30/07/2026
O nosso corpo hoje, jamais será igual ao de ontem, tampouco será idêntico ao de amanhã, pois há períodos de dor, fases de inquietação, momentos em que o esgotamento solicita acolhimento e repouso, e é fundamental que possamos receber cada uma dessas manifestações com equanimidade. Aqui, aprendemos precisamente isso, a cessar a resistência diante do que o corpo apresenta hoje e a cultivar a escuta, movimentando-o com devoção, percebendo as amplitudes e limitações que se fazem presentes agora, sem imposição, sem comparação e sem projetar expectativas acerca de como o processo deveria se manifestar. Quando renunciamos à expectativa, o que permanece é a entrega, e é nessa entrega que o corpo responde de maneira autêntica, permitindo-nos perceber os efeitos sutis e concretos da prática, os quais emergem apenas quando estamos inteiramente presentes. Que possamos então percorrer, cada momento desse corpo, com consciência e compaixão, honrando a corporeidade que nos habita neste momento.