Ingrid Natalia Barbosa

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Ingrid Natalia Barbosa | Psi tdah + ah/sd, com um olhar único sobre o TDAH 🍃 + 8 paises ✨
| Neuropsicóloga e Esp.

em Neurociência
| TCC/DBT
| CRP 06/190009
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Burnout autista nem sempre começa com a pessoa parando de fazer tudo.Às vezes, ela continua trabalhando, cuidando da cas...
23/09/2026

Burnout autista nem sempre começa com a pessoa parando de fazer tudo.

Às vezes, ela continua trabalhando, cuidando da casa e respondendo “tá tudo bem”. Só que o esforço para manter tudo isso vai deixando pouca energia para as coisas que também importam para ela.

É aí que o “mas você sempre deu conta” pode esconder uma pergunta importante: a que custo?

Se a exaustão persiste, tarefas antes possíveis ficaram difíceis e o descanso não parece suficiente, vale buscar apoio para entender o que está acontecendo.

Você já percebeu que estava dando conta por fora, mas chegando ao limite por dentro?

“Tanto faz” pode ser uma resposta tão automática que você nem percebe quando tinha uma preferência.Para algumas mulheres...
22/09/2026

“Tanto faz” pode ser uma resposta tão automática que você nem percebe quando tinha uma preferência.

Para algumas mulheres autistas, anos de adaptação podem tornar mais fácil acompanhar a escolha dos outros do que parar para pensar: “O que eu quero?”

Isso não significa que toda vez que você disser “tanto faz” exista algo por trás. Às vezes, tanto faz mesmo. Mas, quando essa resposta aparece sempre, vale observar se você teve espaço para fazer uma escolha.

Hoje, experimente começar por uma coisa pequena. O que você prefere?

Às vezes, a gente passa tanto tempo tentando entender por que certas coisas parecem tão difíceis, cansativas ou intensas...
17/09/2026

Às vezes, a gente passa tanto tempo tentando entender por que certas coisas parecem tão difíceis, cansativas ou intensas que acaba simplesmente pensando: “eu sou assim.”

E talvez você tenha aprendido a se adaptar, observar, ensaiar, evitar, suportar e fazer tudo parecer mais simples do que realmente era.

Até perceber que algumas dessas coisas não eram apenas “o seu jeito”.

Elas também faziam parte da forma como você funciona.

Se você se reconheceu em alguma dessas situações, talvez valha a pena olhar para isso com mais atenção.

Nem sempre se entender muda quem você é.
Às vezes, só muda a forma como você passa a se enxergar.

Tem gente que chega na terapia sabendo falar muito sobre os outros.Sabe explicar o comportamento.Encontrar justificativa...
16/09/2026

Tem gente que chega na terapia sabendo falar muito sobre os outros.

Sabe explicar o comportamento.
Encontrar justificativas.
Perceber mudanças de humor.
Antecipar o que pode incomodar.

Mas, quando a pergunta é **“e você, o que sentiu?”**, parece que falta resposta.

Não porque não exista sentimento.

Às vezes, porque você passou tanto tempo tentando entender o outro que aprendeu a deixar a si mesma para depois.

E terapia também pode ser esse espaço: não para parar de se importar, mas para perceber **onde termina a sua responsabilidade e começa a do outro.**

Porque compreender alguém não deveria exigir que você desaparecesse de si.

**Você também merece estar na própria equação.**

Tem experiências que parecem pequenas demais para serem explicadas.Uma saudade que não vira mensagem.Um encontro que voc...
10/09/2026

Tem experiências que parecem pequenas demais para serem explicadas.

Uma saudade que não vira mensagem.
Um encontro que você queria muito, mas que te deixa exausta.
Um dia tranquilo que termina com a sensação de que você passou horas se segurando.

Quando você não entende o que acontece por dentro, é fácil interpretar essas experiências como frieza, exagero ou falta de interesse.

Mas comportamento e experiência interna nem sempre caminham do mesmo jeito.

E talvez algumas coisas que você passou anos tentando corrigir mereçam, primeiro, ser compreendidas.

Nem sempre aquilo que parece incoerente é falta de vontade, interesse ou esforço.Na neurodivergência, algumas experiênci...
09/09/2026

Nem sempre aquilo que parece incoerente é falta de vontade, interesse ou esforço.

Na neurodivergência, algumas experiências podem parecer contraditórias quando observadas de fora, mas fazem sentido quando entendemos como atenção, funções executivas, processamento sensorial e necessidade de previsibilidade podem funcionar.

Por isso, antes de se cobrar por “não conseguir simplesmente fazer”, talvez seja importante entender **o que está dificultando esse funcionamento**.

Se conhecer também é aprender a olhar para esses padrões sem transformar dificuldade em culpa.

Às vezes, a gente não percebe o quanto está cansada porque nunca realmente para.Preenche o silêncio.Pega o celular.Coloc...
08/09/2026

Às vezes, a gente não percebe o quanto está cansada porque nunca realmente para.

Preenche o silêncio.
Pega o celular.
Coloca alguma coisa para ouvir.
Resolve mais uma coisa enquanto faz outra.

Até descansar precisa ter algum estímulo.

Mas uma mente que passa o dia inteiro recebendo informação, pensando em mil coisas e tentando dar conta de tudo também precisa de momentos em que não precisa responder a nada.

Não é preguiça.
Não é perder tempo.

É permitir que o cérebro desacelere.

Às vezes, o que mais confunde não é o que você sente.É o fato de as pessoas olharem para você e enxergarem apenas o quan...
03/09/2026

Às vezes, o que mais confunde não é o que você sente.

É o fato de as pessoas olharem para você e enxergarem apenas o quanto você consegue fazer.

Mas existir bem não deveria depender apenas de quanto você consegue suportar.

Talvez se conhecer também seja perceber o esforço que ninguém vê.

E, a partir disso, começar a construir uma vida que exija menos de você para simplesmente ser você.

Você está exausta. Deita. Fecha os olhos.E então seu cérebro resolve lembrar de tudo.Uma pendência. Uma conversa. Uma id...
02/09/2026

Você está exausta. Deita. Fecha os olhos.

E então seu cérebro resolve lembrar de tudo.

Uma pendência. Uma conversa. Uma ideia. O que precisa fazer amanhã.

Para algumas pessoas neurodivergentes, desacelerar não acontece simplesmente porque chegou a hora de dormir.

E isso não significa falta de disciplina ou esforço.

Antes de se cobrar por não conseguir “desligar”, vale entender como o seu cérebro funciona.

Talvez você não precise se esforçar mais para dormir.

Talvez precise aprender a desacelerar de um jeito que funcione para você. 🤍

Nem toda resistência à mudança é resistência à mudança em si.Para algumas mulheres autistas, uma alteração inesperada po...
01/09/2026

Nem toda resistência à mudança é resistência à mudança em si.

Para algumas mulheres autistas, uma alteração inesperada pode exigir muito mais processamento do que percebemos.

Não é apenas mudar o plano. É reorganizar expectativas, lidar com a quebra da previsibilidade e entender o que vem depois.

Por isso, antes de chamar uma reação de exagero ou falta de flexibilidade, vale perguntar:

O que essa mudança exigiu dela naquele momento?

Antecipar, explicar e oferecer tempo não é evitar a adaptação. É respeitar seu funcionamento.

Compreender não elimina os desafios. Mas muda a forma de acolher e intervir.

Salve para lembrar disso. 🤍

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17209315

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