Dr. Jonas Bernardes - Neurologista

Dr. Jonas Bernardes - Neurologista Atendimento em neurologia clínica de adultos na cidade de Jaú-SP. Graduado pela Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP.

Residência médica em Neurologia Clínica no Hospital das Clínicas de Botucatu - UNESP.

Ênfase em neurologia clínica geral de adultos (acima de 14 anos). Entre as principais patologias seguidas em seu consultório figuram: Dores de Cabeça, Doença de Alzheimer, Epilepsia, Acidente Vascular Cerebral, Doença de Parkinson, Distúrbios do Sono, Transtornos Depressivos, Transtornos Ansiosos, TDA, entre out

ras. Esta página destina-se a divulgação de informação relevante no campo da neurologia, com caráter informativo e de utilidade pública. Nenhuma informação aqui divulgada substitui a consulta médica presencial, que é essencial para realização de diagnósticos e estabelecimento de tratamentos.

Saiu a manchete: "óleo de peixe não previne Alzheimer". E a internet já decretou que suplemento é furada.Aí eu fui ler o...
08/07/2026

Saiu a manchete: "óleo de peixe não previne Alzheimer". E a internet já decretou que suplemento é furada.

Aí eu fui ler o estudo. Testaram uma dose alta de ômega-3, sozinha, por dois anos, em idosos que já estavam em risco. O ômega-3 até chegou no cérebro — dava pra medir — e mesmo assim não fez milagre. E a conclusão que a manchete tirou não foi "esse jeito de testar tá errado". Foi "a comida não funciona".

É esse truque que eu quero te mostrar. Quando você testa um nutriente com a régua de um remédio — dose alta, isolada, tarde demais, ignorando a genética e o prato de comida em volta — ele quase sempre sai "negativo". E o que não tem patente pra defender vira manchete de fracasso.

Não é defesa de cápsula. É desconfiança de um método que só sabe validar o que dá pra patentear e vender em caixinha.

Nutriente não é remédio. E método que esquece disso não tá medindo saúde.

DOI: 10.1016/j.ebiom.2026.106316

Longe de mim comentar futebol, não é minha praia, e eu respeito demais quem entende de verdade.Mas domingo, vendo o Bras...
07/07/2026

Longe de mim comentar futebol, não é minha praia, e eu respeito demais quem entende de verdade.

Mas domingo, vendo o Brasil cair nas oitavas, eu não consegui não pensar no consultório.

Porque a gente sempre procura o culpado do dia. O pênalti, o técnico, o jogo ruim. E quase nunca olha pro processo que vinha acontecendo muito antes, calado, enquanto ainda dava pra comemorar.

O corpo é igual. O infarto é o susto de um dia, mas a artéria vinha entupindo há décadas. O Alzheimer não começa no dia em que se esquece um nome; o cérebro vinha apagando devagar, e devagar a gente não percebe.

O sintoma nunca é o começo do problema. É o problema f**ando impossível de ignorar.

A boa notícia é essa: o corpo avisa muito antes do apito final. Só precisa de alguém disposto a olhar o processo, não só o placar.

Manda esse aqui pra aquela pessoa que só procura médico quando a doença já apareceu.

Ela tinha 37 anos e enxaqueca com aura desde nova. Começou um anticoncepcional e, cinco meses depois, um AVC tirou a fal...
15/06/2026

Ela tinha 37 anos e enxaqueca com aura desde nova. Começou um anticoncepcional e, cinco meses depois, um AVC tirou a fala dela por um tempo. O gatilho foi a pílula, mas o terreno já estava armado.

Esse post não é pra te assustar nem pra largar nada por conta própria. É pra você saber o que perguntar: você tem aura?

Enxaqueca com aura + estrogênio é a combinação que o critério oficial do CDC classif**a como risco inaceitável. Sem aura, a conversa é outra. E quase sempre existe um caminho seguro — desde que alguém junte as peças antes de prescrever.

Fonte: U.S. Medical Eligibility Criteria for Contraceptive Use, CDC, 2024. DOI: 10.15585/mmwr.rr7304a1

12/06/2026

Toda vez que um médico fala de sol, todo mundo pensa "já sei, vitamina D". Pois não é disso que eu estou falando — e o que o sol faz de verdade é muito maior.

A luz do sol tem uma faixa que você nem enxerga, o infravermelho. Ela atravessa a pele, chega na mitocôndria (a bateria de energia da célula) e faz duas coisas: liga essa bateria pra produzir mais energia, e faz a própria célula fabricar melatonina por dentro — um antioxidante que apaga o desgaste que envelhece a célula, mais potente que muito suplemento de cápsula. E ainda tem o efeito de maestro: a luz forte da manhã acerta o seu relógio biológico e melhora o seu sono à noite.

A melatonina produzida na mitocôndria foi descrita como mais poderosa que a glutationa contra o estresse oxidativo, e há evidência de que o próprio infravermelho estimula a célula a produzir mais melatonina.

O que fazer: pega o sol da manhã todos os dias e vai construindo o "calo solar" — exposição gradual, sem nunca queimar. Sol de manhã, sol ao longo do dia. E à noite, escuro de verdade: tela longe, quarto apagado.

Salva e compartilha com quem vive cansado, foge do sol o dia inteiro, ou toma um monte de suplemento mas passa a vida trancado dentro de casa.

11/06/2026

Você pode estar adoecendo por dentro há anos — com a sua glicose no exame dando tudo normal. O nome disso é insulina alta.

Funciona como uma montanha-russa: você come carboidrato, a glicose sobe, o pâncreas solta insulina pra resolver, e boa parte desse açúcar é guardado como gordura. A glicose despenca, bate a fome de novo, e o ciclo recomeça o dia inteiro. Com os anos vivendo com insulina alta, o corpo vai f**ando "surdo" pra ela — e o pâncreas compensa soltando ainda mais. O detalhe cruel: a sua glicose de jejum pode continuar normal por 15 a 20 anos, porque a insulina segura ela no lugar. O estrago acontece, mas no exame que o seu médico pede ele não aparece.

Evidências sugerem que a insulina de jejum é um marcador de risco metabólico que se altera muito antes da glicose, e que a faixa ideal f**a em torno de 2 a 5.

O que fazer: peça ao seu médico o exame de insulina de jejum — não só a glicose. E para baixar a insulina de verdade: menos açúcar e farinha, e dar pausas entre as refeições (jejum). Converse sempre com o seu médico antes de mudar dieta ou exames.

Salva e manda para quem vive de dieta, malhando e não consegue emagrecer.

10/06/2026

A sua cabeça lenta e o seu humor instável podem não começar na sua cérebro. Podem começar no seu intestino.

A parede do intestino tem uma camada só de célula separando a comida e as bactérias do seu sangue. Quando ela se danif**a — açúcar, ultraprocessado, estresse, remédio em excesso — abre frestas e passa pro sangue o que não devia. O sistema imune entra em alarme, e essa inflamação chega ao cérebro: é a neuroinflamação. Daí a névoa mental, a ansiedade que aparece do nada e até a vontade descontrolada de açúcar, que muitas vezes são as bactérias erradas pedindo o que alimenta elas — não falta de força de vontade.

A zonulina, proteína que abre as junções entre as células do intestino, é hoje um dos marcadores estudados do intestino permeável ligado à inflamação.

O que fazer: tirar o que abre as frestas (açúcar, farinha, ultraprocessado, álcool) e reconstruir a parede com comida de verdade, fibra de vegetais, fermentados (chucrute, kefir) e caldo de osso. Em poucas semanas a cabeça costuma clarear.

Salva e manda pra quem vive com a cabeça cansada, lenta, e já fez exame que não achou nada.

Você compra água mineral, usa filtro com certif**ado ou carrega sempre uma garrafinha. Mas nenhum desses filtros elimina...
10/06/2026

Você compra água mineral, usa filtro com certif**ado ou carrega sempre uma garrafinha. Mas nenhum desses filtros elimina o que já pode estar dentro do seu copo: nanoplásticos, partículas de plástico menores que um fio de cabelo dividido 100 vezes.

Um estudo publicado no New England Journal of Medicine encontrou nanoplásticos dentro de placas carotídeas em pacientes avaliados. Quem tinha mais partículas plásticas nas artérias teve 4,5 vezes mais chance de infarto, AVC ou morte em menos de 3 anos. Não foram encontrados em recipientes. Foram encontrados dentro dos corpos.

O mecanismo é direto: nanoplásticos atravessam a parede intestinal e entram na corrente sanguínea. De lá, cruzam a barreira hematoencefálica — a mesma blindagem que protege o cérebro — e se depositam no tecido neural. Dentro do cérebro, ativam o NLRP3 inflammasome, um sensor imunológico que dispara neuroinflamação crônica mediada pela micróglia.

O mesmo sistema de inflamação mediado pelo NLRP3 está implicado no Alzheimer. Estudos de 2023–2024 encontraram concentrações signif**ativamente maiores de microplásticos no cérebro de pacientes com Alzheimer em comparação a controles saudáveis da mesma faixa etária.

As principais fontes no cotidiano: garrafas de plástico aquecidas ao sol ou no carro (a temperatura acelera a liberação de partículas), alimentos aquecidos em embalagem plástica ou copo descartável, frutos do mar como ostras, mexilhões e camarão, sal marinho, mel e sucos industrializados. O problema não é uma exposição isolada — é o acúmulo diário, ano após ano.

Você troca sua garrafa de plástico por vidro ou inox? Comenta aqui.

Referências:
→ 10.1056/NEJMoa2309822
→ 10.1016/j.ecoenv.2025.119114
→ 10.1038/s41591-024-03453-1

Atendi uma família que chegou com laudo escrito: demência senil.Pedi os exames que nunca tinham sido pedidos. B12 em 180...
09/06/2026

Atendi uma família que chegou com laudo escrito: demência senil.

Pedi os exames que nunca tinham sido pedidos. B12 em 180, ela tomava Omeprazol há seis anos e ninguém avisou que atrapalha absorver B12. TSH levemente elevado, funcionalmente comprometendo a tireoide. 54 apneias por hora.

Nenhuma dessas causas é "da idade". Todas têm tratamento.

Demência senil não é diagnóstico. É o médico desistindo antes de investigar.

Se você tem um familiar com declínio cognitivo e ninguém investigou essas causas, manda esse post pra quem precisa ver.

09/06/2026

O seu corpo tá rodando na reserva — e o seu exame de sangue jura que está tudo normal.

Cansaço que não passa, memória falhando, pele envelhecendo cedo, ansiedade, desânimo, sono ruim, intestino sempre ruim. Parecem sete problemas diferentes, de sete especialistas diferentes. Mas pode ser um só: a sua mitocôndria — a bateria de energia dentro de cada célula — perdendo força. Quando falta energia ali, falta no corpo inteiro ao mesmo tempo. E é justamente isso que o exame de rotina não mede.

Estima-se que a função da mitocôndria caia cerca de 1% ao ano depois dos 20, chegando à metade por volta dos 70 — mas a maior parte de como ela funciona responde ao estilo de vida, não à idade.

O que fazer: se for começar por uma coisa, comece pelo sol da manhã no corpo todos os dias. Depois, comida de verdade (carne, ovo, gordura boa) no lugar do pão com café com leite engolido correndo, uma pausa para o corpo (jejum) e movimento no dia. A maior parte está na sua mão — não na farmácia.

Salva e manda pra quem vive cansado e já fez mil exames que deram "tudo normal".

08/06/2026

Dormir 8 horas não é garantia de descanso. Se você acorda cansado, o problema pode não ser o tempo — é o que o seu corpo não consegue fazer enquanto dorme.

Três causas que quase nenhum exame de rotina mostra: a falta de sono profundo (quando o cérebro de fato se "limpa"), a queda da função das suas mitocôndrias — as fábricas de energia das células — e o relógio biológico desregulado pela luz artificial à noite.

Pesquisas recentes mostram que o sistema glinfático, responsável por limpar o lixo metabólico do cérebro, é ativado por pulsos de noradrenalina durante o sono profundo. E a função mitocondrial cai cerca de 1% ao ano após os 20 anos — mas a maior parte dela responde a estilo de vida.

O que fazer: tome sol nos primeiros minutos do dia, corte telas e luz forte à noite, mantenha o quarto frio e escuro, e movimente o corpo durante o dia.

Salve e compartilhe se você — ou alguém que você ama — acorda cansado mesmo dormindo a noite inteira.

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