08/05/2026
O basquete tem esse poder absurdo de me arrancar de qualquer lugar e me jogar de volta pra mim mesma.
não é só a bola batendo na quadra. nunca foi.
é o que acontece fora dela também.
as risadas que não cabem no ônibus depois de quase 20 horas de viagem.
as conversas sinceras no quarto.
os olhares de quem entende o que é equilibrar mil pratos por dia e, ainda assim, escolher estar ali vivendo o que ama.
e esse campeonato teve um pouco de tudo.
a gente estava perdendo e virou.
estava ganhando e quase entregou.
foi intenso, cansativo, emocionante… parecia mais com a vida do que com um jogo.
mas acho que o que mais me atravessou foi olhar pro lado e ver mulheres incríveis.
mulheres que trabalham, cuidam da casa, dos filhos, da vida, dos outros… e mesmo assim encontram espaço pra vibrar por um arremesso, por uma defesa, por um sonho antigo que continua vivo dentro delas.
isso me move de um jeito difícil de explicar.
o basquete sempre foi meu lugar de respiro.
o lugar onde eu lembro que não preciso ser só produtiva.
eu também posso ser apaixonada.
e talvez seja por isso que eu nunca consegui abandonar esse esporte.
porque toda vez que a ansiedade me puxa pra longe de mim, a quadra me traz de volta pro chão.
pro presente.
pra vida acontecendo.
saio desse campeonato diferente da pessoa que entrou naquele ônibus.
mais leve.
mais presente.
mais conectada comigo mesma e com tudo que realmente importa.
às vezes a gente precisa sair pra se encontrar.
e no fim das contas, a maior vitória é conseguir estar inteira onde a vida está acontecendo. 🥈🏀💙