09/05/2026
Existem datas que são marcadas no tempo e que nos conduzem à reflexão.
Assim é, para mim, o Dia das Mães.
Sempre olho para dentro de mim e reflito:
“Que mãe sou eu? O que preciso mudar?”
E digo a mim mesma que educar é um ato de amor contínuo, e que dizer “sim” e “não” devem ter a mesma leveza quando o objetivo é criar um(a) filho(a) amado(a) por Deus.
Hoje, porém, a minha reflexão foi diferente.
A memória me fez recordar o caminho de vocês ao meu lado.
Vocês me ensinaram a lutar pela vida — sou mãe de dois prematuros — e me fizeram descobrir uma força e uma energia que eu nem sabia possuir.
Vocês me ensinaram a aceitar o tempo, as adversidades e compreender que as mudanças têm o momento certo para acontecer.
Vocês sempre acreditaram em mim, na minha força e no meu amor.
Em todos os momentos, vocês estiveram e continuam ao meu lado, entendendo que eu não sou perfeita, mas que encontro em vocês o meu melhor combustível para seguir em frente: presença verdadeira e amor genuíno.
E como é lindo perceber a presença de Deus e de Maria Santíssima entre nós…
Cada um no seu tempo, no seu ritmo e no seu entendimento.
Temos ainda uma grande riqueza em comum: vocês também amam as “nossas” Irmãs Missionárias, com a pureza e a clareza de quem compreendeu o Amor Maior.
E nunca se esqueçam:
“O meu melhor presente sempre será estarmos unidos na Santa Missa.”
Quando eu não mais me lembrar disso — sim, pretendo viver perto dos 100 anos, embora a memória possa estar mais fraca — levem-me, com todo amor, ao Altar do Senhor.
E mesmo que eu não compreenda tudo, falem baixinho ao meu ouvido:
“É aqui o lugar onde sempre somos felizes e completos.”
Gratidão, meus filhos.
Que Deus e Nossa Mãe Santíssima os cubram de proteção e bênçãos.
Com carinho,
Sua mãe, Andréa