Bruna Stéfhany - Psicóloga

Bruna Stéfhany - Psicóloga 📚Gestalt-terapeuta e Mentora de Relacionamentos
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“Consumo, logo existo.”Talvez essa seja uma das maiores mentiras do nosso tempo.Não compramos apenas objetos.Compramos a...
10/07/2026

“Consumo, logo existo.”

Talvez essa seja uma das maiores mentiras do nosso tempo.

Não compramos apenas objetos.
Compramos a sensação de pertencimento.
Compramos a ideia de sucesso.
Compramos uma identidade.

Enquanto isso, as redes sociais nos convencem de que estamos sempre atrasados.

A viagem que não fizemos.
O corpo que ainda não temos.
A casa que não compramos.
O celular que ficou “ultrapassado”.

E, sem perceber, começamos a desejar coisas que nunca nos fizeram falta.

Cada compra traz um pequeno pico de prazer. A dopamina sobe, mas logo desce. Então precisamos de outra compra. Outro estímulo. Outro vídeo. Outra notif**ação.

O celular virou o novo cigarro.

Ansiedade? Celular.
Tédio? Celular.
Solidão? Celular.
Silêncio? Celular.

Vivemos cercados por estímulos, mas cada vez mais distantes de nós mesmos.

A pergunta não é:
“O que eu quero comprar?”

A pergunta é:
“O que dentro de mim estou tentando preencher?”

Porque existem vazios que nenhum cartão de crédito consegue pagar.

✨ Você já comprou algo achando que aquilo te faria feliz e percebeu, pouco tempo depois, que o vazio continuava? Vamos conversar nos comentários.

07/07/2026

Kierkegaard não te dá uma fórmula. Ele te devolve a responsabilidade.
A decisão que você está adiando não vai f**ar mais fácil com mais informação. Ela só f**a mais fácil quando você aceita que vai ter que saltar sem rede.
💭 Qual decisão você está adiando agora?
psicologia autoconhecimento

Você não está esperando o momento certo. Está esperando parar de ter medo, e na real, isso não vai acontecer. Você nunca...
07/07/2026

Você não está esperando o momento certo. Está esperando parar de ter medo, e na real, isso não vai acontecer.

Você nunca vai ter certeza de tudo. A dúvida não é sinal para paralisar.

Não temos o controle de todos os resultados. Arrisque.

06/07/2026

Você já reparou que não consegue mais assistir um vídeo de mais de 1 minuto sem sentir vontade de pular pra outro?

Isso não é falta de disciplina. É biologia sendo hackeada.

Toda vez que você dá scroll e encontra algo novo — um vídeo engraçado, uma notícia, uma foto — seu cérebro libera dopamina. É a mesma substância envolvida em outros tipos de vício. E o problema é que as redes sociais foram desenhadas, de propósito, pra maximizar esse ciclo. Quanto mais rápido a novidade chega, mais forte o estímulo, mais difícil parar.

O resultado disso a gente sente todos os dias, mas raramente conecta os pontos:

→ Cansaço mental mesmo sem esforço físico
→ Dificuldade de manter foco em uma tarefa só
→ Impaciência com qualquer coisa “lenta” — um livro, uma conversa, um silêncio
→ Aquela sensação de estar sempre ocupado, mas nunca descansado de verdade.

Isso tem nome: sobrecarga cognitiva. Seu cérebro processando estímulo novo o tempo inteiro, sem pausa, sem tempo de “digerir” nada. É como deixar um computador com 40 abas abertas rodando ao mesmo tempo — óbvio que ele vai travar.

A parte boa é que isso não é permanente. O primeiro passo pra reverter não é “deletar o Instagram” nem se punir por usar o celular. É simplesmente começar a notar: quando você tá dando scroll no piloto automático, sem nem saber por que começou.

Esse pequeno momento de percepção já é o início de recuperar o controle.

Guarda esse post pra reler quando perceber que caiu no scroll infinito de novo. E manda para aquela pessoa que você conhece que não sai do celular!

Celular desperta. Você abre o celular. Da uma olhadinha nas redes sociais. Gasta ali 20 minutos. Nos primeiros 20 minuto...
03/07/2026

Celular desperta.
Você abre o celular. Da uma olhadinha nas redes sociais. Gasta ali 20 minutos.
Nos primeiros 20 minutos do seu dia você já foi bombardeado com estímulos visuais, você já viu alguém que tem uma rotina que você não consegue ter e já está se comparando, já está se desviando dos seus sentimentos se entretendo com um meme.
Um meme que fala mal do emprego.
E aí você ri, compartilha com seus amigos, se levanta e vai trabalhar.
Passa o dia todo dividido entre trabalho e telas, redes sociais, enquanto toma banho ouve um podcast sobre produtividade, seu celular apita até pra te lembrar de tomar água.
Tudo isso porque você deixou de se ouvir. Você deixou de perceber as necessidades do seu corpo. Está tão distraído o tempo todo, que esquece de tomar água, esquece de abrir a janela e contemplar uma paisagem bonita. Esquece de viver o dia com menos pressa. Esquece de ter um hobbie, algo que te dê prazer.
E aí você reclama da falta de tempo…
E aí você olha o seu tempo de tela e tá lá 8 horas.
Claro, o escala de trabalho é mesmo exaustiva, mas o quanto a gente sobrecarrega nosso cérebro de estímulos, é aí f**amos cansados demais para buscar uma fonte de prazer que não seja rápida e imediata.

O excesso está te deixando vazio.
Vazio de si mesmo.
Vazio de vida.
Vazio de tempo - porque esse está passando, e você não está vendo, talvez porque esteja tempo demais com o rosto virado pra baixo.

Você está de fato vivendo, ou os dias estão passando por você ?

Assistam o filme DIAS PERFEITOS.
Recomendação da psi 💙

A separação reorganiza o sistema familiar. Mas não precisa romper o vínculo parental.O pai que permanece presente após a...
01/07/2026

A separação reorganiza o sistema familiar. Mas não precisa romper o vínculo parental.
O pai que permanece presente após a separação não está fazendo algo extraordinário. Está cumprindo uma função essencial dentro do campo relacional da criança — a função paterna.
E função paterna não é presença festiva.
É limite. É rotina. É frustração tolerada.
É o não dito com amor.
É o dever de casa feito junto num dia cansativo.
É o banho, a comida, o horário.
Na perspectiva sistêmica, a criança carrega em si os dois sistemas — materno e paterno. Quando um desses pilares vacila, o campo interno da criança sente. Quando os dois se mantêm — mesmo em casas diferentes — ela tem chão pra crescer.
Separar do parceiro é um direito.
Permanecer pai é um dever.

Fim de semana com o pai: parque, sorvete, risada até meia-noite. Sem regra. Sem rotina. Só alegria.Segunda-feira com a m...
30/06/2026

Fim de semana com o pai: parque, sorvete, risada até meia-noite. Sem regra. Sem rotina. Só alegria.
Segunda-feira com a mãe: dever de casa, banho, “não pode o vídeo game”, dormir cedo.
Os dois amam a mesma criança. Mas só um deles virou herói.

Mas existe uma verdade que quase ninguém fala: a criança não escolhe quem ama mais. Ela escolhe, muitas vezes, onde é mais leve estar naquele momento.

Enquanto um dos pais costuma viver os momentos de lazer, o outro, muitas vezes, é quem sustenta a rotina: acorda cedo, cobra o banho, acompanha a tarefa, organiza horários, coloca limites, leva ao médico, acolhe as crises e permanece quando ninguém está vendo.

E, para uma criança, isso nem sempre parece divertido.

Na Psicologia Sistêmica, entendemos que cada membro da família ocupa um lugar importante. Comparar quem é “melhor” ou quem a criança prefere pode gerar ainda mais sofrimento para todos os envolvidos.

O amor verdadeiro nem sempre é o mais divertido.
Às vezes, ele é o que prepara o lanche às 22h, ajuda na lição quando o cansaço já venceu, coloca limites mesmo correndo o risco de não ser compreendido.

Se você é a mãe ou o pai que sustenta as partes difíceis, talvez hoje não receba o reconhecimento que gostaria.

Mas isso não signif**a que seu amor vale menos.

As crianças crescem.
E, com o tempo, muitas conseguem enxergar aquilo que, na infância, ainda não tinham maturidade para compreender.

💛 Compartilhe este post com alguém que precise lembrar que presença também é amor.

O dar conta de tudo, o estar disponível sempre pra resolver tudo para todos, e o estar sempre indisponível para si mesmo...
29/06/2026

O dar conta de tudo, o estar disponível sempre pra resolver tudo para todos, e o estar sempre indisponível para si mesmo.
Quantas mulheres sentem isso na pele diariamente.
Somos ensinadas a servir, o outro.

E assim vamos esquecendo de nos cuidar, de permitir pausas, de permitir que a casa não esteja sempre arrumada, de nos permitir dormir depois do almoço, de falar não para aquela amiga, por que afinal, aprendemos que o nosso valor é proporcional ao nosso SIM.
E seguimos pela vida distribuindo sim para todos e dizendo não para nós.

As vezes você viu isso com a sua mãe.
As vezes as mulheres da sua família são conhecidas por darem conta de tudo.
Por serem igual um tratorzão para trabalhar.
E aí você sente que pra pertencer, tem que se parecer com essas mulheres.
A que custo?
Ao custo do seu bem estar.

Essa foi a forma que as mulheres que vieram antes de você tiveram de lidar com as demandas. Você não precisa fazer igual. De um lugar do não julgamento, você pode aceitar que elas são ou foram assim e que você pode fazer diferente.

Se as mulheres da sua família nunca cuidaram de si mesmas, seja você que em honra a elas cuida de si mesmo.
Ao preço que custou a elas, você faz um movimento de gratidão e segue sua vida, fazendo o que você precisa fazer. Por você. Em honra a elas.

Vai viver mulher ❤️‍🔥

Quando as tarefas da casa e da vida não são divididas, o peso do cotidiano deixa de ser compartilhado e o relacionamento...
27/06/2026

Quando as tarefas da casa e da vida não são divididas, o peso do cotidiano deixa de ser compartilhado e o relacionamento começa a se desgastar. Um dos dois passa a carregar mais do que deveria — e isso, aos poucos, gera sobrecarga, ressentimento e distância emocional.

Dois adultos que escolhem construir uma vida juntos também escolhem compartilhar responsabilidades. Trabalho, casa, filhos, rotina: tudo isso faz parte de um mesmo projeto de vida.

Não existe “ajuda” quando se trata de algo que é dos dois. Existe parceria, corresponsabilidade e construção conjunta.

Casamento não é sobre um fazer pelo outro, mas sobre dois cuidando do mesmo “nós”.

Como estão as divisões por aí ? Justas?

Na psicologia sistêmica, precisamos ter equilíbrio entre o dar e receber nas relações. Relações adultas não podem acontecem no desequilíbrio.

Dois adultos. Presentes na relação.

26/06/2026

Tem casais que dizem que o amor acabou.

Mas, muitas vezes, o que acabou não foi o amor.

Foi a força de uma pessoa que passou tempo demais sustentando a relação sozinha.

Foi a energia de quem sempre cedeu.
De quem sempre procurou.
De quem sempre pediu desculpas primeiro.
De quem carregou o peso emocional da relação enquanto o outro apenas acompanhava.

Segundo a Psicologia Sistêmica, relações saudáveis precisam de equilíbrio.

Não signif**a fazer exatamente 50% para cada lado. Signif**a que existe uma troca viva, onde ambos se responsabilizam pelo vínculo, reconhecem seus movimentos e investem na construção da relação.

Quando apenas um doa, cuida, compreende, abre mão, conversa e tenta reparar, cria-se um desequilíbrio. E todo sistema em desequilíbrio tende a adoecer.

Então, antes de concluir que “o amor acabou”, talvez valha a pena perguntar:

O amor acabou… ou foi a exaustão de tentar amar por dois?

O problema, muitas vezes, não é o casal.

É a forma como esse casal aprendeu a se relacionar.

E a boa notícia é que a forma de se relacionar pode ser transformada quando ambos estão dispostos a olhar para a própria responsabilidade e restaurar o equilíbrio da relação.

Amar não deveria signif**ar carregar sozinho aquilo que pertence aos dois.

Bruna Stefhany
Psicóloga Clínica
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