18/02/2020
A canabis sativa é uma planta cultivada a milênios e usada a centenas de anos com fibalidade terapêutica pela Medicina chinesa e em eventos religiosos do deus Shiva na Índia. O Uso recrativo, diversão (não recomendado) na maioria das veze, através do fumo, possui consequências indesejadas principalmente lelo componente THC, tóxico para cérebro.
Sabemos a alguns anos que elementos da canabis podem ajudar na regulação simpática e colaborar com diversos tratamentos neurológicos.
Após muito debate e a dificuldade de se dicotomizar componente tóxico ilícito com efeitos nocivos do componente terapêutico e benefico; no Brasil finalmente em breve a produção farmacêutica dos canabidiois, feita até o momento por importação, ganhará as prateleiras das farmácias.
A Novidade muitas vezes vem deturbada. Os elementos canabidioides não são propostos e funcionais para todas as doenças. Na neurologia pacientes epilepticos refratários podem se beneficiarem da medicação a base de canabis com baixo teor de THC, evitando alterações de cunho discognitivo, para complementar tratamento epiléptico refratário. Pacientes com dores crônicas intratáveis podem ter indicação do uso da substância. Pacientes com distúrbios de movimento também possuem em alguns casos possibilidade terapêutica.
Como várias substâncias a diferença entre o terapêutico e o tóxico está nas maos do Homem e como este utiliza e manipula.
Dr Marcelo Zalli
NEUROLOGISTA CENTRO MÉDICO MADRID E UNIMED LITORAL.
PROF. DE NEUROLOGIA DA UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAI. UNIVALI.
MEMBRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEUROLOGIA.