Patricia Luiza Prigol

Patricia Luiza Prigol http://www.patricialuizaprigol.com.br/sobre-mim

Até você tornar consciente, o inconsciente irá d

11/08/2026

Nem sempre o que falta é força para continuar.

Às vezes, o que falta é perceber se a vida que estamos sustentando ainda faz sentido para nós.

Psicoterapia também pode ser esse espaço: menos para “consertar” a vida e mais para reencontrar-se dentro dela.

🌿 Atendimentos psicológicos online.
Informações no link disponível na bio.

10/08/2026

🎬 INDICAÇÃO DE FILME | A ÚLTIMA CASA

Até que ponto a vida que encontramos amanhã é consequência das escolhas que fazemos hoje?

A Última Casa, recém-lançado na Netflix e protagonizado por Wagner Moura, pode ser assistido como um suspense. Mas também pode provocar uma reflexão muito maior sobre responsabilidade, escolhas e consequências.

Vivemos um momento em que o planeta nos confronta com os efeitos da ação humana: mudanças climáticas, eventos ambientais extremos, exploração de recursos e formas de consumo que, durante muito tempo, foram tratadas como se não produzissem consequências.

Mas produzem.

E talvez essa seja uma das reflexões mais importantes do filme: nenhuma escolha acontece isoladamente.

Isso também vale para a nossa vida emocional.

Os vínculos que mantemos, os limites que não colocamos, os comportamentos que repetimos, a maneira como cuidamos de nós mesmos e como nossas escolhas atingem outras pessoas vão, pouco a pouco, construindo a realidade em que viveremos.

Essa é uma dimensão importante do meu trabalho na clínica psicológica: ajudar pessoas a desenvolverem autonomia, consciência e responsabilidade sobre a própria vida.

Responsabilidade não é culpa.

É reconhecer aquilo que não pudemos escolher, mas também identificar aquilo que, hoje, podemos transformar.

Porque amadurecer também significa compreender que nossas escolhas têm consequências — para nós, para quem convive conosco e, em uma dimensão maior, para o mundo do qual fazemos parte.

🎬 A Última Casa — Netflix

Depois de assistir, experimente levar consigo esta pergunta:

Que escolhas de hoje estão construindo a vida que você encontrará amanhã?

Para conhecer mais sobre meu trabalho e acompanhamento psicológico, acesse o link disponível na bio.

Prazer, eu sou Patrícia. 🌿Sou psicóloga clínica há  mais de 25 anos e, ao longo dessa trajetória, fui compreendendo cada...
10/08/2026

Prazer, eu sou Patrícia. 🌿

Sou psicóloga clínica há mais de 25 anos e, ao longo dessa trajetória, fui compreendendo cada vez mais que cuidar da saúde emocional não significa apenas tratar o sofrimento. Significa também ajudar pessoas a construírem uma vida que faça sentido para elas.

Minha prática é orientada por uma Psicologia Integrativa e por uma compreensão ampliada da clínica. Autonomia, individuação, vínculos, relações afetivas e amadurecimento emocional atravessam grande parte do meu trabalho.

Foi desse olhar que também nasceram projetos como o Sinais Antes do Fim e o Círculo de Apoio Guiado: diferentes formas de levar reflexão, prevenção e consciência para além do espaço tradicional da psicoterapia.

Mas existe algo que considero igualmente importante nesta apresentação: eu também procuro viver aquilo que valorizo.

Construir autonomia sem abrir mão do afeto.
Aprender a estar bem na própria companhia sem fechar as portas para os vínculos.
Cultivar relações nas quais seja possível amar sem se abandonar.
E compreender que uma vida plena não precisa obedecer a um único modelo.

Talvez por isso eu goste tanto de uma clínica que não olha apenas para aquilo que precisa ser reparado, mas também para a vida que cada pessoa deseja construir daqui para frente.

Se você chegou recentemente ao meu perfil, seja muito bem-vindo(a). Aqui você encontrará Psicologia, relações, autonomia, consciência e muitas reflexões sobre a experiência de tornar-se cada vez mais quem se é.

E, se sentir que este também pode ser o momento de olhar com mais profundidade para a sua própria história, no link disponível no meu perfil você encontra informações sobre meu trabalho e acompanhamento psicológico.

Hoje, no Dia dos Pais, a saudade vem acompanhada de uma imensa gratidão.Muito da mulher que me tornei nasceu dos estímul...
09/08/2026

Hoje, no Dia dos Pais, a saudade vem acompanhada de uma imensa gratidão.

Muito da mulher que me tornei nasceu dos estímulos do meu pai. Foi ele quem me ensinou a buscar autonomia, a enfrentar a vida e, ao mesmo tempo, a não esquecer de vivê-la.

Muitas dessas lições aconteceram no mar, que ele tanto amava.

No mar agitado do Sul, ele me ensinou a enfrentar as ondas, a ser resiliente e até a me divertir diante delas. Mas também me ensinou a boiar, a flutuar e a aproveitar a calmaria quando ela chegava.

Talvez ele estivesse me ensinando sobre a vida sem que eu soubesse.

Nos momentos mais difíceis da minha história, meu pai foi esse mar calmo: acolhimento, proteção e amor. Nunca julgamento.

Tive a oportunidade de cuidar dele na velhice e retribuir, com amor, um pouco de tudo o que recebi.

Hoje moro diante de outro mar. Um mar quentinho, acolhedor e tranquilo.

E cada vez que entro nele, de algum modo, levo meu pai comigo.

Pai, onde quer que você esteja, quero que saiba: eu entendi suas lições.

A mulher que sou também carrega muito de você.

E se hoje sei enfrentar as ondas sem esquecer de reconhecer a calmaria, é porque um dia você segurou minha mão e me ensinou.

Minha saudade é imensa.

Mas minha gratidão é ainda maior. 🤍🌊

Feliz Dia dos Pais, pai.

E Feliz Dia dos Pais para todos que assumiram verdadeiramente o seu papel com responsabilidade, amor e entrega genuina.

08/08/2026

Há quem ainda estranhe quando alguém chama seu cachorro ou seu gato de "filho".

Mas talvez a pergunta não seja por que fazemos isso.

Talvez a pergunta seja: por que ainda nos incomoda reconhecer que o amor também pode atravessar espécies?

Durante muito tempo, os animais eram vistos apenas como guardiões da casa ou instrumentos de trabalho. Viviam presos em canis, expostos ao frio, ao calor e à solidão, como se sua existência tivesse valor apenas pela função que exerciam.

Felizmente, muita coisa mudou.

Hoje compreendemos que cães e gatos sentem medo, alegria, segurança, saudade, estresse e afeto. Criam vínculos profundos, reconhecem nossas emoções e participam da nossa história de vida.

Por isso, eles deixaram de ocupar apenas o quintal e passaram a ocupar um lugar muito mais importante: o coração da família.

E quando um membro da família adoece, nós cuidamos.

Levamos ao veterinário, fazemos exames, investimos em prevenção, buscamos conforto e qualidade de vida. Não porque sejam humanos, mas porque são vidas que importam.

A ciência acompanha essa transformação. Pesquisas recentes mostram que a maioria dos tutores considera seus animais membros da família e que esse vínculo promove benefícios importantes para a saúde emocional e para o bem-estar de todos os envolvidos.

No fim das contas, chamar um pet de filho não diminui o significado da palavra "família".

Talvez apenas revele que aprendemos a ampliar o significado da palavra "amor". 🐾💚




08/08/2026

“Eu sou quem precisa de você para continuar viva. Não se esquece de mim, tá?”

Talvez essa seja a frase mais importante deste vídeo.

Na Psicanálise contemporânea, crescer não significa abandonar a criança que fomos. Significa poder integrar à vida adulta aquilo que nasceu muito cedo em nós: nossa sensibilidade, nossos desejos, nossa espontaneidade, nossa capacidade de sonhar — mas também as marcas das experiências que nos ensinaram a nos proteger.

Ao longo da vida, muitas pessoas aprendem que sentir demais incomoda.

Então endurecem.

Aprendem que demonstrar vulnerabilidade pode ser perigoso.

Então escondem.

Aprendem que, para serem aceitas, precisam se adaptar tanto ao ambiente que, pouco a pouco, começam a se afastar de si mesmas.

Donald Winnicott nos oferece uma contribuição preciosa para pensar sobre isso ao falar do verdadeiro self: aquela dimensão mais espontânea e viva de nós, que precisa encontrar condições suficientemente seguras para continuar existindo.

Talvez por isso a pergunta da menina seja tão profunda:

“A gente vive do que sonhava?”

A vida adulta nem sempre será aquilo que imaginávamos quando crianças. Alguns sonhos mudam, outros se desfazem e novos aparecem.

Mas existe uma pergunta ainda mais importante:

quanto daquela pessoa que você foi precisou desaparecer para que você conseguisse sobreviver, pertencer ou ser aceita?

Amadurecer emocionalmente não é voltar a ser criança.

É poder olhar para a própria história e recuperar aquilo que precisou ser silenciado sem abandonar os recursos que construímos como adultos.

Talvez cuidar de si também seja isso:

tornar-se o adulto capaz de proteger aquilo que ainda existe de vivo, sensível, criativo e verdadeiro dentro de nós.

Porque há uma diferença enorme entre crescer e desaparecer de si mesma para caber no mundo.

E talvez a pergunta final deste vídeo seja a que precisamos continuar fazendo ao longo da vida:

“Você ainda está tentando, né?”

Que a resposta possa ser:
Sim. Mas desta vez, sem me abandonar no caminho.

Fonte: video produzido pelo perfil Amor e Cura | Jô Penkal

07/08/2026

🎬 O BAILE DAS LOUCAS — Quando desacreditar uma mulher também é uma forma de silenciá-la

Paris, 1885.

Em O Baile das Loucas, mulheres consideradas inadequadas, inconvenientes ou simplesmente diferentes daquilo que a sociedade esperava delas eram internadas e, muitas vezes, classificadas sob o rótulo da “histeria”.

O filme nos deixa uma pergunta que atravessa o tempo:

Quem tinha o poder de definir o que era normal para uma mulher?

Mais de um século depois, avançamos muito. Mas alguns ecos permanecem:

“Ela é louca.”
“Ela exagera.”
“Ela é muito emocional.”
“Ela provocou.”

A desqualificação ainda pode aparecer quando uma mulher estabelece limites, denuncia uma violência ou tenta recuperar sua autonomia.

E é aqui que O Baile das Loucas encontra o Projeto Sinais Antes do Fim.

O feminicídio não começa necessariamente no momento do assassinato. Antes da violência extrema, podem existir controle, posse, humilhação, isolamento, perseguição e ameaças.

Nem toda relação abusiva terminará em feminicídio. Mas muitos feminicídios possuem uma história anterior.

É sobre essa história que precisamos falar.

Sobre os sinais que foram naturalizados.
Sobre aquilo que foi confundido com amor.
E sobre as mulheres que foram desacreditadas quando tentaram dizer: alguma coisa está errada.

🎬 O Baile das Loucas (Le Bal des Folles, 2021), dirigido por Mélanie Laurent e baseado no romance de Victoria Mas.

🌿 Projeto Sinais Antes do Fim

Antes do fim, volte o olhar para dentro.

03/08/2026

Existe um tipo de cansaço que não nasce da falta de competência.

Nasce do excesso de papéis.

Ser uma boa profissional.
Ser uma boa mãe.
Ser uma boa companheira.
Ser uma boa filha.
Ser forte.
Ser produtiva.
Estar disponível.
Dar conta de tudo.

O problema é que, quando vivemos tempo demais sustentando personagens, chega um momento em que já não sabemos mais onde termina o papel e onde começa quem realmente somos.

É justamente essa reflexão que o filme brasileiro (Des)controle, estrelado por Carolina Dieckmann, nos convida a fazer.

Embora trate do alcoolismo feminino, o filme vai muito além da dependência. Ele fala sobre o peso invisível de uma mulher que tenta equilibrar todas as demandas da vida enquanto vai se distanciando de si mesma.

Na Psicologia, muitas vezes olhamos para o sintoma não apenas como um problema a ser eliminado, mas como uma linguagem. Uma forma encontrada pelo sofrimento para dizer aquilo que, durante muito tempo, não encontrou espaço para ser vivido ou comunicado.

Talvez a pergunta mais importante não seja: "Por que ela perdeu o controle?"

Mas sim: "Há quanto tempo ela acreditava que não tinha o direito de deixar de ser forte?"

Esse filme conversa profundamente com o vídeo de ontem sobre atuação.

Porque atuar não acontece apenas dentro dos relacionamentos.

Às vezes, a própria vida inteira se transforma em uma grande representação.

E ninguém consegue representar um personagem o tempo todo sem pagar um preço por isso.

🎬 Indicação: (Des)controle (2026), com Carolina Dieckmann.

📺 No Brasil, o filme está disponível no Telecine (Amazon Prime Video Channels).

Se assistir, depois volte aqui e me conte: em que momento você percebeu que a personagem deixou de viver para apenas sobreviver?

Endereço

João Pessoa, PB
5801

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