26/06/2026
Os 44 não chegaram como um sopro suave do tempo.
Vieram como um vendaval de renovação.
Daqueles que bagunçam a casa por dentro, arrancam excessos, derrubam certezas frágeis e, depois do caos, deixam espaço para o que finalmente faz sentido.
Muita coisa precisou mudar em mim nos últimos dois anos.
E mudou.
A forma como vivo, amo e sinto hoje carrega uma clareza quase desconcertante para algumas pessoas.
Mas há uma paz imensa em habitar a própria verdade.
Hoje, caminho sendo honesta comigo, com minhas escolhas e com quem cruza meu caminho.
Sem máscaras. Sem excessos. Sem a necessidade de caber.
Aprendi a transformar solidão em solitude.
Silêncio em encontro.
Ausência em presença de mim.
Construí laços de afeto tão bonitos que posso dizer, com tranquilidade, que as pessoas que permanecem hoje não pesam, somam.
São abrigo, troca, verdade, expansão.
Chego aos 44 com a sensação rara de estar vivendo uma fase madura, segura e profundamente próspera.
Não uma prosperidade que se mede apenas em números, mas em paz, consciência, vínculos e pertencimento.
Talvez este seja o melhor capítulo da minha vida.
Ou talvez seja apenas a parte em que finalmente aprendi a viver a história sendo inteira.