Karina Silvério - Sexóloga

Karina Silvério - Sexóloga Psicóloga, Sexóloga, Terapeuta de casais

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Quando falo em tesão, não estou falando apenas de sxo.Estou falando da força que faz você querer viver.Da curiosidade. D...
22/07/2026

Quando falo em tesão, não estou falando apenas de sxo.

Estou falando da força que faz você querer viver.

Da curiosidade. Da criatividade. Do prazer de estar presente. Da vontade de construir.

Muitas pessoas chegam ao consultório dizendo que perderam o desejo pelo parceiro.

Mas, às vezes, o que se perdeu primeiro foi o desejo pela própria vida.

E isso inevitavelmente atravessa os relacionamentos.

Ka Silvério

22/07/2026
No consultório, eu raramente encontro casais que perderam apenas a libido.O que eu encontro são casais vivendo um roteir...
21/07/2026

No consultório, eu raramente encontro casais que perderam apenas a libido.
O que eu encontro são casais vivendo um roteiro de relacionamento que quase ninguém escolheu conscientemente, mas que quase todo mundo aprendeu a repetir.
Um roteiro que ensina que um relacionamento saudável é aquele que funciona.
Que pagar as contas, cuidar dos filhos, dividir tarefas e manter a rotina já são provas suficientes de que o casal está bem.

Aos poucos, o casal aprende a administrar a rotina, mas desaprende a construir o relacionamento.
O flerte desaparece.
O desejo deixa de ser cultivado.
Falar sobre sxo continua sendo um tabu.

E, quando ele acontece, muitas vezes já não nasce do desejo.
Nasce da cobrança.
Da culpa.
Do medo de decepcionar.
Ou da esperança de que uma relação sxual consiga diminuir uma distância que foi construída ao longo do tempo.

O problema é que esse roteiro parece normal.
Nós aprendemos que relacionamentos, com o passar dos anos, são assim mesmo.
E deixamos de perceber que aquilo que mantém uma relação funcionando não é, necessariamente, o que a mantém viva.

Talvez muitos dos conflitos que chegam ao consultório não comecem na falta de libido.
Comecem no momento em que paramos de construir o relacionamento com intenção e passamos apenas a reproduzir um roteiro que nunca tivemos coragem de questionar.

Ka Silvério

Ter uma vida erótica não é viver pensando em sxo.É não deixar que a rotina elimine o jogo da sedução.Nós fomos ensinados...
16/07/2026

Ter uma vida erótica não é viver pensando em sxo.
É não deixar que a rotina elimine o jogo da sedução.

Nós fomos ensinados que o erotismo depende de uma ocasião especial.

Uma lingerie.
Um motel.
Uma viagem.
Uma noite perfeita.

E, enquanto esperamos o cenário ideal, passamos o dia inteiro sendo apenas funcionais.

Resolvemos problemas.
Falamos dos filhos.
Pagamos boletos.
Respondemos mensagens.
Administramos a casa.

Mas esquecemos de alimentar aquilo que mantém o desejo vivo.

Eu penso diferente.
Se vou buscar um copo d'água e meu parceiro está por perto, por que não fazer isso de um jeito mais provocador?

Se vou passar por ela no corredor, por que não roubar um beijo mais demorado?

Se vou tomar banho, por que não criar expectativa em vez de apenas cumprir mais uma tarefa?

Não estou falando de transformar tudo em sxo.
Estou falando de não permitir que o erotismo desapareça da relação.

Porque o erotismo não precisa de grandes eventos.
Ele precisa de pequenas provocações.

De olhares.
De um toque inesperado.
De um elogio dito na hora certa.
De um beijo que dure alguns segundos a mais.
De uma mensagem enviada sem motivo.

São esses pequenos convites que lembram ao outro que, antes de serem uma equipe para fazer a vida funcionar, vocês também são amantes.

O erotismo não começa quando as roupas caem.
Ele começa muito antes.
Na forma como vocês continuam despertando desejo um no outro entre um compromisso e outro, entre uma tarefa e outra, entre a vida acontecendo.

Talvez o problema não seja a falta de libido.

Talvez vocês tenham deixado o jogo da sedução morrer no meio da rotina.

O desejo não desaparece de uma vez.
Ele vai embora cada vez que o casal deixa de flertar na vida e passa a se encontrar apenas na cama.

Há um motivo pelo qual tantas pessoas dizem:"Eu nem sei quando isso começou."Nosso cérebro foi feito para perceber grand...
14/07/2026

Há um motivo pelo qual tantas pessoas dizem:
"Eu nem sei quando isso começou."

Nosso cérebro foi feito para perceber grandes mudanças.

Uma discussão intensa, uma traição, um rompimento.
Mas ele tem muito mais dificuldade para perceber aquilo que muda aos poucos.
A conversa que deixa de acontecer.
A curiosidade pelo outro que vai desaparecendo.
O beijo que se torna automático.
A vontade de voltar para casa que já não é a mesma.

Como essas mudanças acontecem de forma gradual, nosso cérebro as transforma em rotina. E tudo aquilo que se torna rotina deixa de chamar nossa atenção.

É por isso que muitos casais só percebem o desgaste quando ele já está profundamente instalado.

Relacionamentos raramente adoecem de um dia para o outro.

Eles adoecem naquilo que aprendemos a chamar de "normal".

09/07/2026

Você não precisa colocar o sxo na agenda.

Mas precisa decidir se ele continuará fazendo parte da sua vida.

Existe uma diferença enorme entre fazer sxo por obrigação e criar espaço para que ele aconteça.

A primeira destrói o desejo.

A segunda cria condições para que ele apareça.

Muitos casais passam anos esperando "dar vontade".

Enquanto isso, a rotina faz exatamente o que ela sempre faz:

Ocupa todos os espaços.

Não foi a falta de amor.

Não foi a idade.

Não foi o tempo de relacionamento.

Foi a ideia de que a vida sxual deveria sobreviver sem intenção, sem investimento e sem prioridade.

Nós criamos rotina para quase tudo o que consideramos importante.

Mas esperamos que o sxo aconteça por acaso.

E talvez esse seja um dos maiores equívocos sobre relacionamentos duradouros.

Pare de esperar que o desejo faça o primeiro movimento.

Crie oportunidades para que ele apareça.

Agora me diga uma coisa:

Você consegue erotizar momentos simples do seu dia a dia?

"Mas sxo não pode virar obrigação."Toda vez que eu digo que o sxo precisa entrar na rotina do casal, alguém responde iss...
08/07/2026

"Mas sxo não pode virar obrigação."

Toda vez que eu digo que o sxo precisa entrar na rotina do casal, alguém responde isso.

E eu concordo.

Sxo nunca deve ser uma obrigação.

O que precisa virar hábito é criar espaço para que ele aconteça.

Existe uma crença muito difundida de que o desejo sempre precisa chegar primeiro.

Mas, em muitos relacionamentos duradouros, acontece exatamente o contrário.

O casal cria tempo.

Cria disponibilidade.

Cria intimidade.

E o desejo aparece.

Esperar que a vontade surja espontaneamente, no meio da correria, do cansaço, das contas, dos filhos e das mil tarefas do dia, é entregar sua vida sxual ao acaso.

Nós não fazemos isso com quase nenhuma outra área importante da vida.

Não esperamos sentir vontade para escovar os dentes.

Nem para trabalhar.

Nem para tomar um remédio.

Nem para cuidar da saúde.

Então por que esperamos que a vida sxual sobreviva apenas da inspiração?

O desejo nem sempre é o convite. Muitas vezes, ele é a consequência.

Pare de esperar que ele faça o primeiro movimento.

Crie oportunidades para que ele apareça.

E antes que alguém pergunte...

Não.

Eu não estou dizendo que você deve fazer sxo todos os dias.

Estou dizendo que você deveria parar de tratar a sua vida sxual como a única área importante da vida que não merece um espaço na rotina.

💬 Quero saber sua opinião.

Você acredita que o desejo vem antes da intimidade ou que, muitas vezes, ele nasce durante o encontro?

Os 44 não chegaram como um sopro suave do tempo.Vieram como um vendaval de renovação.Daqueles que bagunçam a casa por de...
26/06/2026

Os 44 não chegaram como um sopro suave do tempo.
Vieram como um vendaval de renovação.

Daqueles que bagunçam a casa por dentro, arrancam excessos, derrubam certezas frágeis e, depois do caos, deixam espaço para o que finalmente faz sentido.

Muita coisa precisou mudar em mim nos últimos dois anos.
E mudou.

A forma como vivo, amo e sinto hoje carrega uma clareza quase desconcertante para algumas pessoas.
Mas há uma paz imensa em habitar a própria verdade.

Hoje, caminho sendo honesta comigo, com minhas escolhas e com quem cruza meu caminho.
Sem máscaras. Sem excessos. Sem a necessidade de caber.

Aprendi a transformar solidão em solitude.
Silêncio em encontro.
Ausência em presença de mim.

Construí laços de afeto tão bonitos que posso dizer, com tranquilidade, que as pessoas que permanecem hoje não pesam, somam.
São abrigo, troca, verdade, expansão.

Chego aos 44 com a sensação rara de estar vivendo uma fase madura, segura e profundamente próspera.
Não uma prosperidade que se mede apenas em números, mas em paz, consciência, vínculos e pertencimento.

Talvez este seja o melhor capítulo da minha vida.

Ou talvez seja apenas a parte em que finalmente aprendi a viver a história sendo inteira.

Tem uma parte da transformação que quase ninguém fala:A confusão.Porque existe um momento em que você já não é mais quem...
14/06/2026

Tem uma parte da transformação que quase ninguém fala:

A confusão.

Porque existe um momento em que você já não é mais quem era…

mas ainda não sabe exatamente quem está se tornando.

E talvez esse seja um dos lugares mais desconfortáveis da vida.

Você começa a questionar tudo.
O que ainda faz sentido.
O que já não cabe.
O que era desejo e o que era adaptação.
O que era amor e o que era medo.
O que era escolha e o que era apenas costume.

E isso enlouquece um pouco.

Porque mudar não é simplesmente crescer.

Às vezes é viver pequenos lutos silenciosos.
Luto da identidade antiga.
Da previsibilidade.
Das certezas que organizavam sua vida.
Da necessidade de aprovação.
Da versão de você que funcionava, mas talvez já não estivesse viva por inteiro.

Tem dias em que essa travessia parece liberdade.

Tem dias em que parece um colapso interno.

Mas tenho aprendido uma coisa:
nem todo kaos significa que você está se perdendo.

Às vezes, é exatamente o contrário.

Às vezes, o kaos é o som das estruturas antigas quebrando para abrir espaço para alguém mais verdadeiro nascer.

E talvez meu maior exercício agora seja esse:
não voltar para quem eu era
só porque aquela versão me dava a ilusão de segurança.

Tem uma parte da transformação que quase ninguém fala:A confusão.Porque existe um momento em que você já não é mais quem...
14/06/2026

Tem uma parte da transformação que quase ninguém fala:

A confusão.

Porque existe um momento em que você já não é mais quem era…
mas ainda não sabe exatamente quem está se tornando.

E talvez esse seja um dos lugares mais desconfortáveis da vida.

Você começa a questionar tudo.

O que ainda faz sentido.
O que já não cabe.
O que era desejo e o que era adaptação.
O que era amor e o que era medo.
O que era escolha e o que era apenas costume.

E isso enlouquece um pouco.

Porque mudar não é simplesmente crescer.

Às vezes é viver pequenos lutos silenciosos.
Luto da identidade antiga.
Da previsibilidade.
Das certezas que organizavam sua vida.
Da necessidade de aprovação.
Da versão de você que funcionava, mas talvez já não estivesse viva por inteiro.

Tem dias em que essa travessia parece liberdade.
Tem dias em que parece um colapso interno.

Mas tenho aprendido uma coisa:

nem todo kaos significa que você está se perdendo.

Às vezes, é exatamente o contrário.

Às vezes, o kaos é o som das estruturas antigas quebrando para abrir espaço para alguém mais verdadeiro nascer.

E talvez meu maior exercício agora seja esse:

não voltar para quem eu era
só porque aquela versão me dava a ilusão de segurança.

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