29/06/2026
“Eu só queria acordar um dia sem dor.”
Essa frase ficou comigo desde a primeira consulta.
Ela chegou cansada. Não apenas fisicamente, mas emocionalmente. Convivia com cefaleia tensional quase todos os dias, apertava os dentes sem perceber, tinha uma DTM que já havia passado por diferentes tratamentos e, quando finalmente deitava para descansar… o sono também não ajudava.
Quem vive com dor por muito tempo sabe que ela deixa de ser apenas um sintoma. Ela muda a rotina, o humor, a disposição e, muitas vezes, até a forma de enxergar a vida.
Foi aí que construímos, juntos, uma nova estratégia de tratamento.
A cannabis medicinal não foi uma solução mágica. Nem substituiu todo o restante do cuidado. Ela passou a fazer parte de um plano pensado para aquela paciente, para a história dela e para as necessidades dela.
E foi emocionante acompanhar o que veio depois.
As crises diminuíram.
A mandíbula relaxou.
As noites passaram a ser mais tranquilas.
E, aos poucos, ela voltou a fazer planos sem pensar primeiro na dor.
É por isso que eu acredito tanto na individualização do tratamento.
Porque, muitas vezes, o que transforma a vida de uma pessoa não é encontrar “o melhor tratamento”.
É encontrar o tratamento certo para ela.
Obrigado por confiar em mim e por permitir compartilhar um pedacinho da sua história. Tenho muito carinho por você e pela caminhada que construímos até aqui. ❤️
Este relato foi compartilhado com autorização da paciente. Cada caso é único e os resultados variam de acordo com as características e necessidades individuais.