Psicóloga Itajaí - Sandra Fiorentin

Psicóloga Itajaí - Sandra Fiorentin Atendimento psicoterápico individual por meio da Abordagem Humanista (Centrada na Pessoa) com adolescentes e adultos. Descontos especiais para estudantes

Atendimento de crianças, jovens e adultos. Descontos especiais para estudantes. Formação Psicoterapia Clínica em ACP - Abordagem Centrada na Pessoa.

A maciça onde de notícias de violência dirigidas às mulheres têm atravessado as paredes do consultório. Novas pacientes ...
26/02/2026

A maciça onde de notícias de violência dirigidas às mulheres têm atravessado as paredes do consultório.

Novas pacientes chegaram, suas feridas até então tamponadas voltaram a sangrar. Elas trazem notícias de seus algozes, de suas memórias, da dignidade esfacelada.

Me dizem do silêncio ensurdecedor da sociedade. A quem recorrer? Onde meu grito será ouvido?

Disse-me uma paciente que a ideia de limite e o reconhecimento de que estava sendo violentada veio só tardiamente na escola. Na tão condenada aula sobre sexualidade.

Foi ali que se deu conta: estou sendo objeto do outro, não estou sendo protegida. O espaço familiar (que deveria me resguardar), é o espaço onde a violência acontece.

Estas mulheres me alertam: estes homens continuam circulando. Respeitados nos círculos familiares, validados socialmente.

Como acolher estas vítimas e legitimar nelas um direito até então sequestrado?
O direito do não, do limite, da justiça.

Como cuidar deste corpo ferido, das revivências de violência?

A nós terapeutas resta um estristecimento, uma indignação, de que as marcas continuem sendo expressas em segredo. Uma confissão realizada entre quatro paredes.

Aqui f**a o meu registro de repúdio, a minha tímida esperança de melhora, o meu abraço a todas.

Sandra Aparecida Fiorentin
Psicóloga Clínica
CRP 12/13885

"Ao persistirem os médicos, os sintomas devem ser consultados".Exposição - A alma humana, você e o universo de Jung.
21/02/2026

"Ao persistirem os médicos, os sintomas devem ser consultados".

Exposição - A alma humana, você e o universo de Jung.

Hoje conversei com uma cliente, e ela me disse como de costume, que não tinha "dado conta" de concluir determinadas tare...
19/02/2026

Hoje conversei com uma cliente, e ela me disse como de costume, que não tinha "dado conta" de concluir determinadas tarefas.

Porém parecia mais bonita e radiante. Quando perguntei, me explicou que se "conformou" em não ter conseguido e resolveu ainda assim cuidar dos cabelos, e visitar amigos no final de semana.

Se autorizou a esses movimentos deixando para trás todas as "boas versões" de mãe, esposa e profissional, que julgou não ter conseguido atingir naquela semana.
Para ela, deixar de se punir diante da insuficiência, é algo raro. No caso dela, sua principal punição é a "paralisação". Já que não pode garantir fazer com perfeição, acaba não fazendo nada.

Depois o ciclo se repete: "já que não fiz nada, não sou merecedora de coisa alguma".
Concluí o atendimento lhe dizendo o quanto gostei de estar com aquela versão dela "negligente" diante da cobrança da completude. Estava mais tranquila, divertida, afetiva com ela e os demais.

Essa história de que a nossa "melhor versão" é quando conseguimos "fazer o máximo" não se aplica aqui. As vezes "fazer o mínimo" nos faz um bem danado viu!

Um abraço afetuoso a todos os imperfeitos! ✨

Sandra Aparecida Fiorentin
Psicóloga Clínica
CRP 12/13885

Certa vez atendi uma mulher que nomeava-se boa e responsável.Era a filha mais velha, sempre ajudou a cuidar das tarefas ...
19/02/2026

Certa vez atendi uma mulher que nomeava-se boa e responsável.
Era a filha mais velha, sempre ajudou a cuidar das tarefas da casa e dos cuidados dos irmãos menores.

Na vida adulta porém, não é capaz de "desagradar" ninguém em prol dos seus desejos, nem em permitir-se escolher com mais espontaneidade.

Laura Gutman, psicopedagoga argentina, refere que enquanto crianças, normalmente criamos um "personagem" que frequentemente responde às necessidades da trama familiar, visto que a criança ainda não é capaz de nomear seus sentimentos e suas faltas.

Dessa forma, a menina boa e responsável não é capaz sequer de reconhecer a própria angústia, relacionada por exemplo às suas carências e necessidades não satisfeitas, ou ao sentimento de não merecimento de cuidado experimentado na infância.

O desamparo não é nomeado nem simbolizado, mas os sintomas que denunciam a sua existência, acompanham a cliente ao longo da idade adulta.
Ela não compreende suas crises de ansiedade, visto que têm tentado ao longo desses anos ser responsável, correta, amável, e prestativa.

Percebe que sustentar essa estrutura parece mais doloroso do que nunca, e que o amor recebido do outro pelo seu "bom comportamento" não é mais tão recompensador.
O personagem agora lhe tira espaço de vida, de escolha e de crescimento.

Não é para si mesma direcionados os seus esforços, e se vê novamente desamparada, só que agora por ela mesma.
Ao reconhecer seus sentimentos de abandono durante a vida, e suas necessidades mais escondidas, pode efetivamente buscar suprir sua falta de cuidado.

Apresentar aquilo que é mais genuíno em si mesma, e desconstruir os personagens que agora não tem tanta necessidade de sustentar.

Sandra Aparecida Fiorentin
Psicóloga Clínica
CRP 12/13885

A falha no que era previsto, é também uma forma de transformação***(***Desde que você se considere capaz de transformar ...
19/02/2026

A falha no que era previsto, é também uma forma de transformação***
(***Desde que você se considere capaz de transformar as coisas).

A forma como reagimos à frustração pode nos dar pistas sobre nossas hipóteses sobre o mundo.
Como você reage ao que sai do curso?

🔹️Você finge que o sofrimento não está ali, e tenta ver o mundo apenas de uma forma positiva? (nega a realidade)?

🔹️Você entende que para você as coisas não dão certo mesmo, que você é o problema, e que sempre acaba estragando as coisas?

🔹️Você imagina que o mundo está contra você, e que as pessoas querem lhe prejudicar?

Ao invés de usar esses "erros de previsão" para alimentar nossas teorias rígidas de como as coisas funcionam, podemos aproveitar esses momentos para promover transformações e atualizar nossa imagem interna e a imagem da realidade que nos cerca.
Podemos aceitar a falta, digerir, e tentar de novo.

Se estiver com dificuldade de se desvincular de uma imagem interna que lhe trás sofrimento, busque ajuda.

Sandra Aparecida Fiorentin
Psicóloga Clínica
CRP 12/13885

Hoje após várias horas de trabalho, peguei-me pensando o quanto é necessário para nós seres humanos, uma testemunha de n...
19/02/2026

Hoje após várias horas de trabalho, peguei-me pensando o quanto é necessário para nós seres humanos, uma testemunha de nossa existência.

Deixem-me ser mais clara.

Em terapia, o cliente precisa sentir que foi "visto, descoberto".
A sensação de ser enxergado o mais fielmente possível de como nos enxergamos, e ainda assim poder f**ar, e ver que alguém também f**a, é profundamente transformadora.

Parece surpreendente para uma grande parcela de pessoas poder existir sem "máscaras", sem precisar "agradar", sem esforçar-se para parecer isso ou aquilo, e ainda assim não sentir a ameaça eminente do abandono, da reprovação, da censura, da punição...

Muitas destas pessoas passaram grande parte de suas vidas escondendo quem eram, tentando ser melhores, envergonhando-se constantemente da própria personalidade, sem nem ao menos conseguir entender porque sentiam-se assim tão "ruins".

A gente precisa do outro pra devolver uma imagem de quem somos. Pra formar nossos primeiros "reconhecimentos" da gente mesmo.

Muitos de nós fomos vistos/testemunhados por pessoas com um jeito de ver o mundo (e em consequência o outro) de uma forma por vezes cansada, adoecida, amargurada, apavorada, insegura, triste, agressiva, indiferente...

Nós nos misturamos com quem esse outro diz que somos, sem que possamos ser genuinamente vistos.
Não conseguimos nos defender ou explicar quem somos, porque ainda nem tivemos tempo e liberdade de existir.

A maior parte do discurso e ideias que carregamos sobre nós mesmos não condiz necessariamente com nossos sentimentos mais genuínos, mas com a "capacidade e qualidade" de quem nos viu.

Então a pergunta: - Quem botou os olhos em você?

Sandra Aparecida Fiorentin
CRP 12/13885

O excesso de gordura, o excesso de magreza, o excesso de doçura, o excesso de avareza, o excesso de bebida, o excesso de...
19/02/2026

O excesso de gordura, o excesso de magreza, o excesso de doçura, o excesso de avareza, o excesso de bebida, o excesso de comida, o excesso de telas, o excesso de controle...

Tomando cuidado às generalizações (porque só cada um de nós sabe qual excesso encobre uma dor), muitos destes "excessos" podem se ligar ao medo do vazio.

Mas que vazio? Cada um tem o seu.
Tem o vazio de companhia do outro, o vazio de companhia de si, o vazio de escuta, o vazio de aceitação, o vazio do luto, o vazio de separação, o vazio da palavra não dita, e da palavra proferida, o vazio da carne ou da alma ferida...

Na falta de uma peça que encaixe, a gente tenta cobrir o buraco com que tem nas mãos.
Dá medo olhar pro vazio, deixar ele amostra. Quem olha também se assusta, e dá logo uma dica pra tirar logo de vista.

O trabalho do psicólogo não é dos mais bonitos, tem que tolerar o vazio do cliente.
Não pode correr pra cobrir. Não pode consolar. Não pode amenizar. Tem que deixar a dor vir, o ferimento abrir. Tem que limpar com álcool, tem que deixar falar como machucou tanto, tem que permitir o silêncio longo da angústia do cliente. Tem que suportar a raiva dele de estar machucado e você não benzer e curar no outro dia.

Daí a ferida vai fechando, o vazio vai preenchendo com aquilo que o cliente tem nele mesmo, que ele não precisa comprar e ingerir de lugar nenhum. Demora, dá medo. Ora o cliente se acha um incompetente, ora o psicólogo questiona sua competência. Os dois se encontram nas potências e impotências da vida. E assim a relação vai dando conta de cicatrizar. Sem excesso, no tempo e do jeito que dá.

E você? Está cuidando do seu vazio?

Sandra Aparecida Fiorentin
Psicóloga Clínica
CRP 12/13885

Demorei muito tempo tentando escolher minha abordagem dentro da Psicologia (a linha teórica que cada profissional usa co...
19/02/2026

Demorei muito tempo tentando escolher minha abordagem dentro da Psicologia (a linha teórica que cada profissional usa como norteadora do seu olhar sobre as pessoas e o mundo).

Sabe essas formações que vão nos cartões de visita e nos certif**ados colados nas paredes dos profissionais? Então, elas são importantes, e eu achava que eram centrais na minha busca de "segurança" clínica (segurança entre aspas, porque hoje considero que quanto mais um psicólogo tem certeza que sabe, mais perigoso f**a).

Infelizmente descobri que não era tão didática assim a formação do terapeuta. Faltava fazer esse negócio que faz os pacientes morrerem de medo na sala de espera: fazer terapia.

Não aquela "terapia" que leva o aspirante à psicólogo ir no consultório analisar as intervenções do colega e "aprender na prática a consertar pessoas", mas sim, aquele processo que nos faz acabar com a caixa de lenço, esquecer completamente que a gente entende alguma coisa de pessoas.

Se um psicólogo não se mantém em um longo processo de análise, (não só de auto análise tá?), ele não se conhece a ponto de conseguir estar com o outro. Porque para estar com o outro, antes de tudo, é preciso f**ar consigo mesmo.

O psicólogo, enquanto se mantiver atendendo pessoas, está fadado e compromissado a um criterioso processo de psicoterapia. Ele visitará e re-visitará inúmeras vezes sua própria história, porque assim pode transitar nas histórias dos seus pacientes.

E é por isso que a gente cobra aqueles reais a mais na sessão. Porque além dos grupos de estudos, supervisão clínica, pós graduação, livros, e ingressos pra congressos, têm também a nossa terapia né?!

Sandra Aparecida Fiorentin
CRP 12/13885

Quem não deseja ser amado, aprovado pelos outros em alguma medida?Engana-se quem considera que essa é essencialmente uma...
19/02/2026

Quem não deseja ser amado, aprovado pelos outros em alguma medida?

Engana-se quem considera que essa é essencialmente uma necessidade infantil ou adolescente. Trata-se de uma condição humana.

Infelizmente alguns de nós (principalmente gerações passadas), recebiam a tão esperada consideração, apenas (ou muito frequentemente) através do cumprimento de uma "tarefa", um "fazer pelo outro", um doar-se.

O filho trabalhador, a filha que limpava toda casa e nunca estava "parada sem fazer nada", o que tirava boas notas, aquela que encobria os erros dos pais...
Mais recentemente: o filho que passa no vestibular, o que "paga o investimento" familiar...

O amor condicionado a quanto você pode se doar, ao que você pode oferecer.

Muito frequentemente estas pessoas não são ensinadas a exercerem outras formas de cuidado: o amor próprio, o estabelecimento de limites, a troca...elas sofrem enquanto esperam chegar o amor de uma única fonte.

Mudar esse comportamento pode ser apavorante, pois signif**a reduzir a única coisa que aos olhos desses indivíduos, podem lhe dar algum valor na vida.

Mas será que nascemos apenas para doar?
O que mais podemos experimentar, e também sentir, que nos aquece a alma?
Te convido refletir sobre outros jeitos de pedir amor, e outras formas de ser amado.

Sandra Aparecida Fiorentin
Psicóloga Clínica Centrada na Pessoa
CRP 12/13885

Uma vez um colega de profissão que admiro muito me disse que a tarefa de um psicólogo é lançar luz sobre as histórias da...
19/02/2026

Uma vez um colega de profissão que admiro muito me disse que a tarefa de um psicólogo é lançar luz sobre as histórias das pessoas, e não se alimentar das suas sombras.

Esta fala veio após eu mencionar em uma supervisão clínica a alguns anos a história permeada de traumas e sofrimento de uma cliente.

Me recordo de que em meio aquele caos de violência e abusos, ela (na época criança) comentou que havia alguns pés de rosas vermelhas nos fundos de sua casa.
Após um dia de direitos violados, era possível admirar a beleza daquelas flores pela janela do seu quarto.

Passei a perceber que conforme ela melhorava em terapia, ou sentia-se mais feliz na semana do encontro, sempre chegava na sessão com uma peça colorida (vestia-se geralmente exclusivamente de preto).

Passamos a conversar após as longas e dolorosas sessões sobre como aquela menina gostava de flores, de cores.
Gradativamente sua essência colorida passou a se apresentar por meio das roupas, dos acessórios de cabelo, dos colares...

Aquela criança interior nunca foi embora, ela veio acalmar minha cliente, e me acalmar (na época uma terapeuta iniciante que queria problematizar demais os traumas).
Comprovou a essência da minha abordagem, de que todos os seres humanos encontram o seu jeito de sobreviver (e crescer), por mais torto que este jeito pareça ser.

No final dos nossos atendimentos (ela mudou-se de cidade), levei uma rosa vermelha ao encontro, e combinamos que em sua nova casa, ela plantaria flores.

Não importa o quanto tentaram te machucar, fazer esquecer quem você é, ou tentaram lhe encaixar em lugares que você não queria estar. A sua criança interior, continua lá, só esperando uma oportunidade para florescer. 🌹

Sandra Aparecida Fiorentin
Psicóloga Clínica Centrada na Pessoa
CRP 12/13885

Aquilo que é feito visando encontrar o olhar do outro é feito.Aquilo que se restringe aos nossos olhos pode ser adiado.O...
19/02/2026

Aquilo que é feito visando encontrar o olhar do outro é feito.
Aquilo que se restringe aos nossos olhos pode ser adiado.
O compromisso com o outro é cumprido.
O trato que firmamos conosco pode ser quebrado.
O outro pode errar e falhar, eu compreendo.
Mas os meus próprios tropeços não podem ser perdoados.
As pessoas podem aproveitar e se dar um tempo.
Mas eu não posso e não devo f**ar parado.
O outro é bonito, engraçado, competente.
Eu só sei nomear meus fracassos.
As pessoas têm seu próprio tempo, seu processo.
Mas eu não tenho tempo porque já estou atrasado.
*Presta atenção:
Você faz mais falta pra si mesmo, do que tudo que podemos entregar e receber do mundo. ✨

Meu pai sempre me dizia isso nos anos em que atuava como pedreiro.Eu era criança e não entendia o conceito de "mistura",...
19/02/2026

Meu pai sempre me dizia isso nos anos em que atuava como pedreiro.
Eu era criança e não entendia o conceito de "mistura", de que é necessária uma certa dose de cada coisa para tornar o "reboco forte".
Hoje, precisando ter estudado muitos anos e escutado centenas de pessoas (incluindo eu mesma em terapia), chego à mesma conclusão que meu pai.

Pessoalmente compreendo que tanto para promoção de saúde mental, quanto para melhora do já adoecido quadro patológico, quanto mais rígido o funcionamento na vida, maior a probabilidade de adoecimento.

Os extremos são sempre muito perigosos.

Se sou rigidamente positivo, não avalio bem a realidade.
Se sou rigidamente negativo, deixo de perceber possibilidades.
Se sou rigidamente metódico, torno tudo muito cansativo.
Se sou rigidamente carente de afeto, não respeito meus limites e nem do outro.

Quer dizer, mesmo características tidas como "positivas", quando em excesso, perdem sua funcionalidade.

Quando me pergunto o segredo da saúde mental, além da lista infinita de "tarefas", eu penso que todo adulto precisa desenvolver essa flexibilidade pra estar no mundo.

Não questionar em nenhum momento seu jeito de estar e de ver a vida, e além disso acreditar que seu comportamento sempre deve ser referência pra todos, é um grande passo para o adoecimento mental.

A vida não é exata. É fluida. A terra não é perfeitamente redonda, e nem nosso rosto tem a mesma simetria.

Quanto maior a ilusão de permanência e rigidez, maior os tombos que a gente dá na vida.

Sabe aquela história da Gabriela? "Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim..."
Na prática, a Gabriela vai acabar na terapia.

Endereço

Avenida Marcos Konder, 805. Edifício Marcos Konder. , Sala 507, Centro
Itajaí, SC
88301210

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