23/09/2026
Mulher não deveria ter medo da própria potência.
Muito menos precisar se diminuir para caber.
Mas isso acontece.
Às vezes, a vida vai ocupando todos os espaços. As tarefas se acumulam, os cuidados ficam sempre para depois, o olhar se volta para todos, menos para si.
E voltar para si nem sempre é confortável.
Então, ela começa um retorno ao lar INTERNO, esse lugar que vai trazer desconfortos, pois é preciso remover as crostas, as máscaras e os medos para poder viver a vida que se deseja,
E questionar ideias que carregamos há tantos anos, que muitas delas sequer nasceram em nós. Foram repetidas, ensinadas, esperadas.
Por isso, para mim, esse caminho nunca foi apenas sobre se empoderar ou encontrar uma nova versão de si.
É mais profundo.
É atravessar a própria história para voltar a ocupar o próprio lugar.
Eu conheço essa estrada. Não apenas porque acompanho mulheres há anos, mas porque também precisei atravessá-la.
E posso dizer: essa travessia liberta.
Mas liberdade também precisa de sustentação.
Porque depois que você começa a se escutar, as distrações continuam existindo, a vida continua chamando, as antigas versões de você continuam tentando voltar para o comando.
Por isso, talvez o verdadeiro desafio não seja apenas voltar para si.
É permanecer. Permanecer em si quando a vida pedir novamente que você se abandone.
É esse caminho que eu percorro com as mulheres que chegam até mim: não para criar uma nova mulher, mas para ajudá-la a voltar a ocupar o lugar de quem ela é.
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📷 Foto by incrível CLAUDIA BAARTSCH | FOTÓGRAFA
Um parênteses (Texto escrito sem IA minha gente, não tenho nada contra , mas escrever é sem dúvida uma expressão genuína de SER.)