AphceEmergencista

AphceEmergencista Insta: Raimundoemergencista
🚑 Interventor | SAMU
📚 Instrutor de APH
🧠 Ensino simples, e baseado em evidências
⚠️ Conteúdo que pode salvar

09/09/2026

🚨 RCP não é interrompida por decisão aleatória. Existem critérios para parar. ❤️‍🩹

Durante uma parada cardiorrespiratória, a equipe mantém a ressuscitação seguindo protocolos e avaliando continuamente a situação do paciente e da cena.

Existem situações em que a RCP pode ser interrompida, como:

⚠️ Insegurança da cena: quando o ambiente deixa de ser seguro para a equipe continuar o atendimento.

❤️ Retorno da circulação espontânea (RCE): quando o paciente recupera sinais de circulação, exigindo uma nova abordagem e cuidados pós-PCR.

🚑 Chegada de uma equipe de suporte avançado: permitindo continuidade do atendimento com mais recursos e intervenções.

💪 Exaustão da equipe: quando a equipe não consegue mais manter uma RCP de qualidade.

A decisão de interromper uma RCP envolve avaliação, protocolo e segurança. Não é simplesmente “desistir”, é seguir critérios técnicos diante de uma situação crítica.

❓Socorrista, qual desses critérios você acredita que gera mais dúvidas durante um atendimento? Comenta aqui 👇

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09/09/2026

🚨 Glasgow não se decora. Glasgow se treina. 🧠

A Escala de Coma de Glasgow é uma ferramenta fundamental na avaliação neurológica, mas muitos profissionais e estudantes têm dificuldade em lembrar todos os critérios no momento da aplicação.

Uma das melhores formas de fixar esse conhecimento é através da repetição:

✍️ Escreva a escala várias vezes.
🧠 Revise os componentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora.
🔁 Repita até que a sequência se torne natural.

Na emergência, você não terá tempo para procurar uma informação que deveria estar na memória. O treinamento constante transforma conhecimento em resposta rápida.

A prática fora da ocorrência prepara você para agir dentro dela. 🚑

❓Você utiliza algum método para memorizar protocolos e escalas? Compartilha aqui nos comentários 👇

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05/09/2026

🚨 Paciente com marcapasso: o DEA pode ser utilizado? ⚡❤️

Uma dúvida comum durante uma parada cardiorrespiratória é se o paciente com marcapasso pode receber desfibrilação.

A resposta é: sim. A presença do dispositivo não deve atrasar uma desfibrilação quando ela está indicada. O foco continua sendo aplicar o choque o mais rápido possível quando necessário. 🚑

Mas existe um cuidado importante:

⚠️ Não coloque a pá diretamente sobre o gerador do marcapasso.

Quando o dispositivo está na região habitual do tórax, devemos posicionar as pás afastadas do gerador. Uma alternativa é utilizar a posição anteroposterior, colocando uma pá na região anterior do tórax e a outra na região posterior, mantendo distância do dispositivo.

O mais importante é não atrasar uma intervenção que pode salvar uma vida.

⚡ DEA, desfibrilador e marcapasso podem coexistir no atendimento de emergência. O segredo está no posicionamento correto das pás.

❓Socorrista, você já teve dúvida sobre o uso do DEA em pacientes com marcapasso? Comenta aqui 👇

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04/09/2026

🚨 Letra E do XABCDE: expor o paciente sem esquecer de protegê-lo. 🌡️🚑

Após avaliar e tratar as ameaças à vida nas etapas anteriores, chegamos ao E (Exposure/Exposição), uma etapa fundamental para encontrar lesões que podem passar despercebidas.

No trauma, algumas lesões ficam escondidas por roupas, equipamentos ou pelo próprio posicionamento do paciente. Por isso, é necessário realizar uma exposição adequada para procurar:

🩸 Hemorragias ocultas
🦴 Deformidades e lesões musculoesqueléticas
🔥 Queimaduras
🔪 Ferimentos que precisam de intervenção

Mas atenção: expor não significa deixar o paciente vulnerável.

Após a avaliação, devemos tomar medidas para evitar a hipotermia, mantendo o paciente aquecido e protegido.

No trauma, aquilo que você não identifica pode evoluir silenciosamente. Uma boa avaliação depende de olhar o paciente por completo. 🚑

❓Socorrista, qual foi a lesão mais inesperada que você já encontrou durante a exposição do paciente? Comenta aqui 👇

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03/09/2026

🚨 Letra D do XABCDE: o cérebro também precisa ser avaliado no trauma. 🧠

Depois de controlar ameaças imediatas nas etapas anteriores, chegamos ao D (Disability), onde avaliamos a função neurológica do paciente.

Alterações no nível de consciência podem indicar lesões graves, como traumatismo cranioencefálico, hipóxia, choque ou outras alterações metabólicas.

Na avaliação do D, devemos observar:

🧠 Nível de consciência
👁️ Pupilas: tamanho, simetria e reatividade à luz
📊 Escala de Coma de Glasgow
💪 Resposta motora e alterações neurológicas

Um paciente pode parecer estável externamente, mas uma alteração neurológica pode ser o primeiro sinal de deterioração.

No trauma, não basta perguntar “o paciente está acordado?”. É preciso avaliar como ele está respondendo e se existe alguma alteração neurológica associada. 🚑

❓Socorrista, qual item da avaliação neurológica você considera mais importante no D: Glasgow, pupilas ou resposta motora? Comenta aqui 👇

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02/09/2026

Você tem razão. Eu simplifiquei a sequência de forma incorreta. No XABCDE, o X é uma intervenção inicial para hemorragias exsanguinantes, mas a avaliação primária segue a ordem:

X → A → B → C → D → E

Ou seja, após o controle da hemorragia ameaçadora à vida no X, a equipe segue para:

A (Airway): avaliação e manejo da via aérea com proteção da coluna cervical quando indicado;

B (Breathing): avaliação da respiração e ventilação;

C (Circulation): avaliação da circulação, perfusão e controle de outras hemorragias.

A legenda corrigida ficaria assim:

🩸 Letra C do XABCDE no trauma: Circulação

No atendimento ao paciente traumatizado, depois de avaliar via aérea (A) e respiração (B), chegamos ao C de Circulação.

Nesse momento, devemos identificar sinais de choque e alterações na perfusão:

✅ Avaliar pulso, frequência cardíaca e qualidade da circulação;
✅ Observar pele, temperatura das extremidades e enchimento capilar;
✅ Identificar sinais de choque hemorrágico;
✅ Controlar sangramentos persistentes;
✅ Avaliar a resposta às intervenções realizadas.

No trauma, a pressão arterial pode permanecer normal nas fases iniciais. Por isso, a avaliação deve considerar o conjunto dos sinais clínicos e não apenas um único parâmetro.

🚑 No APH, seguir o XABCDE não é apenas uma sequência: é uma forma de priorizar o que pode levar o paciente à morte mais rapidamente.

02/09/2026

🚨 Letra B do XABCDE: não basta ver se o paciente respira. É preciso avaliar como ele respira. 🫁

Após garantir a via aérea, o próximo passo é avaliar a respiração e ventilação do paciente traumatizado.

No B (Breathing), o socorrista deve identificar rapidamente alterações que podem ameaçar a vida:

🫁 Frequência e esforço respiratório
👀 Expansão torácica e presença de assimetria
🔊 Sons respiratórios anormais
🩸 Sinais de hipóxia e dificuldade ventilatória
⚠️ Lesões torácicas que podem comprometer a respiração

Durante o trauma, algumas condições como pneumotórax hipertensivo, pneumotórax aberto e lesões graves de tórax podem evoluir rapidamente e precisam ser reconhecidas.

Um erro comum é olhar apenas se existe movimento respiratório. O paciente pode estar respirando e, ainda assim, não estar ventilando adequadamente.

No XABCDE, cada letra tem uma missão: identificar o que pode levar o paciente à morte e agir no momento certo. 🚑

❓Socorrista, qual alteração no B mais chama sua atenção durante uma avaliação de trauma? Comenta aqui 👇

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31/08/2026

🚨 Letra A do XABCDE: não basta avaliar a via aérea, é preciso mantê-la aberta. 🫁

No trauma, uma via aérea obstruída pode levar rapidamente à piora do paciente. Por isso, além de reconhecer os sinais de comprometimento, o socorrista precisa dominar as técnicas para garantir a permeabilidade da via aérea.

Durante a abordagem inicial, utilizamos manobras como:

👤 Chin Lift (elevação do queixo): utilizada para abertura da via aérea quando não há suspeita de trauma cervical.

🦴 Jaw Thrust (tração da mandíbula): técnica preferencial no paciente traumatizado com suspeita de lesão cervical, pois busca abrir a via aérea minimizando a movimentação da coluna.

Quando necessário, utilizamos dispositivos para auxiliar na manutenção da via aérea:

🔹 Cânula orofaríngea (Guedel)
🔹 Cânula nasofaríngea
🔹 Dispositivos de ventilação e suporte avançado de via aérea

No trauma, a prioridade não é apenas identificar o problema, mas agir rapidamente com a técnica correta.

Uma via aérea pérvia é o primeiro passo para manter a oxigenação e evitar a deterioração do paciente. 🚑

❓Socorrista, qual técnica de abertura de via aérea ainda gera mais dúvida: Chin Lift ou Jaw Thrust? Comenta aqui 👇

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31/08/2026

🚨 X do XABCDE: antes de tudo, controle o que pode matar em minutos. 🩸

No trauma, uma hemorragia externa grave pode levar o paciente à deterioração rapidamente. Por isso, a primeira prioridade da avaliação é identificar e controlar o sangramento ameaçador à vida.

O X representa a hemorragia exsanguinante e envolve técnicas fundamentais de controle:

🩸 Compressão direta: primeira medida para tentar interromper o sangramento.

🩹 Curativo compressivo: mantém a pressão sobre o local e auxilia no controle da hemorragia.

🩸 Preenchimento de ferida (wound packing): indicado principalmente em feridas profundas com perca de tecido e em regiões onde o torniquete não pode ser aplicado e que tem lesão profunda.

⚠️ Torniquete: utilizado em hemorragias graves de extremidades quando indicado, com aplicação correta e sem atrasos.

No trauma, não adianta seguir todas as outras etapas do XABCDE se o paciente continua perdendo sangue. Primeiro controle a hemorragia, depois avance na avaliação.

Cada segundo conta. Cada técnica precisa ser dominada. 🚑

❓Socorrista, qual método de controle de hemorragia você considera mais difícil de executar na prática: preenchimento de ferida ou torniquete? Comenta aqui 👇

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