09/06/2026
Quanto preconceito cabe em um pequeno aparelho auditivo?
Tão pequeno aos olhos. Tão gigantesco para a vida.
Um aparelho auditivo pode ser o protagonista de histórias transformadoras:
👶 Da criança que finalmente desenvolve a linguagem, melhora a atenção, aprende com mais facilidade e se conecta com a família e os amigos. A perda auditiva não tratada está associada a pior desempenho acadêmico, dificuldades de linguagem, memória, funções executivas e cognição, comprometendo todo o seu desenvolvimento.
💼 Do adulto que volta a participar de reuniões sem insegurança, recupera sua produtividade e permanece ativo no mercado de trabalho. Pessoas com perda auditiva têm maior probabilidade de desemprego, subemprego e afastamentos laborais, além de apresentarem redução importante da produtividade e da renda ao longo da vida.
👵 Do idoso que volta a ouvir a voz dos netos, participa das conversas, mantém a mente estimulada e preserva sua autonomia.
E a ciência é clara: a perda auditiva é hoje considerada um dos principais fatores de risco modificáveis para demência, sendo responsável por cerca de 7% a 8% dos casos potencialmente preveníveis. Além disso, no estudo ACHIEVE, idosos com maior risco para declínio cognitivo que utilizaram aparelhos auditivos apresentaram 48% menos declínio cognitivo em três anos quando comparados ao grupo controle.
Então f**a a reflexão:
Até que ponto vale a pena alimentar um preconceito contra um aparelho tão discreto, quando ele pode devolver linguagem, trabalho, autonomia, cognição e qualidade de vida?
Porque o que realmente chama atenção não é o aparelho.
É a criança que fala.
É o adulto que produz.
É o idoso que continua contando suas histórias.
Campanha Cuide do seu cérebro através da audição.
Dra Isabelle Braz
Otorrinolaringologista especialista em Ouvido