Dra. Ana Paula Carnieletto

Dra. Ana Paula Carnieletto Nutrologia

A revolução no tratamento da obesidade: fase 3 da retatrutida supera os tratamentos atuais!Os novos dados liberados pela...
28/05/2026

A revolução no tratamento da obesidade: fase 3 da retatrutida supera os tratamentos atuais!

Os novos dados liberados pela Lilly da fase 3 da retatrutida acabam de sair e os números são tão impressionantes que podem mudar completamente o cenário mundial do tratamento da obesidade.

Para termos ideia do impacto, 45,3% dos pacientes ultrapassaram a marca de 30% de perda ponderal, um resultado historicamente associado apenas à cirurgia bariátrica. Em 80 semanas (dose de 12 mg), a perda média foi de 28,3% do peso corporal (cerca de 31,9 kg). Em 104 semanas, chegou a incríveis 30,3% (38,5 kg).

Mas como essa nova medicação se compara aos gigantes que já conhecemos?

1. Semaglutida (Ozempic®️ / Wegovy®️)

Perda média: 14,9% em 68 semanas (dose de 2,4 mg).

Status: Já aprovado pela ANVISA e disponível no Brasil.

2. Tirzepatida (Mounjaro®️)

Perda média: 20,9% em 72 semanas (dose de 15 mg).

Status: aprovado pela ANVISA no Brasil.

3. Retatrutida (em pesquisa, fase 3 liberada)

Perda média inicial: 24,2% em apenas 48 semanas (dose de 12 mg), podendo passar dos 30% a longo prazo!

Status: Ainda em fase de pesquisa (sem nome comercial ou aprovação).

Além de uma perda de peso muito superior e em menos tempo, a Retatrutida mostrou uma melhora metabólica ampla e sistêmica:
- Redução significativa da pressão arterial e da circunferência abdominal.
- Queda de triglicerídeos e colesterol não-HDL.
- Diminuição do hsCRP (marcador inflamatório ligado ao risco cardiovascular).

Tudo isso com um perfil de segurança bastante positivo: até o momento, sem sinais cardíacos ou hepáticos relevantes, e com uma taxa de abandono menor que o placebo. Vale ressaltar que até a dose baixa de 4 mg já entregou cerca de 19% de perda de peso.

Se esses dados se confirmarem na prática clínica do mundo real, a retatrutida vai inaugurar uma nova era na medicina metabólica, superando de longe tudo o que já vimos com a semaglutida e a tirzepatida. Estamos diante de uma mudança histórica!

O novo medicamento para auxiliar no tratamento de diabetes e de obesidade: Ozivy! A Anvisa acaba de aprovar a primeira c...
27/05/2026

O novo medicamento para auxiliar no tratamento de diabetes e de obesidade: Ozivy! A Anvisa acaba de aprovar a primeira caneta de semaglutida de produção sintética do Brasil, o Ozivy, fabricado pelo laboratório EMS. Mas o que essa nova ferramenta significa na prática clínica?

Aqui estão os pontos oficiais com base nas últimas publicações que você precisa saber:

Biológico x Sintético: diferente das versões que já conhecemos, o Ozivy não é um genérico, mas sim classificado pela agência reguladora como um “medicamento novo” obtido por síntese química. A indicação de bula oficial no momento é para o tratamento de adultos com Diabetes Mellitus Tipo 2 (insuficientemente controlado), atuando como adjuvante à dieta e ao exercício físico.

Atenção à Cadeia de Frio: Essa é uma mudança prática fundamental para o paciente. O novo medicamento precisa obrigatoriamente permanecer refrigerado, em temperaturas de 2 °C a 8 °C, tanto antes quanto depois de iniciado o tratamento. Um deslize no armazenamento pode comprometer totalmente a estabilidade química da molécula.

Disponibilidade e prescrição: como os demais análogos dessa classe, a venda será feita estritamente mediante retenção de receita (receituário em duas vias). Embora a expectativa seja de um aumento na concorrência do mercado após o vencimento da patente da semaglutida biológica, a fabricante ainda não divulgou a data exata de chegada às farmácias ou o preço final de comercialização.

Novos peptídeos e tecnologias sintéticas são fascinantes para o manejo da resistência à insulina, mas a base do nosso metabolismo não muda. Nenhuma caneta compensa a ausência de treino de força para preservação de massa muscular, o déficit crônico nas fases profundas do sono ou uma dieta mal calculada em proteínas. A medicação atua como um otimizador do ambiente celular; quem constrói a sua longevidade e protege suas mitocôndrias é o estilo de vida.

Você já estava acompanhando essa novidade da indústria nacional? Se tiver dúvidas sobre os mecanismos de ação dos análogos de GLP-1, deixe nos comentários!

Você já gastou fortunas com cremes e tratamentos para a pele, mas o problema continua voltando? A verdadeira causa pode ...
20/05/2026

Você já gastou fortunas com cremes e tratamentos para a pele, mas o problema continua voltando? A verdadeira causa pode estar relacionado com seu intestino.

A nossa pele funciona como um verdadeiro espelho. Ela reflete do lado de fora exatamente como está a saúde do nosso intestino do lado de dentro. Quando a sua digestão não vai bem ou seu microbiota intestinal estão em desequilíbrio, a pele é uma das primeiras a dar o sinal de alerta, por conta do eixo-intestino-pele.

Para entender de forma simples: imagine que a parede do seu intestino é como uma peneira bem fina. O trabalho dela é deixar os nutrientes bons entrarem no corpo e bloquear a passagem de toxinas. O problema é que uma alimentação ruim, estresse e desequilíbrios internos acabam estragando essa “peneira”. Os furos ficam maiores, causando o que chamamos de intestino permeável.

O resultado disso? Toxinas e impurezas que deveriam ser eliminadas acabam vazando direto para a sua corrente sanguínea. O seu corpo entra em estado de alerta e gera uma inflamação generalizada. Como a pele é o nosso maior órgão, ela acaba sendo a via de escape para todo esse processo inflamatório.

É exatamente por isso que um intestino doente está por trás de quadros como:
A. Dermatite atópica e coceiras inexplicáveis.
B. Rosácea e vermelhidão constante no rosto.
C. Acne resistente e excesso de oleosidade.

Para ter uma pele limpa, hidratada e resistente, o primeiro passo é ajustar seu intestino. Precisamos ajustar a alimentação, devolver as bactérias e colonizações protetoras para o seu corpo e freiar a permeabilidade dessa barreira intestinal.

O verdadeiro cuidado com a pele sempre começa de dentro para fora.

Você sofre com problemas crônicos de pele e também sente que a sua digestão é lenta ou te causa desconfortos?

Deixe sua dúvida aqui nos comentários. ➡️

19/05/2026

Se você precisa emagrecer mas não se adaptou com mounjaro ou ozempic:

Temos o medicamento oral recém lançado chamado Foundayo (orforglipron), que traz uma nova perspectiva para o tratamento da obesidade e do sobrepeso.

Diferente dos outros análogos do GLP1 subcutâneos, estamos falando de um tratamento via oral (em comprimido). Ele é um agonista do receptor GLP-1 de molécula pequena, projetado para atuar nas regiões do cérebro que regulam o apetite, reduzindo a ingestão calórica e retardando o esvaziamento gástrico.

Principais diferenciais:

1. Pode ser tomado apenas uma vez ao dia, com ou sem alimentos.
2. ⁠Penso como uma ótima possibilidade no desmame do mounjaro ou ozempic, para manutenção da perda de peso perdida.

Resultados Sólidos: No estudo clínico ATTAIN-1, pacientes tiveram uma perda de peso média de 11,2% em 72 semanas (comparado a 2,1% do placebo). Mais da metade dos participantes alcançou uma perda de peso superior a 10%.

Benefício metabólico: pacientes com diabetes tipo 2 em estágio inicial (estudo ACHIEVE-1), o medicamento demonstrou reduções consistentes na hemoglobina glicada (HbA1c) e melhoras no perfil lipídico.

O perfil de segurança é muito consistente com o que já conhecemos da classe dos GLP-1. Os efeitos colaterais mais comuns são gastrointestinais (como náuseas, vômitos e diarreia), geralmente de intensidade leve a moderada, ocorrendo principalmente na fase de aumento gradual da dose (titulação).

Ficou com alguma dúvida sobre o Foundayo? Deixa aqui nos comentários! 👇

Referências:

FOUNDAYO. Rótulo de medicamento da FDA. Administração de Alimentos e Medicamentos.

Rosenstock J, Hsia S, Nevarez Ruiz L, et al. Orforglipron, um agonista oral de pequenas moléculas do receptor GLP-1, no tratamento precoce do diabetes tipo 2. The New England Journal of Medicine. 2025.

O uso de análogos de GLP-1, como a tirzepatida e a semaglutida, representa um avanço significativo no tratamento da obes...
18/05/2026

O uso de análogos de GLP-1, como a tirzepatida e a semaglutida, representa um avanço significativo no tratamento da obesidade. No entanto, é fundamental analisar a qualidade do emagrecimento para além da perda de peso.

Quando o peso diminui de forma acelerada, existe um risco real de perda concomitante de massa livre de gordura, que engloba tecidos vitais como músculo e osso. Dados publicados no JAMA (2024) indicam que entre 25% a 40% do peso perdido com o uso de tirzepatida pode ser proveniente de massa magra e massa óssea.

Em um estado de déficit calórico acentuado, o organismo pode entrar em um processo catabólico, utilizando o tecido muscular como fonte de energia caso não receba os estímulos adequados. Para garantir que o foco do tratamento seja a gordura e a preservação da saúde metabólica, três pilares são indispensáveis:

1. Aporte Proteico: A ingestão deve ser rigorosamente calculada, geralmente entre 1,6g e 2,2g de proteína por quilograma de peso ao dia. Este suporte é o que fornece os substratos necessários para a síntese e manutenção muscular.

2. Exercício Resistido: A musculação é a principal sinalização anabólica capaz de mitigar a perda de massa magra, sendo um componente obrigatório do protocolo de tratamento.

3. Avaliação da Composição Corporal: O acompanhamento deve ser feito através de exames de Bioimpedância ou DXA. Ver só o número absoluto na balança não diferencia a perda de gordura da perda de tecidos funcionais.

A Medicina de Precisão busca o emagrecimento sustentável, priorizando a função muscular e a longevidade.

O acompanhamento clínico individualizado é o que assegura que a perda de peso resulte em mais saúde, e não apenas em um corpo menor.

Dra. Ana Carnieletto - CRMSP 247.397

Esqueça a balança por um momento. Se o seu objetivo é viver mais e com qualidade, o seu foco primário deve ser a sua mas...
13/05/2026

Esqueça a balança por um momento. Se o seu objetivo é viver mais e com qualidade, o seu foco primário deve ser a sua massa muscular.

Na Medicina de Precisão, não enxergamos o músculo apenas como um tecido estético ou de locomoção. A ciência é implacável sobre isso. A baixa massa muscular (sarcopenia) é um preditor independente para o aumento da mortalidade por todas as causas.

Estudos populacionais e ensaios clínicos longitudinais demonstram que indivíduos com um maior Índice de Massa Muscular possuem uma proteção significativa contra desfechos cardiovasculares graves e complicações cirúrgicas, independentemente do percentual de gordura. O músculo esquelético é, na verdade, o maior órgão endócrino do seu corpo.

Aqui está o que acontece na sua biologia quando você constroi e preserva músculo:

Sensibilidade à Insulina e Reserva Metabólica: O músculo atua como o principal “ralo” de glicose do organismo (via receptores GLUT4). Quanto mais massa muscular de qualidade você tem, melhor o corpo gerencia a glicemia, reduzindo drasticamente o risco de resistência à insulina e inflamação sistêmica crônica.

Fábrica de Miocinas: Durante a contração, os músculos liberam miocinas, moléculas sinalizadoras que viajam pela corrente sanguínea e possuem potente ação anti-inflamatória, protegendo ativamente a saúde cardiovascular e neurológica (prevenindo o declínio cognitivo).

Proteção Óssea e Autonomia: O tracionamento mecânico gerado pela força é o estímulo mais poderoso para a manutenção da densidade mineral óssea, sendo a barreira definitiva contra a osteoporose e a perda de independência na maturidade.

A diferença da Medicina de Precisão:
A medicina convencional muitas vezes se limita a dizer “faça musculação e coma proteína”. Nós vamos muito além. Precisamos monitorar a qualidade e a distribuição dessa massa muscular (através de exames como a densitometria DXA) e ajustar o seu aporte proteico, limiar de leucina e crononutrição de forma milimetricamente calculada para a sua genética e o seu metabolismo atual.

Músculo é a sua verdadeira poupança para o futuro. Você já começou a investir nela?

Você já pegou seus exames de rotina, viu que tudo estava “dentro do valor de referência”, mas ainda assim sentia que o s...
11/05/2026

Você já pegou seus exames de rotina, viu que tudo estava “dentro do valor de referência”, mas ainda assim sentia que o seu corpo não estava funcionando 100%?

Essa é a grande limitação do check-up tradicional. Ele se baseia na Curva de Gauss (médias populacionais) e foi desenhado para detectar doenças que já estão instaladas. É a medicina do “tamanho único”, que foca em evitar a morte, mas não em otimizar a vida.

A Medicina de Precisão propõe uma mudança radical de paradigma científico. Em vez de olhar para a doença, nós olhamos para a sua biologia única através de uma abordagem preditiva e personalizada:

1. Genômica e Epigenética: seu DNA carrega as instruções, mas não é o seu destino final. Através do mapeamento genético, identificamos polimorfismos (variações no DNA) que determinam como o seu corpo responde a alimentos, toxinas e exercícios. A partir disso, aplicamos a epigenética — o uso de intervenções no estilo de vida e na nutrição para modular a expressão desses genes, “silenciando” predisposições a doenças e ativando vias de longevidade.

2. Biomarcadores Celulares Avançados: o hemograma básico não conta a história toda. Na medicina de precisão, rastreamos marcadores de inflamação subclínica crônica e estresse oxidativo. Esses processos silenciosos em nível celular são os verdadeiros gatilhos para o envelhecimento precoce, resistência à insulina e disfunções mitocondriais, muito antes de virarem um diagnóstico formal.

3. Eixo Intestino-Metabolismo: o seu microbioma (o conjunto de bactérias no seu intestino) dita a eficiência com que você absorve nutrientes, modula seu sistema imunológico e até mesmo produz neurotransmissores. Avaliar essa absorção é crucial para um metabolismo equilibrado.

A saúde do futuro não é reativa, é proativa. É cruzar dados complexos do seu corpo com o seu ambiente para entregar uma estratégia que serve apenas para uma pessoa no mundo: VOCÊ.

Você quer apenas “não estar doente” ou quer viver na sua melhor versão física e mental?

Amo vocês! ❤️
26/04/2026

Amo vocês! ❤️

02/03/2026

Você sabia que a contagem de es***matozoides no mundo caiu cerca de 50% nos últimos 50 anos?

Pode parecer um dado alarmista, mas é o que aponta um estudo abrangente publicado na Human Reproduction Update (Levine et al., 2023). A infertilidade não é uma questão exclusivamente feminina: em pelo menos metade dos casos de dificuldade para engravidar, o fator masculino está presente.

Muitas vezes, a jornada do casal tentante foca apenas na mulher, mas a definição técnica é clara: a infertilidade masculina é a incapacidade de contribuir para a concepção após 12 meses de relações regulares e sem proteção.

As causas são variadas e podem ser:
Congênitas: Como alterações genéticas ou criptorquidia.
Adquiridas: Varicocele, infecções, obesidade e tabagismo.
Idiopáticas: Quando a causa exata não é identificada, sendo a disfunção testicular a origem mais frequente.

A ciência tem mostrado que o nosso estilo de vida moderno “ataca” a qualidade do sêmen de várias formas. De acordo com uma revisão sistemática publicada na Reproductive Biology and Endocrinology (Durairajanayagam, 2018/2020), fatores como:
Estresse Oxidativo: Má alimentação e poluição danificam as células reprodutivas.
Calor e Sedentarismo: O aumento da temperatura na região testicular (seja por obesidade ou longos períodos sentado) prejudica a produção.
Exposição a Toxinas: Tabagismo e consumo excessivo de álcool são vilões diretos da motilidade es***mática.
Diferente da reserva ovariana feminina, que é finita, a produção de es***matozoides é contínua. Isso significa que mudanças de hábito hoje podem melhorar a qualidade do sêmen em cerca de 3 meses (o tempo de um ciclo de produção).

Se você e sua parceira estão planejando o futuro, o check-up masculino não é opcional, é fundamental.

Levine, H., et al. (2023). Temporal trends in s***m count: a systematic review and meta-regression analysis. PubMed: 36943634.
Durairajanayagam, D. (2018/2020). Lifestyle causes of male infertility. PubMed: 33308486.

26/02/2026

Sono: O Maior “Biohack” de Longevidade

Muitas vezes sacrificamos o sono em nome da produtividade, mas a ciência é clara: dormir pouco acelera o relógio biológico.

Quando negligenciamos as 7 a 9 horas de descanso de qualidade, o corpo paga um preço alto em diversas frentes:
1. Resistência Insulínica e Metabolismo
Estudos mostram que apenas uma semana de privação de sono (4 a 5 horas por noite) pode reduzir a sensibilidade à insulina a níveis de um pré-diabético. Sem sono, o cortisol sobe, a fome aumenta (via grelina) e o corpo armazena gordura com mais facilidade.

2. Neuroplasticidade e “Faxina” Cerebral
É durante o sono profundo que o sistema glinfático entra em ação. Ele funciona como um “caminhão de lixo” que remove toxinas e proteínas mal dobradas (como a beta-amiloide, ligada ao Alzheimer). Sem essa limpeza, a neuroplasticidade cai e o declínio cognitivo acelera.

3. Limpeza Celular (Autofagia)
A longevidade depende da nossa capacidade de reciclar componentes celulares velhos. A privação de sono inibe processos de autofagia e reparo do DNA, deixando o caminho livre para o envelhecimento precoce e doenças crônicas.

Dados do Sleep Heart Health Study indicam que a privação crônica está ligada a um aumento significativo no risco de eventos cardiovasculares. Pesquisas sugerem que dormir menos de 6 horas por noite aumenta o risco de mortalidade por todas as causas em até 12%.

A conta é simples: Quer viver mais e com o cérebro afiado? Priorize o seu sono tanto quanto sua dieta e seus treinos.

Qual é a sua média de horas de sono por noite? Você sente o impacto no dia seguinte?

Endereço

Itaim Bibi, SP
04542-060

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