09/07/2026
Há propostas que começam como um gesto simples e, aos poucos, abrem espaço para muitas conversas.
Foi o caso destes naperons: nasceram como uma proposta de trabalho coletivo, inspiraram a reflexão que levei ao Encontro de Psicossomática, alimentaram a tertúlia de abertura do Festival Lavorada e hoje ocupam os jardins da Biblioteca como uma instalação.
Enquanto acompanhava esta experiência, uma pergunta antiga voltou a ganhar força: o que fazemos com aquilo que vivemos?
O convite era simples: bordar palavras e frases do mundo interior em naperons. Um objeto carregado de memória tornava-se um lugar de expressão.
Reconheci nesta experiência algo que dialoga profundamente com a Gestalt-terapia, pois dar forma ao que vivemos é uma necessidade humana, e fazemos isso de muitas maneiras: pela palavra, pelo corpo, pelos gestos, pelos encontros e também pela criação.
Este vídeo é um convite para olhar com curiosidade para os caminhos que cada experiência encontra para existir.