Hegle Dias - Psicologia e Neuropsicologia

Hegle Dias - Psicologia e Neuropsicologia Gente que cuida de Gente. Acompanha o caminho. Psicoterapeuta. Gestalt-Terapeuta. Arteterapeuta. O QUE FAZ O NEUROPSICÓLOGO? O QUE É AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA?

Especialista em Psicologia Clínica Neuropsicologia e Reabilitação Neuropsicológica. O QUE É PSICOTERAPIA?
É um espaço que permite a pessoa (interessada, ou que foi encaminhada) encontrar e conhecer aspectos próprios ou vivenciados em situações diversas, que possam estar lhe trazendo sofrimento emocional, dificuldades de relacionamento, profissionais ou sociais. Muitas vezes é considerada como méto

do de tratamento, isoladamente, ou em parceria com um tratamento médico. O QUE É NEUROPSICOLOGIA?
É uma área da psicologia e das neurociências que estuda as relações entre o sistema nervoso central, o funcionamento cognitivo e o comportamento. Suas principais atuações abrangem o diagnóstico complementar e intervenções clínicas voltadas para os diversos quadros patológicos decorrentes de alterações do Sistema Nervoso Central, bem como pesquisa experimental e clínica na presença ou não de afecções. (MIOTTO: 2012)
No contexto clinico, realiza Avaliação Neuropsicológica a fim de auxiliar no diagnóstico diferencial de quadros neurológicos e transtornos psiquiátricos e, planeja programas de Reabilitação Neuropsicológica, voltados para as alterações cognitivas, comportamentais e de vida diária dos pacientes. Consiste em um processo que busca examinar e analisar as funções cognitivas tais como, atenção, memória, pensamento, linguagem, funções executivas e outros, indicando que funções estão preservadas ou comprometidas. Investiga as alterações de humor, alterações comportamentais e o impacto destas, na vida diária, ocupacional, social e pessoal das pessoas. QUEM PRECISA FAZER ESSE TIPO DE AVALIAÇÃO? A avaliação é indicada para investigar o grau de alterações cognitivas e comportamentais. Além disso, monitora a evolução de quadros neurológicos e psiquiátricos, durante tratamentos clínicos medicamentosos ou cirúrgicos. Geralmente ela é indicada por médicos de diversas especialidades para auxiliar no diagnóstico e tratamento de seus pacientes. É mais comumente solicitada, por Neurologistas, Psiquiatras, Geriatras, Cardiologistas e Pediatras. Algumas vezes é solicitada por professores ou familiares de pessoas com alterações comportamentais. Alguns exemplos de indicações para Avaliação Neuropsicológicas são:
- Déficits cognitivos: pós acidente vascular cerebral (AVC), pós lesões cerebrais decorrentes de traumatismos (TCE); pós tumores, pós meningo-encefalites; nas desordens psiquiátricas; no alcoolismo e abuso de outras substancias químicas;
- Déficits cognitivo na epilepsia; Déficits cognitivos na esclerose múltipla e em outras desordens neurodegenerativas; dificuldades escolares e transtornos do aprendizado;
- Déficit de memória (esquecimentos) associado à idade e em quadros demenciais; Diagnóstico diferencial entre depressão e demência; Déficit atencional no Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH); dentre outros. O QUE É REABILITAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA?
É um processo que envolve um conjunto de procedimentos e técnicas que promovem o restabelecimento do indivíduo incapacitado em sua adaptação física, psicológica e social a fim de superar, enfrentar ou conviver melhor com as dificuldades cognitivas resultantes de uma lesão cerebral ou quadro neurológico. Este trabalho tem como objetivo planejar e programar intervenções junto aos pacientes, familiares, cuidadores junto às equipes multidisciplinares (fisioterapeutas, médicos, fonoaudiólogos, psicoterapeutas, terapeutas ocupacionais, etc.) com o propósito de melhorar a qualidade de vida de pacientes e seus familiares. Entre os recursos utilizados neste trabalho se incluem técnicas de Treino ou Reabilitação Cognitiva com a finalidade de estimular, preservar ou minimizar o comprometimento das funções cognitivas. QUAL A DIFERENÇA ENTRE UM PSICÓLOGO E UM NEUROPSICÓLOGO?
É a formação acadêmica e a prática clínica. Dentro da psicologia há vários campos de trabalho e várias correntes teóricas que a embasam. Nem todos os psicólogos atuam nesta área de conhecimento. Muitos escolhem outros campos e diferentes formas de trabalhar, portanto, não são todos que buscam a Especialização em Neuropsicologia enfatizando-a em sua prática clínica. QUAIS ATIVIDADES SÃO DESENVOLVIDAS NO CONSULTÓRIO?
- Psicoterapia de jovens, adultos e idosos;
- Avaliação Neuropsicológica;
- Treino Cognitivo (prevenção e reabilitação)
- Há possibilidade de atendimento domiciliar para Avaliação Neuropsicológica em caso de encaminhamento médico para pessoas idosas, pessoas hospitalizadas ou pessoas com dificuldades de locomoção. A Reabilitação Neuropsicológica ocorre em parceria com outros profissionais.

Enquanto idealizamos alguém, tudo parece mais simples, não é?A gente “sabe” quem a pessoa é, o que esperar e qual papel ...
29/07/2026

Enquanto idealizamos alguém, tudo parece mais simples, não é?

A gente “sabe” quem a pessoa é, o que esperar e qual papel ela ocupa na nossa história. Ou, qual papel a gente acha que ela deveria ocupar!

É como se a idealização tivesse a capacidade de organizar o mundo. E é por isso que quando ela se desfaz nós não perdemos apenas uma fantasia sobre o outro, mas a sensação de segurança.

De repente, aquela pessoa se torna mais difícil de definir.
Ela passa a ter qualidades e defeitos.
Acertos e falhas.

Gestos que aproximam, mas também atitudes que nos decepcionam.

Em outras palavras: ela se torna humana. E é justamente por isso que a gente tenta manter as nossas idealizações por tanto tempo, porque a complexidade dá trabalho. Ela exige revisões constantes, tolerância às ambiguidades e o abrir mão de respostas fáceis.

Mas, relações profundas não nascem da certeza. Inclusive, estão longe disso! Elas nascem (e se constroem) a partir da disposição de continuar conhecendo alguém mesmo depois que as explicações simples deixaram de funcionar.

Na Gestalt Terapia existe uma diferença importante entre companhia e presença e é justamente nessa diferença que muitas ...
18/07/2026

Na Gestalt Terapia existe uma diferença importante entre companhia e presença e é justamente nessa diferença que muitas experiências de solidão se organizam.

Estar acompanhada, no sentido mais comum, diz respeito à condição externa: há alguém ao lado, há interação, há convivência. Mas isso não garante, necessariamente, um encontro. A Gestalt nos lembra que o contato não é apenas físico ou situacional… ele é, sobretudo, um fenômeno de encontro vivido no aqui-agora, onde há disponibilidade afetiva, percepção mútua e presença real de si e do outro.

É por isso que alguém pode estar em uma relação, numa família ou em um grupo e, ainda assim, se sentir profundamente só. Porque a solidão não nasce apenas da ausência do outro, mas da ausência de encontro.

Presença, nesse sentido, não é simplesmente “estar ali”, é estar em contato. É quando há uma qualidade de atenção que sustenta o vínculo: eu te percebo e me percebo enquanto te percebo. Há responsividade, afetação, troca. Há algo vivo acontecendo entre dois sujeitos, e não apenas dois corpos dividindo o mesmo espaço.

A solidão, então, não é necessariamente ausência de pessoas… muitas vezes, é ausência de encontro signif**ativo. E isso tem efeitos importantes na experiência de si. Quando há pouca presença no campo, o self pode se empobrecer, se retrair ou se adaptar excessivamente para manter vínculos, mesmo sem encontro real.

Por isso, compreender a diferença entre companhia e presença não é apenas uma reflexão conceitual. É um convite clínico e existencial: observar onde, nas suas relações, há apenas convivência e onde há de fato encontro.

Depois de um período de afastamento, não necessariamente é preciso um grande gesto para reconstruir a proximidade! Ao in...
13/07/2026

Depois de um período de afastamento, não necessariamente é preciso um grande gesto para reconstruir a proximidade! Ao invés de uma conversa longa, uma viagem especial, uma mudança radical na dinâmica da relação, na maior parte das vezes o reencontro começa de forma muito mais simples.

Voltar a estar presente, portanto, signif**a criar espaço para que o encontro aconteça novamente e isso costuma começar quando deixamos de tratar a outra pessoa como alguém que já conhecemos completamente.

Com o tempo, é comum que os casais passem a conviver mais com a ideia que têm um do outro do que com a pessoa real que está ali. Presumimos o que ela pensa, o que sente, o que deseja ou como responderá, de modo que a curiosidade vai diminuindo e, sem perceber, deixamos de fazer perguntas que antes surgiam naturalmente.

Estar presente é recuperar essa disposição de olhar para a outra pessoa com interesse. É perguntar como ela tem vivido certas experiências, é escutar a resposta sem preparar argumentos, soluções ou defesas, é prestar atenção nos detalhes que costumavam passar despercebidos quando a relação estava mais viva.

Também é importante lembrar que proximidade não se constrói apenas nos momentos reservados para "resolver a relação". Ela nasce nos pequenos encontros do cotidiano, como uma refeição compartilhada sem distrações, alguns minutos de conversa antes de dormir, um comentário sobre algo que aconteceu durante o dia. Em gestos simples que comunicam: "eu ainda estou aqui e ainda me importo com quem você é."

Existe uma consequência pouco falada sobre as expectativas… elas não afetam apenas a forma como enxergamos os outros, ma...
11/07/2026

Existe uma consequência pouco falada sobre as expectativas… elas não afetam apenas a forma como enxergamos os outros, mas também a forma como permitimos que os outros nos enxerguem.

Quando a gente acredita que precisamos corresponder ao que esperam de nós para sermos amados, aceitos ou valorizados, é possível que a gente comece a editar a nossa própria presença.

Mostramos algumas partes, mas escondemos outras.
Destacamos aquilo que parece admirável, mas silenciamos aquilo que poderia decepcionar. E, sem perceber, entramos em uma negociação permanente: "Se eu for quem você espera, você continuará aqui?"

O problema é que relações construídas sobre expectativas excessivas costumam produzir um sentimento estranho de solidão. Porque, mesmo quando existe amor, reconhecimento ou proximidade, permanece a dúvida “a pessoa gosta de mim ou da versão de mim que aprendi a apresentar?”

É por isso que os encontros mais profundos são, também, os mais arriscados. Eles exigem que o outro abandone parte das suas expectativas, mas exigem também que nós abandonemos parte dos nossos personagens.

Um encontro genuíno acontece quando vemos o outro como ele é, mas também quando nós suportamos ser vistas.

Existe uma expectativa silenciosa de que a psicoterapia seja um lugar onde as pessoas vão para falar e, de fato, elas fa...
06/07/2026

Existe uma expectativa silenciosa de que a psicoterapia seja um lugar onde as pessoas vão para falar e, de fato, elas falam. Contam histórias, relatam acontecimentos, organizam memórias, compartilham angústias, mas reduzir a experiência terapêutica àquilo que é dito seria ignorar uma parte fundamental da experiência humana. Nem tudo o que nos atravessa nasce já organizado em palavras.

A linguagem é uma conquista extraordinária, mas ela não é a medida de tudo o que vivemos. Antes de conseguirmos explicar uma emoção, nós a sentimos, e antes mesmo de formularmos uma opinião, algo em nós já reagiu. Por isso, na Gestalt Terapia, existe um interesse especial por aquilo que acontece nas bordas da linguagem, naquele território em que a experiência ainda não se transformou completamente em discurso.

O silêncio aparece justamente aí.

O silêncio pode ser um acontecimento que revela algo importante que está emergindo e que as palavras ainda não conseguiram alcançar.

Há pessoas que conseguem falar durante horas sobre suas relações sem jamais tocar na solidão que carregam. Há aqueles que narram eventos traumáticos de forma impecavelmente organizada, mas sem contato com a dimensão afetiva daquilo que viveram. Assim como quem possui explicações sofisticadas para tudo o que acontece em suas vidas e, ainda assim, permanece distante de si mesmo.

A Gestalt Terapia parte de uma pergunta diferente.
Em vez de se interessar apenas pelo que a pessoa pensa sobre sua experiência, ela se interessa pela forma como essa experiência está acontecendo naquele momento.

O que acontece no corpo quando determinado assunto surge?

O que muda na respiração?

O que aparece no olhar?

O que se interrompe?

O que não consegue ser dito?

Lembre-se: o silêncio não é um intervalo entre as partes importantes da sessão, mas o próprio lugar onde a experiência se torna visível.

Em um mundo que nos convida constantemente a consumir mais, uma das habilidades mais importantes é aprender a escolher m...
30/06/2026

Em um mundo que nos convida constantemente a consumir mais, uma das habilidades mais importantes é aprender a escolher melhor aquilo que consumimos. E, aqui, não falo apenas de produtos, mas também de informações, conversas, notícias, perfis, vídeos, séries, opiniões e até dos ambientes que frequentamos.

Existe uma crença silenciosa de que quanto mais conteúdo acessamos, mais preparadas estaremos para a vida. Mas quantidade e qualidade são bem diferentes, na medida em que acumular informações sem que elas produzam conhecimento, reflexão ou transformação signif**a, apenas, um OCUPAR espaço. Não há finalidade alguma.

Escolher melhor aquilo que consumimos pode começar por essa pergunta aqui: "Isso me alimenta ou apenas me ocupa?". Há conteúdos que nos ajudam a compreender o mundo, ampliam nosso repertório, despertam curiosidade, inspiram criatividade ou fortalecem nossa capacidade crítica. Outros apenas capturam nossa atenção por alguns segundos, deixando para trás uma sensação de cansaço, comparação ou vazio.

Também vale observar o que acontece dentro de nós depois do consumo. Como você se sente após passar alguns minutos em determinado perfil? Como f**a seu corpo depois de acompanhar certas notícias? Que emoções surgem depois de assistir a determinados vídeos? Nem sempre o que chama nossa atenção merece permanecer em nossa rotina.

Escolher melhor não signif**a viver em uma bolha ou consumir apenas aquilo que é agradável. Ao contrário disso, escolher melhor signif**a desenvolver critérios… é compreender que nossa atenção é um recurso limitado e precioso. Aquilo para onde direcionamos nossos olhos, nossos ouvidos e nossos pensamentos participa, pouco a pouco, da construção da nossa experiência de mundo.

Ninguém costuma dizer a uma criança: "que bonito ver você respeitando seus limites" ou "que importante perceber que você...
26/06/2026

Ninguém costuma dizer a uma criança: "que bonito ver você respeitando seus limites" ou "que importante perceber que você precisa descansar." Em geral, os elogios chegam quando ela se esforça mais, produz mais e resiste mais. E, dessa forma, a gente cresce aprendendo a ser forte!

Desde cedo, aprendemos a continuar apesar do cansaço, a suportar situações difíceis, a lidar com perdas, responsabilidades e frustrações. É muito mais comum recebermos elogios quando aguentamos, persistimos e não desistimos. Mas, o reconhecimento por saber parar é pouco valorizado.

Isso, sem dúvida alguma, tem a ver com o fato de tantas pessoas chegarem à vida adulta com capacidade pra atravessar tempestades, mas sem saber o que fazer quando o corpo pede abrigo.

Nós somos mestres em transformar o descanso em recompensa. Em algo que só pode acontecer depois que tudo estiver resolvido, só que a vida nunca está completamente resolvida!

Quando pensamos na aposentadoria costumamos falar sobre dinheiro, planejamento financeiro e organização da rotina. Mas e...
22/06/2026

Quando pensamos na aposentadoria costumamos falar sobre dinheiro, planejamento financeiro e organização da rotina. Mas existe uma mudança que, na maioria das vezes, recebe menos atenção que é a transformação dos vínculos que o trabalho sustentava.

Muitas relações da vida adulta acontecem dentro dos espaços profissionais. São pessoas com quem compartilhamos o café, as dificuldades do dia, as pequenas conquistas, as reclamações, as histórias que só fazem sentido para quem vive a mesma realidade. Mesmo quando não se tornam amizades íntimas, esses encontros compõem uma parte importante da nossa vida social.

Com a aposentadoria, não é apenas o trabalho que muda.
A frequência desses contatos também muda e algumas pessoas se surpreendem ao perceber que sentem falta não apenas da função que exerciam, mas também das relações que faziam parte dela.

É um processo curioso, né? Porque durante anos desejamos férias, descanso e mais tempo livre. Mas os seres humanos não precisam apenas de tempo, uma vez que precisam também de convivência, troca e pertencimento.

Por isso, a adaptação à aposentadoria envolve mais do que preencher a agenda com atividades. Ela também passa pela construção de novos espaços de encontro… novos grupos, novos interesses, novas formas de participação na comunidade e novas oportunidades para criar laços.

A vida profissional oferece uma rede de conexões que muitas vezes tomamos como garantida e quando ela deixa de existir da mesma forma, surge a oportunidade, e também o desafio, de construir vínculos escolhidos não pela obrigação da rotina, mas pela afinidade, pelo prazer e pelo desejo de compartilhar a vida.

Se ninguém fosse f**ar chateado, o que você escolheria?Curiosamente muita gente, e talvez você também, não saiba respond...
19/06/2026

Se ninguém fosse f**ar chateado, o que você escolheria?
Curiosamente muita gente, e talvez você também, não saiba responder. Especialmente porque passou tempo demais considerando os sentimentos, as necessidades e as expectativas das outras pessoas que se acostumou a incluir todo mundo na equação, menos você mesmo.

As escolhas vão sendo feitas e a maioria delas não parece grave quando acontece isoladamente. Mas, existe uma diferença entre fazer concessões e viver delas.
Quando agradar se torna um modo de existir, a própria identidade começa a se organizar em torno da adaptação. A pergunta deixa de ser "quem eu sou?" e passa a ser "quem eu preciso ser aqui?". Essa é uma armadilha silenciosa porque traz aprovação, pertencimento e, muitas vezes, afeto. Só que também pode produzir uma sensação estranha de estar vivendo uma vida que funciona bem por fora, enquanto alguma coisa permanece sem espaço por dentro.

É por isso que algumas crises de identidade não surgem quando tudo dá errado, mas quando tudo parece estar aparentemente certo. Quando a pessoa é querida, reconhecida, admirada... e ainda assim sente que existe uma distância entre a vida que está vivendo e a vida que gostaria de viver.

Descobrir quem se é, é muito menos uma tarefa de invenção e mais um trabalho de retirada. Retirar os "deveria", os "f**a melhor assim", os "o que vão pensar" e os "não vale a pena criar problema".

Hoje somos constantemente lembrados do que vem depois!Estamos respondendo uma mensagem enquanto pensamos na próxima reun...
17/06/2026

Hoje somos constantemente lembrados do que vem depois!
Estamos respondendo uma mensagem enquanto pensamos na próxima reunião. Estamos assistindo a um filme enquanto verif**amos notif**ações. Estamos almoçando enquanto organizamos mentalmente as tarefas da tarde. E mesmo nos momentos em que o corpo está em um lugar, a mente frequentemente já está em outro.
O próximo compromisso aparece na agenda.
A próxima mensagem surge na tela.
A próxima notícia chega antes mesmo de processarmos a anterior.
O próximo vídeo começa automaticamente.
O próximo passo está sempre à nossa espera.
E, aos poucos, vamos perdendo algo fundamental: a capacidade de habitar o momento que está acontecendo agora. E o resultado é que muitas experiências deixam de ser plenamente vividas.
Por isso é que o cuidado com a ansiedade nem sempre passa apenas por reduzir tarefas ou organizar melhor a rotina. Às vezes, passa por recuperar a capacidade de permanecer… permanecer em uma conversa sem olhar o celular, em uma refeição sem pressa, em um momento agradável sem transformá-lo imediatamente em algo para registrar, compartilhar ou otimizar.
Precisamos treinar estarmos presentes aonde a vida está acontecendo!

Endereço

Rua TOMAZ TEIXEIRA DOS SANTOS 98, SL 17, GALERIA, CIDADE NOVA ED POLICENTER
Itaperuna, RJ
28300-000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 18:00
Quarta-feira 09:00 - 18:00
Quinta-feira 09:00 - 18:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Hegle Dias - Psicologia e Neuropsicologia posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Hegle Dias - Psicologia e Neuropsicologia:

Compartilhar

Categoria