10/07/2026
“Consumo, logo existo.”
Talvez essa seja uma das maiores mentiras do nosso tempo.
Não compramos apenas objetos.
Compramos a sensação de pertencimento.
Compramos a ideia de sucesso.
Compramos uma identidade.
Enquanto isso, as redes sociais nos convencem de que estamos sempre atrasados.
A viagem que não fizemos.
O corpo que ainda não temos.
A casa que não compramos.
O celular que ficou “ultrapassado”.
E, sem perceber, começamos a desejar coisas que nunca nos fizeram falta.
Cada compra traz um pequeno pico de prazer. A dopamina sobe, mas logo desce. Então precisamos de outra compra. Outro estímulo. Outro vídeo. Outra notif**ação.
O celular virou o novo cigarro.
Ansiedade? Celular.
Tédio? Celular.
Solidão? Celular.
Silêncio? Celular.
Vivemos cercados por estímulos, mas cada vez mais distantes de nós mesmos.
A pergunta não é:
“O que eu quero comprar?”
A pergunta é:
“O que dentro de mim estou tentando preencher?”
Porque existem vazios que nenhum cartão de crédito consegue pagar.
✨ Você já comprou algo achando que aquilo te faria feliz e percebeu, pouco tempo depois, que o vazio continuava? Vamos conversar nos comentários.