua vida era a mesma?

Talvez você não tenha perdido capacidade. Talvez esteja tentando sustentar uma vida diferente com a mesma régua de antes.

E a maternidade escancara isso de muitas formas.

Nem toda mudança é perda.
Nem todo limite é fracasso.
Às vezes, a vida mudou - e você também tem o direito de mudar com ela.

Você ainda se compara com uma versão sua que vivia uma realidade completamente diferente?

Minissérie: Maternidade, produtividade e o direito de mudar.

Eu costumo dizer no consultório: são várias frentes de trabalho.A psicoterapia não faz nada sozinha.A medicação não faz ...
06/09/2026

Eu costumo dizer no consultório: são várias frentes de trabalho.

A psicoterapia não faz nada sozinha.
A medicação não faz nada sozinha.
Uma mudança na rotina, sozinha, também pode não ser suficiente.

É um conjunto de ações que vai trabalhando, aos poucos, para uma melhor qualidade de vida.

E talvez seja justamente por isso que eu tenha tanto cuidado quando alguém chega dizendo:

“Fiz os exames e não apareceu nada. Então deve ser emocional.”

Pode ser que fatores emocionais estejam participando daquele quadro. Mas isso não torna o sintoma menos real - e também não significa que tudo o que acontece no corpo deva ser explicado pela ansiedade, pelo estresse ou por alguma questão emocional.

Corpo e mente não vivem em compartimentos separados.

Aquilo que sentimos pode repercutir no sono, na tensão muscular, na respiração, no funcionamento gastrointestinal, na percepção da dor… assim como uma condição física também pode interferir profundamente na maneira como nos sentimos e vivemos.

Por isso, muitas vezes, a pergunta não precisa ser:

“É físico ou emocional?”

Talvez seja mais importante perguntar:

“O que está acontecendo com essa pessoa e quais frentes precisam ser cuidadas?”

Às vezes será necessário acompanhamento médico. Em outros momentos, psicoterapia. Em alguns casos, medicação. Pode ser preciso rever sono, movimento, alimentação, rotina, relações, rede de apoio - e integrar diferentes profissionais ao cuidado.

Não se trata de fazer tudo ao mesmo tempo.

Trata-se de compreender que uma pessoa é maior do que um sintoma.

E que cuidar bem, muitas vezes, significa não escolher entre corpo e mente.

Significa olhar para os dois.

O que o Corpo Está Tentando Dizer? | EP.09

05/09/2026

Tem gente que aprendeu a sofrer sem fazer muito barulho.

Continua trabalhando.
Responde mensagens.
Conversa.
Sorri.
Cumpre o que precisa cumprir.

E, quando alguém pergunta se está tudo bem, responde quase automaticamente:

“Estou. Só estou cansada.”

Às vezes, por trás desse “estou bem”, existe uma tentativa de proteger quem está por perto.

“Eles já têm problemas demais.”
“Não quero ser um peso.”
“Daqui a pouco passa.”
“Não quero preocupar ninguém.”

Só que, enquanto poupa todo mundo, você pode acabar ficando sozinha justamente quando mais precisa de alguém por perto.

Pedir ajuda não significa ter todas as palavras.
Não significa saber explicar exatamente o que está acontecendo.
E também não precisa começar contando tudo.

Pode começar simplesmente assim:

“Na verdade, eu não estou muito bem.”

Às vezes, uma frase pequena abre espaço para você não precisar continuar sustentando tudo sozinha.

Traduzindo o que você sente | EP.05

04/09/2026

Tem empresa que oferece terapia, aplicativo de meditação, palestra, academia, dia do bem-estar…

e, ainda assim, mantém uma rotina em que tudo é urgente, as prioridades mudam o tempo todo, a equipe trabalha no limite e ninguém se sente muito à vontade para dizer: “assim eu não estou conseguindo”.

Os benefícios podem ser importantes. O cuidado individual também.

Mas saúde mental no trabalho não pode depender apenas da capacidade de cada pessoa de suportar melhor aquilo que vive todos os dias.

Às vezes, o que precisa de atenção não está no indivíduo.

Está na forma como o trabalho foi organizado.
Na comunicação.
Nas prioridades.
Nos recursos disponíveis.
Na maneira como as decisões são tomadas.
Naquilo que se tornou “normal” dentro daquela rotina.

Talvez por isso eu insista tanto nessa diferença:

benefício apoia. Gestão previne.

E uma coisa não substitui a outra.

Porque cuidar das pessoas também passa por olhar com seriedade para as condições em que elas trabalham.

Tem dias em que a cabeça simplesmente parece não desligar.Você termina uma conversa e continua refazendo cada frase. Dei...
02/09/2026

Tem dias em que a cabeça simplesmente parece não desligar.

Você termina uma conversa e continua refazendo cada frase. Deita e começa a antecipar o dia seguinte. Tenta resolver mentalmente problemas que nem aconteceram. Ou volta, mais uma vez, para aquilo que já passou.

E é comum resumir tudo isso em: “é 𝒂𝒏𝒔𝒊𝒆𝒅𝒂𝒅𝒆”.

Mas nem sempre.

Pode ser preocupação. Pode ser ruminação. Pode haver sobrecarga, excesso de demandas, dificuldade de desacelerar. E, sim, também pode haver ansiedade.

A diferença está 𝐧𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐱𝐭𝐨, 𝐧𝐚 𝐟𝐫𝐞𝐪𝐮ê𝐧𝐜𝐢𝐚, 𝐧𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞ú𝐝𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐬𝐞𝐬 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐞 𝐧𝐨 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐭𝐨 𝐞𝐥𝐞𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐞ç𝐚𝐦 𝐚 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐟𝐞𝐫𝐢𝐫 𝐧𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚.

Por isso, antes de tentar fazer a mente “parar”, talvez seja mais importante compreender 𝐩𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐥𝐚 𝐞𝐬𝐭á 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐟𝐢𝐜𝐚𝐫 𝐭ã𝐨 𝐨𝐜𝐮𝐩𝐚𝐝𝐚.

Nem todo pensamento repetitivo está dizendo a mesma coisa.

E compreender o que ele está dizendo pode ser mais útil do que simplesmente tentar silenciá-lo.

𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐏𝐬𝐢𝐜𝐨𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚 𝐄𝐱𝐩𝐥𝐢𝐜𝐚 | 𝐄𝐏.𝟏𝟎

Endereço

Rua Cerqueira Cesar, 101
Indaiatuba, SP

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