09/06/2025
O dependente químico tem crises de abstinência porque o corpo e o cérebro dele se adaptaram à presença constante da substância química (como álcool, nicotina, co***na, crack, opioides, entre outras). Quando essa substância é retirada ou reduzida de forma abrupta, o organismo entra em desequilíbrio, o que causa os sintomas de abstinência.
Aqui está um resumo do processo:
1. Adaptação do cérebro
O uso contínuo da droga altera os sistemas químicos do cérebro, especialmente os relacionados ao prazer, motivação e recompensa (como a dopamina, serotonina e outros neurotransmissores). Com o tempo, o cérebro se adapta a funcionar com a presença da droga.
2. Dependência física e psicológica
Dependência física: O corpo passa a "precisar" da droga para funcionar normalmente. Sem ela, surgem sintomas físicos.
Dependência psicológica: O usuário sente um desejo intenso, uma compulsão, por causa da associação da droga com alívio emocional, prazer ou fuga da realidade.
3. Ausência da substância = crise
Quando a droga é retirada:
O cérebro não consegue funcionar direito sem ela, temporariamente.
Isso causa crises de abstinência, com sintomas que variam de acordo com a substância, mas podem incluir:
Ansiedade, irritabilidade, insônia
Depressão, fadiga, confusão mental
Tremores, suores, náuseas, dores no corpo
Convulsões (em casos graves, como na abstinência de álcool ou benzodiazepínicos)
4. Tempo de crise
A duração da crise de abstinência varia:
Pode durar de alguns dias a semanas.
Algumas dr**as causam sintomas prolongados (chamados abstinência pós-aguda), que podem durar meses.
Conclusão:
A crise de abstinência é o resultado de um organismo que foi “reprogramado” pelo uso repetido de uma substância química e que entra em descompensação quando essa substância é retirada. O tratamento geralmente envolve acompanhamento médico, psicológico e, em muitos casos, uso de medicamentos para aliviar os sintomas.