09/04/2026
Essa semana eu ganhei um adesivo, porque eu fui muito bem!
Geralmente sou eu quem dou adesivos, para incentivar na realização de uma atividade ou então como parte de um combinado.
Mas quem ganhou um adesivo essa semana fui eu, e junto desse adesivo veio uma reflexão: “rapaaz, como é difícil ganhar um adesivo quando a gente não está bem”.
Quando o corpo está cansado,
quando a mente está cheia,
quando alguma coisa não saiu como esperado — ou pior, quando várias coisas desandam ao mesmo tempo.
Nessas horas, o básico já exige esforço.
Como é desafiador, para nós adultos, seguir com a atividade física, a disciplina do sono, a alimentação saudável, a rotina da casa e ainda manter a empolgação no trabalho quando alguma coisa não vai bem. Quando nos frustramos com algo, pior ainda quando existe mais de uma coisa errada — aí parece mesmo impossível sequer pensar no adesivo no meio do caos.
A gente sabe o que precisa fazer.
Mas saber não torna mais fácil.
Mas mesmo assim, no alto da nossa “adultisse”, no meio de toda a dificuldade, não se pode perder o foco do adesivo e, com isso, a gente se espreme, se cobra, se esforça além do limite.
E, ao encerrar a atividade, acabamos nem recebendo o adesivo, porque, afinal, não demos conta de concluir as tarefas que estavam determinadas.
E aí vem a frustração.
Mesmo sabendo, lá no fundo, que era coisa demais para os recursos que tínhamos naquele dia.
Refleti muito sobre eu ter ganhado esse adesivo e, no final, cheguei à conclusão de que essa não foi uma reflexão sobre adesivos e nem mesmo sobre “adultisses”…
Talvez tenha sido uma reflexão sobre autoacolhimento.
Sobre entender os nossos limites e, a partir disso, olhar com mais gentileza para nós e também para as nossas crianças — para que a gente aprenda a não exigir mais do que podemos. 🩷