Adriana Faria Lima - Psicanalista

Adriana Faria Lima - Psicanalista Me proponho a construir caminhos para compreender e lidar com suas questões de conflito por meio da palavra!

Recentemente, ganhei de uma amiga o livro ”Borderline”, de Mauro Hegenberg.Mais do que um livro, recebi um gesto de amiz...
12/08/2026

Recentemente, ganhei de uma amiga o livro ”Borderline”, de Mauro Hegenberg.

Mais do que um livro, recebi um gesto de amizade, de troca e de reconhecimento.

A clínica pode ser uma profissão bastante solitária. Há coisas que só acontecem dentro do consultório e que não podem ser compartilhadas. O analista escuta, pensa, sustenta, mas, muitas vezes, em silêncio. Por isso, ter com quem conversar sobre o trabalho, trocar referências, receber uma indicação, uma pergunta ou até um livro escolhido com cuidado pode fazer diferença.

Uma rede de apoio entre profissionais não precisa ser feita apenas de grandes gestos. Às vezes, ela aparece justamente na delicadeza de alguém que pensa em você e diz: “lembrei de você”.

E aí, você tem uma rede de apoio na sua profissão?
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Existe uma expectativa silenciosa de que o luto siga etapas previsíveis e que, com o passar do tempo, a dor simplesmente...
05/08/2026

Existe uma expectativa silenciosa de que o luto siga etapas previsíveis e que, com o passar do tempo, a dor simplesmente desapareça, mas a experiência humana raramente funciona assim.

Há dias em que a ausência parece mais leve. Em outros, uma lembrança, uma data ou um lugar podem fazer a saudade reaparecer com intensidade. Isso não signif**a que a pessoa "voltou à estaca zero". Signif**a apenas que o luto é um processo vivo e singular.

Não existe um prazo para deixar de sentir. O que existe é a possibilidade de, aos poucos, construir uma nova relação com aquilo que foi perdido, sem apagar a importância que essa pessoa, vínculo ou experiência teve na própria história.

Cada luto encontra seu próprio tempo. E, respeitar esse tempo também faz parte do cuidado.

Quando algo nos machuca, é natural querer que passe logo. Temos a tendência de procuramos respostas rápidas ou distraçõe...
06/07/2026

Quando algo nos machuca, é natural querer que passe logo. Temos a tendência de procuramos respostas rápidas ou distrações, mas nem todo sofrimento aceita atalhos.

Existem experiências que precisam ser vividas, compreendidas e elaboradas. Fugir delas pode até aliviar por um momento, porém, dificilmente transforma aquilo que continua pedindo atenção.

Na psicanálise, o desconforto não é visto como um inimigo a ser eliminado imediatamente. Muitas vezes, ele é um sinal de que algo importante precisa ser escutado.

Isso não signif**a romantizar a dor ou negar a necessidade de tratamento quando há sofrimento intenso. Signif**a reconhecer que nem tudo pode ser resolvido apenas com força de vontade ou controle.

Há dias em que a maior demonstração de coragem não é "dar conta de tudo", mas permitir-se sentir, pedir ajuda quando necessário e respeitar o próprio tempo.

Algumas dores precisam ser acolhidas para que, aos poucos, encontrem um novo signif**ado!

#ᴀᴜᴛᴏᴄᴏɴʜᴇᴄɪᴍᴇɴᴛᴏ

Há experiências que continuam fazendo parte da nossa história, mesmo quando deixam de provocar a mesma dor. Elas não des...
01/07/2026

Há experiências que continuam fazendo parte da nossa história, mesmo quando deixam de provocar a mesma dor. Elas não desaparecem. Elas encontram um novo lugar.

Elaborar não é apagar o passado, mas transformar a relação que temos com ele. O que antes parecia insuportável pode, aos poucos, ser compreendido, integrado e deixar de conduzir nossas escolhas da mesma maneira.

Isso não muda o que aconteceu. Muda a forma como essa experiência continua vivendo dentro de nós. Muitas vezes, essa é uma das transformações mais profundas que um processo de análise pode proporcionar.

E aí, pra você, o que signif**a superação?
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Não basta lembrar!A história pessoal tem importância porque ajuda a compreender sentimentos, conflitos, repetições e for...
17/06/2026

Não basta lembrar!

A história pessoal tem importância porque ajuda a compreender sentimentos, conflitos, repetições e formas de se relacionar que continuam presentes na vida atual.

Por isso, é preciso que algo dessa lembrança possa ser descoberto, compreendido ou experimentado de uma forma nova.

Na análise, o passado não aparece como um lugar para morar, mas como um caminho para entender aquilo que ainda produz efeitos no presente.

Afinal, algumas histórias só revelam seus sentidos muitos anos depois de terem acontecido.

E aí, existe alguma lembrança que hoje você compreende de uma forma diferente do que compreendia antes?
Me conte nos comentários.

O Dia dos Namorados costuma reacender uma pergunta silenciosa para muita gente: eu realmente desejo uma relação ou sinto...
12/06/2026

O Dia dos Namorados costuma reacender uma pergunta silenciosa para muita gente: eu realmente desejo uma relação ou sinto que deveria ter uma?

Vivemos cercados por modelos que nos dizem como uma vida amorosa deve ser. Quando namorar, como amar, o que esperar, o que construir e até qual deve ser o destino de uma relação.

Porém, nem sempre paramos para perguntar algo fundamental: Que tipo de vínculo faz sentido para mim?

Porque estar em uma relação não é, necessariamente, o mesmo que estar em uma relação que nos contempla. Às vezes, a preocupação em encontrar um par ocupa tanto espaço que a pergunta sobre o desejo f**a em segundo plano.

Talvez, o mais importante não seja corresponder a um modelo, mas construir relações que possam existir de forma autêntica para quem as vive.

Então, que neste Dia dos Namorados você possa celebrar não apenas o amor, mas a possibilidade de construir relações que tenham sentido, verdade e espaço para quem você é.

Me conta, você já parou para pensar no tipo de vínculo que realmente faz sentido para você?

Todos nós somos marcados pelas experiências que vivemos.Algumas deixam rastros tão profundos que passam a influenciar a ...
10/06/2026

Todos nós somos marcados pelas experiências que vivemos.

Algumas deixam rastros tão profundos que passam a influenciar a forma como nos enxergamos, nos relacionamos e contamos a nossa própria história.

O problema não está em reconhecer o sofrimento. Pelo contrário. Dar nome à dor pode ser importante e até necessário. A questão surge quando uma experiência, um sintoma, um diagnóstico ou uma ferida passa a ocupar todo o espaço da identidade. Como se a pessoa pudesse ser explicada apenas por aquilo que sofreu.

Porque uma dor pode fazer parte de quem somos.
Mas ela não precisa definir quem somos.

Nem sempre o desconhecimento nos protege.Frequentemente, ele nos paralisa!Às vezes, a informação está disponível, os sin...
02/06/2026

Nem sempre o desconhecimento nos protege.
Frequentemente, ele nos paralisa!

Às vezes, a informação está disponível, os sinais estão presentes, mas algo em nós prefere não olhar.

Não saber pode trazer um alívio temporário. Afinal, algumas verdades são difíceis, exigem decisões, mudanças e enfrentamentos. Mas, evitar saber também tem consequências, porque quando não olhamos para uma situação como ela é, f**amos sem elementos para compreendê-la, nos posicionarmos diante dela ou construir estratégias para lidar com o que está acontecendo.

Na psicanálise, muitas vezes, observamos que aquilo que evitamos saber continua produzindo efeitos.

A pergunta nem sempre é: "O que eu ainda não sei?", mas, sim: "O que eu já percebi, mas ainda não consigo encarar?"

E aí, existe alguma situação em que você percebeu que estava evitando enxergar o óbvio?
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#ᴀᴜᴛᴏᴄᴏɴʜᴇᴄɪᴍᴇɴᴛᴏ 🧠

Nem sempre a percepção que temos sobre nós mesmos corresponde à realidade.Muitas vezes, a maneira como alguém se enxerga...
26/05/2026

Nem sempre a percepção que temos sobre nós mesmos corresponde à realidade.

Muitas vezes, a maneira como alguém se enxerga foi construída a partir do que ouviu durante a vida, das relações que teve e das experiências que viveu.

Uma pessoa pode crescer acreditando que “não é boa o suficiente”, que “incomoda”, que “precisa agradar” ou que “não merece ser amada”, não porque isso seja verdade, mas porque, em algum momento, essas ideias foram sendo reforçadas.

Com o tempo, essas percepções passam a parecer naturais.

Por isso, nem tudo aquilo que você pensa sobre si nasceu em você. Algumas imagens foram construídas ao longo da vida e podem ser revistas.

E aí, existe alguma ideia sobre você que mudou com o tempo?
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#ᴀᴜᴛᴏᴄᴏɴʜᴇᴄɪᴍᴇɴᴛᴏ

Algumas coisas permanecem na nossa vida não porque fazem bem, mas porque parecem conhecidas demais para serem deixadas.À...
19/05/2026

Algumas coisas permanecem na nossa vida não porque fazem bem, mas porque parecem conhecidas demais para serem deixadas.

Às vezes, certos padrões, relações ou formas de existir criam uma sensação de estabilidade, mesmo quando também limitam movimento, desejo e mudança.

Existe um tipo de segurança que protege, mas também paralisa.

E, talvez uma das partes mais difíceis seja justamente essa: perceber que abrir mão do que prende também pode provocar medo. Porque caminhar de outro jeito exige sair do lugar conhecido, mesmo quando ele já não faz sentido!

E aí, o que hoje te traz segurança, mas talvez também te impeça de seguir?
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#ᴀᴜᴛᴏᴄᴏɴʜᴇᴄɪᴍᴇɴᴛᴏ

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