Jacqueline Scarabelo Psicóloga

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Jacqueline Scarabelo Psicóloga Psicóloga de abordagem psicanaliítica com atendimentos presenciais na cidade de Jaú/SP e no formato on-line. Atendimentos de adolescentes e adultos.

12/08/2026

Algumas histórias continuam despertando interesse mesmo anos depois. Talvez não seja apenas pelo que aconteceu, mas pela nossa necessidade de encontrar uma explicação para aquilo que parece impossível de compreender.

O caso Elize Matsunaga voltou aos holofotes e, com ele, voltam também as perguntas, as interpretações e a tentativa de reconstruir uma relação que nós sempre vimos apenas de fora.

A psicanálise nos convida a suportar algo que nem sempre é confortável: as histórias humanas não possuem uma explicação simples.

Olhar para a complexidade das relações não é justif**ar um crime. É reconhecer que, por trás de uma manchete, existem histórias, vínculos e conflitos que dificilmente, um dia conheceremos por inteiro.

29/07/2026

Nem sempre o fim de uma relação dói apenas pelo que foi. Às vezes, o que mais machuca é tudo aquilo que nunca chegou a existir.

A viagem que vocês fariam. A casa que imaginaram. As conversas, os planos, a família, o futuro. Histórias que pareciam tão reais na nossa cabeça que, quando a relação acaba, sentimos como se também tivéssemos perdido tudo isso.

500 Dias com Ela mostra exatamente esse conflito. Ao longo do filme, percebemos que, muitas vezes, não nos apaixonamos apenas pela pessoa. Também nos apaixonamos por aquilo que acreditamos que ela poderia representar na nossa vida.

Na psicanálise, isso pode ser entendido como um processo de projeção. Colocamos no outro expectativas, desejos, faltas e a esperança de que ele preencha espaços que, na verdade, pertencem à nossa própria história.

Por isso, o luto nem sempre é só pela ausência de alguém. Muitas vezes, é pela perda da fantasia que construímos em torno daquela relação.

E talvez seja essa a parte mais difícil de aceitar: a pessoa foi embora, mas quem continua doendo é a vida que você imaginou viver ao lado dela.

💭 E eu deixo uma pergunta para você refletir:
Você sente falta da pessoa... ou da versão da vida que imaginou ao lado dela?

22/07/2026

Você já sentiu que precisou ser menos de você para ser mais aceita?
Mais quieta.
Mais compreensiva.
Mais boazinha.
Mais fácil de lidar.
Menos intensa.
Menos questionadora.
Menos viva.

Mulheres que correm com os lobos toca tantas mulheres justamente porque fala dessa parte que vai sendo silenciada aos poucos. Não porque a força desapareceu. Mas porque, em algum momento, talvez você tenha aprendido que ser inteira incomodava.

E aí, para ser amada, aceita ou reconhecida, você foi negociando pedaços de si. Só que chega uma hora em que caber começa a custar caro demais.

Na psicanálise, olhar para isso não é sobre "voltar a ser quem era antes". É sobre reconhecer quais partes suas foram escondidas para sobreviver, agradar ou pertencer.
A pergunta que f**a é: que parte sua você precisou silenciar para ser amada?

Salva esse vídeo se essa reflexão te encontrou.

14/07/2026

Nem toda relação que machuca começa machucando. Às vezes, começa com encanto. Com cuidado. Com promessa. Com aquela sensação de "agora vai ser diferente".

E talvez seja por isso que É Assim que Acaba mexe tanto. Porque a dor não aparece sozinha. Ela vem misturada com lembranças boas, esperança de mudança, culpa, medo e aquela versão da pessoa que você ainda tenta recuperar.

De fora, parece simples: "se machuca, vai embora". Mas, por dentro, muitas vezes a pessoa não está presa apenas ao que a relação é hoje. Ela está presa ao que a relação prometeu ser um dia.
Na psicanálise, a pergunta não é só "por que ela não saiu antes?". A pergunta é: o que ainda segura essa pessoa ali? Medo? Culpa? Esperança? Uma repetição antiga? A fantasia de que o amor ainda pode consertar tudo?

O choque de realidade é: às vezes, você não está mais lutando pela relação real. Você está tentando salvar a versão dela que existiu na sua cabeça. Você está presa na pessoa... ou na promessa que ela te fez sentir um dia?

Salva esse vídeo se essa reflexão te encontrou.

10/07/2026

Tem um tipo de dor que quase ninguém fala sobre.
A dor de olhar para a própria vida e perceber que, no papel, ela parece perfeita. Você fez tudo "certo". Construiu uma história, uma rotina, uma relação. E, ainda assim, sente que algo não encaixa.

É justamente aí que nasce a culpa. Porque admitir que uma vida que funciona já não faz sentido parece ingratidão. Mas, muitas vezes, não é sobre falta de amor, de sucesso ou de conquistas. É sobre perceber que você mudou, enquanto a vida continuou sustentando uma versão antiga de quem você era.

Foi isso que mais me marcou em Comer, Rezar, Amar. O filme não fala apenas sobre viajar pelo mundo. Ele fala sobre a coragem de questionar uma vida que parecia suficiente para todos, menos para quem a vivia.

Na psicanálise, esse momento pode ser compreendido como uma ruptura com uma identidade que já não representa mais o sujeito. E, por mais doloroso que seja, reconhecer isso costuma ser o primeiro passo para construir uma vida mais autêntica.

Talvez a pergunta não seja se a sua vida é boa.
Talvez seja: essa vida ainda faz sentido para quem você se tornou?

💬 Você já assistiu a esse filme? O que mais te marcou nele?

29/06/2026

Se você entra numa conversa com uma certeza e sai se perguntando se exagerou, se entendeu errado ou se o problema é você... atenção.

Algumas relações não te machucam só pelo que acontece.

Elas te confundem pelo jeito como tudo é virado contra você.

Você tenta falar sobre algo que doeu, mas a conversa muda de direção.

O foco deixa de ser o que aconteceu e passa a ser a sua reação, o seu tom, a sua "sensibilidade".

E, aos poucos, você começa a duvidar da própria percepção.

Pede desculpa por sentir.
Se justif**a por se incomodar.
E sai mais perdida do que entrou.
Uma relação saudável não precisa te deixar confusa para evitar responsabilidade.

Salva esse vídeo pra lembrar: o que você sente merece ser escutado, não distorcido.

22/06/2026

Se uma relação te faz sentir pequena, talvez o problema não esteja na sua sensibilidade.

Às vezes, a diminuição não vem em forma de grito.
Vem no deboche, na ironia, na correção constante, na "brincadeira" que só machuca você.

E, aos poucos, você começa a medir palavras, esconder partes suas, pensar duas vezes antes de falar... não porque você mudou, mas porque aprendeu a se proteger.

Amor não deveria te deixar com medo de ser você.
Não deveria fazer você duvidar do seu valor, da sua percepção ou do que sente.

Se esse vídeo te tocou, salva pra lembrar: você não precisa se acostumar com lugares onde precisa diminuir para caber.

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