18/03/2020
Qualquer contexto que envolva uma cura profunda , exige da raça humana nova postura e consciência.
Que tal começarmos entendendo que a mãe terra, mesmo doente, continua sendo nossa casa?
A nave mãe ainda está sendo gestada, isto quer dizer que, mesmo pulsante, ainda está incompleta.
Requer cuidado, respeito, proteção.
Neste momento de sofrimento ela está fazendo uma manobra difícil, numa tentativa peculiar de restaurar a homeostase no planeta, em ressonância com suas próprias leis, que diga se de passagem, há tempos vem sendo alteradas.
É tempo de recolhimento...Mas também pode ser tempo de luz!
Se nossa economia entrou em declínio, a poluição já diminuiu consideravelmente.
Estamos fingindo há muitos séculos que somos separados pela raça, pela cor, pela religião, nacionalidade, orientação sexual.
Somos a grande espécie preconceituosa, competitiva, mas ainda assim, nascemos no mesmo planeta, portanto uma grande família, que neste momento paga um preço alto por seus conflitos mal resolvidos.
Este vírus teimoso, persistente, nos fez sentir o gosto amargo da discriminação. Somos uma humanidade envolvidos no mesmo enredo. Somos filhos rebeldes da mãe, perdemos o direito e a permissão de cruzar fronteiras e desbravar o velho mundo simplesmente porque podemos infectar ou sermos infectados.
O covid 19 nos igualou, nos mostrou a fragilidade de nossas posses, de nosso ouro.
Escancarou nossa fragilidade e finitude.
A vida só é previsível em nossas fantasias infantis. Nunca tivemos controle de absolutamente nada e agora quem sabe perceberemos isso como realidade?
Como é usar o nosso valioso tempo com o que é essencial? Podemos partir a qualquer momento!
Tornamos nossos filhos dependentes das escolas, creches, instituições, babás e um vírus invisível devolveu da noite para o dia as crianças de volta aos seus lares.
Isolados no ventre da mãe terra estamos redescobrindo como o "micro interfere na cura do "macro”. É tempo de resgatar a potência do coletivo.
Somos forçados a enxergar o valor de algo tão simples como o abraço, que antes de ser abraço já era sentimento.
Podemos fazer muito neste momento de pandemia. Se envolver na quarentena é gesto de nobreza e cooperação com o mundo. Somos "todos" co criadores desta história que será lembrada por muitas gerações posteriores.
Enquanto colocarmos a culpa nas costas da China, continuaremos na criança prepotente que não assumiu seus atos.
Pergunte à sua alma tão antiga mas amedrontada neste momento:
Mãe terra como eu posso fazer diferente?
Ahoooo