12/08/2026
Você provavelmente já ouviu alguém dizer que café faz bem para o coração. E também já ouviu alguém afirmar exatamente o contrário.
O problema é que as duas frases, isoladamente, simplif**am demais um assunto que é muito mais complexo.
A declaração científ**a mais recente da American Heart Association mostra que os efeitos da cafeína dependem de vários fatores: quantidade consumida, frequência, fonte (café, energético, cápsulas ou pré-treino), sensibilidade individual e até diferenças genéticas na forma como cada pessoa metaboliza a substância.
Além disso, existe uma diferença importante entre café e cafeína.
Grande parte dos estudos que encontraram benefícios cardiovasculares foi realizada com o consumo de café, uma bebida que contém diversos compostos bioativos além da cafeína. Isso signif**a que esses resultados não podem ser automaticamente extrapolados para cápsulas de cafeína, energéticos ou pré-treinos.
Outro ponto importante é diferenciar os efeitos imediatos dos efeitos observados ao longo dos anos. Logo após o consumo, a cafeína pode elevar temporariamente a pressão arterial, aumentar a frequência cardíaca e causar palpitações em pessoas mais sensíveis. Já o consumo moderado e habitual de café, em estudos de longo prazo, tem apresentado um perfil cardiovascular geralmente neutro ou até associado a menor risco de algumas doenças.
A principal conclusão é simples: não existe uma resposta única para todo mundo.
A dose, a fonte, o contexto e a resposta individual importam muito mais do que dizer que a cafeína é "boa" ou "ruim".
👉 Você já percebeu que seu corpo reage diferente ao café do que o de outras pessoas? Conta aqui nos comentários.
Referência: Marcus GM et al. Caffeine and Cardiovascular Disease: A Scientific Statement From the American Heart Association. 2026.
Dr. Leonardo Ávila
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