26/08/2026
Seu filho viu um vídeo na internet e chegou dizendo: “Mãe, acho que eu tenho TDAH” ou “acho que sou autista”. Antes de responder que é coisa da internet, escuta.
Um vídeo de 30 segundos não diagnostica TDAH, autismo, ansiedade ou qualquer outra condição.
Diagnóstico exige avaliação, mas isso não significa que o que seu filho acabou de falar deva ser ignorado.
Porque, se ele se identificou com aquele conteúdo a ponto de procurar você, alguma coisa ali chamou a atenção dele. Talvez tenha encontrado uma forma de explicar uma dificuldade que já sentia, mas ainda não sabia colocar em palavras.
Então, em vez de responder “você não tem nada disso” ou “para de acreditar em tudo que vê na internet”, experimente perguntar: “O que você viu nesse vídeo que fez você pensar em você?”
Essa pergunta muda tudo. Você não está confirmando um diagnóstico. Está abrindo espaço para entender o que seu filho está tentando comunicar.
A internet não deve fechar um diagnóstico. Mas pode abrir uma conversa.
E, às vezes, aquele vídeo que parece banal para você foi a forma que seu adolescente encontrou de dizer: “Tem alguma coisa acontecendo comigo e eu preciso que você me ajude a entender.”
Escute primeiro. Depois, se houver sinais ou preocupações, procure uma avaliação adequada. ♥️