25/08/2026
Quando uma pessoa jovem e aparentemente saudável sofre uma parada cardíaca durante uma corrida, a notícia causa medo e levanta uma pergunta inevitável:
“Correr pode fazer mal ao coração?”
O maior estudo recente sobre paradas cardíacas em maratonas e meias-maratonas mostra que esses eventos são raros. Entre mais de 29 milhões de participantes, foram registrados 176 casos.
Mas o dado mais importante talvez seja outro: a mortalidade caiu quase pela metade em comparação com o período de 2000 a 2009.
Essa melhora não aconteceu porque as paradas deixaram de existir. Ela está associada à preparação das equipes, ao reconhecimento rápido da emergência, à RCP e ao acesso imediato ao desfibrilador.
Portanto, a mensagem não deve ser de medo.
A corrida continua sendo uma grande aliada da saúde cardiovascular. O cuidado está em aumentar as distâncias progressivamente, não ignorar sintomas, realizar uma avaliação individualizada quando necessário e escolher provas que ofereçam estrutura adequada de emergência.
E existe uma atitude que não depende apenas dos organizadores: aprender RCP pode transformar um espectador em alguém capaz de salvar uma vida.
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Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação médica individual.