23/07/2026
Suplementação na infância não deveria ser feita apenas por protocolos, e sim com avaliação individual.
Porque duas crianças da mesma idade podem ter necessidades completamente diferentes.
Uma pode ter seletividade alimentar importante, outra pode ter infecções de repetição, outra pode ter baixo consumo de proteína.
Outra pode estar em fase de crescimento acelerado.
Outra pode ter alteração intestinal, inflamação, sono ruim ou deficiência nutricional silenciosa.
Por isso, existem alguns nutrientes que eu avalio com muita frequência na prática pediátrica:
➡️ Vitamina D, essencial para saúde óssea, metabolismo do cálcio e função imunológica.
➡️ Ferro, fundamental para desenvolvimento cerebral, mielinização, energia, imunidade e crescimento — lembrando que a deficiência pode aparecer antes da anemia.
➡️ Ômega-3, especialmente DHA e EPA, importantes para desenvolvimento cerebral, visão e modulação de processos inflamatórios.
➡️ Zinco, necessário para crescimento, imunidade, cicatrização, paladar, apetite e inúmeras reações celulares.
Mas o ponto principal é: nenhum deles deve ser suplementado no automático.
Não devemos perguntar “qual suplemento toda criança precisa?”, mas sim: “essa criança tem suficiência nutricional para crescer, aprender, se desenvolver e sustentar uma boa função imunológica??”
É isso que muda a prática e traz resultados verdadeiros.
Suplementar bem não é dar mais coisas, fazer lista gigante de vitaminas na receita.
É saber o que avaliar, quando indicar, em qual dose, por quanto tempo e como acompanhar a resposta.
Compartilhe com quem precisa saber dessas informações 🤝🥰
Martina Cattaccini with .repost
pediatria