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Poliana Lima da Cruz Rodrigues, CRP 04/54645 bacharel em Psicóloga, pós Graduada em Terapia Cognitivo Comportamental, Neuropsicologia, Analise do Comportamento Aplicada ABA; Psicopedagogia; Psicologia Infatil

05/06/2026

Odontomaismed

03/06/2026
O Transtorno de Personalidade Esquizotípica é uma condição psicológica caracterizada por dificuldades importantes nos re...
29/05/2026

O Transtorno de Personalidade Esquizotípica é uma condição psicológica caracterizada por dificuldades importantes nos relacionamentos sociais, pensamentos considerados incomuns e comportamentos excêntricos. Pessoas com esse transtorno costumam sentir desconforto intenso em interações sociais, apresentando dificuldades para criar vínculos próximos, mesmo desejando companhia e aceitação.

Segundo o DSM-5-TR, o transtorno esquizotípico faz parte do grupo dos transtornos de personalidade do Cluster A, conhecido por padrões de comportamento considerados estranhos ou excêntricos. O indivíduo pode apresentar ideias incomuns, pensamentos mágicos, crenças diferentes da realidade compartilhada culturalmente, sensação frequente de que acontecimentos têm relação direta com ele (“ideias de referência”) e alterações na percepção, como sentir presenças ou interpretar situações de forma muito peculiar.

Além disso, é comum que a pessoa tenha fala vaga ou metafórica, aparência considerada excêntrica, ansiedade social intensa e desconfiança excessiva. Diferente da esquizofrenia, no transtorno esquizotípico geralmente não existem episódios psicóticos persistentes, embora possam ocorrer experiências perceptivas breves ou transitórias em momentos de estresse.

Muitas vezes, essas características começam no início da vida adulta e podem causar sofrimento emocional, isolamento social, dificuldades afetivas e prejuízos profissionais. Pessoas com transtorno esquizotípico frequentemente são mal interpretadas, vistas como “estranhas”, frias ou excessivamente desconfiadas, o que pode aumentar ainda mais o afastamento social.

As causas do transtorno ainda não são totalmente conhecidas, mas estudos apontam influência genética, neurobiológica e ambiental. Existe uma relação importante entre o transtorno esquizotípico e o espectro da esquizofrenia, especialmente quando há histórico familiar de transtornos psicóticos.

O tratamento costuma envolver psicoterapia, principalmente abordagens que ajudam no desenvolvimento das habilidades sociais, manejo da ansiedade e organização do pensamento. Em alguns casos, medicamentos podem ser utilizados para reduzir sintomas específicos, como ansiedade intensa, pensamentos paranoides ou alterações perceptivas.

É importante compreender que pessoas com transtorno esquizotípico não “escolhem” agir de maneira diferente. Trata-se de uma condição de saúde mental que necessita de acolhimento, compreensão e acompanhamento profissional adequado. O diagnóstico precoce e o suporte emocional podem contribuir significativamente para a qualidade de vida e para a construção de relações mais saudáveis.





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27/05/2026

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27/05/2026

Como ele foi para lá?

A avaliação neuropsicológica é um processo clínico realizado por profissional especializado, com o objetivo de compreend...
25/05/2026

A avaliação neuropsicológica é um processo clínico realizado por profissional especializado, com o objetivo de compreender o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental do indivíduo. Por meio de entrevistas, observações clínicas e te**es específicos, é possível identificar como funções como atenção, memória, linguagem, raciocínio, aprendizagem, percepção, controle emocional e funções executivas estão se desenvolvendo ou funcionando no dia a dia.

Esse processo é fundamental para auxiliar na investigação de transtornos do neurodesenvolvimento, dificuldades escolares, alterações emocionais, transtornos psiquiátricos e condições neurológicas. A avaliação neuropsicológica pode contribuir na identificação de hipóteses diagnósticas como Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, deficiência intelectual, transtornos de aprendizagem, ansiedade, depressão, alterações cognitivas relacionadas ao envelhecimento, demências e Doença de Alzheimer, entre outros.

Em idosos, a avaliação neuropsicológica possui papel essencial na investigação de perdas de memória, dificuldade de orientação, alterações no comportamento, esquecimentos frequentes, dificuldades de linguagem e redução da autonomia nas atividades do cotidiano. O processo auxilia na diferenciação entre alterações cognitivas esperadas do envelhecimento e possíveis quadros patológicos, como comprometimento cognitivo leve, demência e Alzheimer, possibilitando um diagnóstico mais precoce e direcionamento adequado para tratamento e acompanhamento multiprofissional.

Além do diagnóstico, a avaliação neuropsicológica também possui importante função terapêutica e orientativa, pois permite compreender as potencialidades e dificuldades do paciente, auxiliando na elaboração de intervenções personalizadas para a escola, família e equipe multiprofissional. Os resultados contribuem para direcionamentos clínicos, terapêuticos, pedagógicos e, em alguns casos, médicos e jurídicos.

Através da avaliação neuropsicológica, é possível promover maior qualidade de vida, autonomia e desenvolvimento, oferecendo estratégias adequadas para cada necessidade individual. O acompanhamento especializado favorece a inclusão, o acolhimento e o cuidado integral da saúde mental e cognitiva.

🧠 Cuidar da saúde emocional e cognitiva também é um ato de prevenção e qualidade de vida. Buscar ajuda profissional é um passo importante para compreender melhor cada indivíduo em sua singularidade.





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22/05/2026

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Entendendo o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB): Para além dos mitosVocê já ouviu falar em Transtorno de Perso...
22/05/2026

Entendendo o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB): Para além dos mitos
Você já ouviu falar em Transtorno de Personalidade Borderline? Muitas vezes estigmatizado ou confundido com oscilações comuns de humor, o TPB é um quadro clínico complexo que exige um olhar técnico, empático e especializado.
De acordo com o DSM-5-TR, a principal característica do transtorno é um padrão generalizado de instabilidade na regulação emocional, nos relacionamentos interpessoais, na autoimagem e no controle dos impulsos. Diferente do Transtorno Bipolar — onde as fases de mania e depressão costumam durar semanas ou meses —, no Borderline a reatividade é imediata, intensa e frequentemente disparada por gatilhos relacionais.
Para o fechamento do diagnóstico clínico, o paciente deve apresentar um padrão persistente que envolva pelo menos 5 dos 9 critérios fundamentais:
Medo real ou imaginado do abandono: Esforços intensos para evitar a rejeição.
Relações instáveis: Alternância rápida entre idealizar e desvalorizar o outro (splitting).
Perturbação da identidade: Instabilidade acentuada na autoimagem, metas e valores.
Impulsividade autodestrutiva: Em áreas como gastos, abuso de substâncias, direção ou compulsão.
Comportamento automutilatório ou ideação suicida recorrente.
Instabilidade afetiva: Mudanças abruptas de humor que duram horas ou poucos dias.
Sentimentos crônicos de vazio e tédio profundo.
Raiva inapropriada: Dificuldade marcante em controlar respostas de irritabilidade.
Sintomas dissociativos ou ideação paranoide transitória em momentos de alto estresse.
A importância do diagnóstico diferencial
Por compartilhar sintomas com o TDAH (como a impulsividade) e com o Transtorno Bipolar (como a instabilidade do humor), o diagnóstico do TPB exige uma investigação minuciosa. A avaliação neuropsicológica e a anamnese clínica detalhada são ferramentas indispensáveis para mapear os traços de personalidade e guiar a conduta terapêutica adequada.
O tratamento envolve psicoterapia — sendo a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Terapia Comportamental Dialética (DBT) referências na área — associada, quando necessário, ao manejo farmacológico. O diagnóstico correto é o primeiro passo para a regulação emocional e a qualidade de vida.
Você tem dúvidas sobre como diferenciar esses quadros na prática clínica? Deixe sua pergunta nos comentários.

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