Flávia Solano

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Flávia Solano Médica Gastroenterologista em Joinville. Focada no tratamento da saúde intestinal, doenças autoimune

Constipação é mais do que frequência. E foi justamente essa reflexão que conduziu nossos conteúdos ao longo desta semana...
16/10/2026

Constipação é mais do que frequência. E foi justamente essa reflexão que conduziu nossos conteúdos ao longo desta semana.

Falamos sobre motilidade intestinal, trânsito lento, estase, recorrência dos sintomas e sobre algo que merece atenção: nem sempre aumentar as fibras é suficiente para resolver o problema.

Porque o intestino não precisa apenas evacuar. Ele precisa funcionar adequadamente.

É possível ir ao banheiro todos os dias e, ainda assim, apresentar constipação. Fazer força, eliminar fezes endurecidas, sentir desconforto ou ter a sensação de esvaziamento incompleto são pistas importantes.

E existe um ponto fundamental: pacientes com sintomas semelhantes podem apresentar alterações diferentes e, por isso, precisar de tratamentos distintos.
Na gastroenterologia, não basta perguntar quantas vezes o paciente evacua. Precisamos compreender como acontece a evacuação, como está o trânsito intestinal e quais fatores podem estar perpetuando os sintomas.

Mais do que buscar soluções pontuais, precisamos entender os mecanismos envolvidos.
Porque tratar a constipação não é apenas fazer o intestino funcionar mais vezes. É buscar um funcionamento intestinal melhor.
No intestino, cada sintoma é uma pista. A resposta está em conectar as peças.

E você, já percebeu que, mesmo evacuando todos os dias, seu intestino nem sempre parece funcionar bem?
Me conta nos comentários: qual sintoma mais incomoda você?

Dra. Flávia Solano
Médica Gastroenterologista
CRM-SC 13331 | RQE 8986

O paciente tratou o SIBO, melhorou… mas, algum tempo depois, os sintomas voltaram.Por que isso acontece?Nem sempre a res...
15/10/2026

O paciente tratou o SIBO, melhorou… mas, algum tempo depois, os sintomas voltaram.

Por que isso acontece?

Nem sempre a resposta está apenas nas bactérias, na alimentação ou na necessidade de repetir o tratamento.

Existe um componente que merece atenção especial: a motilidade intestinal.

O Complexo Motor Migratório (MMC) é um padrão de contrações que ocorre durante o jejum e ajuda a remover resíduos, secreções e microrganismos do intestino delgado.

Quando esse mecanismo está comprometido, pode ocorrer estase intestinal, favorecendo a permanência do conteúdo no intestino e criando condições que contribuem para o supercrescimento bacteriano.

E aqui está um ponto importante: podemos tratar o supercrescimento, mas, se os fatores que favoreceram seu aparecimento permanecerem, o risco de recorrência também pode continuar.

Por isso, diante de sintomas persistentes ou recorrentes, meu raciocínio clínico não se limita a perguntar qual tratamento utilizar novamente.

É preciso investigar a motilidade, a constipação, os fatores predisponentes e os mecanismos que podem estar sustentando o quadro.

Isso não significa que toda recorrência seja causada por alterações do MMC, mas que a motilidade precisa fazer parte da avaliação quando existe essa suspeita.

Porque tratar o episódio é importante. Mas compreender por que ele se repete pode mudar toda a condução.

No intestino, cada sintoma é uma pista. A resposta está em conectar as peças.

Dra. Flávia Solano
Médica Gastroenterologista
CRM-SC 13331 | RQE 8986

15/10/2026

No último post, trouxe uma questão importante: evacuar todos os dias não significa, necessariamente, que o intestino esteja funcionando bem.

Mas o que acontece quando levamos esse raciocínio para a prática clínica?

Hoje, compartilho um caso que nos ajuda a compreender por que olhar apenas para a frequência das evacuações pode deixar informações importantes de fora.

Esforço evacuatório, sensação de esvaziamento incompleto, consistência das fezes, distensão abdominal e sintomas associados são peças que precisamos conectar.

Em alguns pacientes, encontramos alterações do trânsito intestinal. Em outros, dificuldades na coordenação dos músculos envolvidos na evacuação. E nem sempre todos os sintomas têm a mesma origem.

É justamente nesse ponto que a investigação individualizada faz diferença.

Na minha prática, especialmente com pacientes que convivem há anos com sintomas persistentes e diferentes tentativas de tratamento, compreender o mecanismo por trás das queixas é fundamental para direcionar a conduta.

Porque tratar não é apenas buscar o alívio imediato. É entender o que está acontecendo e por quê.

E esse caso clínico é um convite para olhar além do sintoma.

No intestino, cada sintoma é uma pista. A resposta está em conectar as peças.

Dra. Flávia Solano
Médica Gastroenterologista
CRM-SC 13331 | RQE 8986

Você evacua todos os dias e acredita que, por isso, seu intestino funciona bem?Nem sempre.Há pacientes que vão ao banhei...
13/10/2026

Você evacua todos os dias e acredita que, por isso, seu intestino funciona bem?

Nem sempre.

Há pacientes que vão ao banheiro diariamente, mas precisam fazer muito esforço, apresentam fezes endurecidas ou terminam com a sensação de que não conseguiram esvaziar completamente o intestino.

E muitos ainda convivem com distensão abdominal, gases e desconforto persistente.

Esses sinais merecem atenção.

Na avaliação gastroenterológica, precisamos compreender como acontece a evacuação, a consistência das fezes, a sensação de esvaziamento e os sintomas associados.

Em alguns pacientes, o problema está relacionado ao trânsito intestinal. Em outros, à dificuldade de coordenação dos músculos envolvidos na evacuação.

São mecanismos diferentes, que podem exigir investigações e tratamentos distintos.

Na minha prática clínica, especialmente diante de casos persistentes ou de pacientes que já tentaram diferentes tratamentos, entender esses detalhes pode mudar completamente a condução.

Porque não basta aliviar o sintoma. É preciso investigar o que está por trás dele.

Amanhã, vou compartilhar um caso clínico que nos ajudará a aprofundar esse raciocínio.

No intestino, cada sintoma é uma pista. A resposta está em conectar as peças.

Dra. Flávia Solano
Médica Gastroenterologista
CRM-SC 13331 | RQE 8986

12/10/2026

Constipação nem sempre é falta de fibra.

Na prática clínica, recebo pacientes que já aumentaram o consumo de fibras, bebem bastante água, cuidam da alimentação e, ainda assim, continuam enfrentando dificuldades para evacuar.

E trago esse caso clínico justamente para mostrar que, por trás de um sintoma aparentemente simples, podem existir mecanismos muito diferentes.

Alterações da motilidade intestinal, dificuldades na evacuação e até o excesso de produção de metano, como ocorre no IMO, são algumas das possibilidades que precisamos considerar.

E aqui está um ponto importante: nem sempre aumentar as fibras é a solução. Em determinados pacientes, essa estratégia pode até intensificar a distensão abdominal e os gases.

Por isso, mais importante do que fazer o intestino funcionar é compreender por que ele não está funcionando como deveria.

Neste reels, compartilho um exemplo da prática clínica que reforça algo em que acredito muito: precisamos investigar os mecanismos por trás dos sintomas, e não apenas tentar silenciá-los.

Porque, no intestino, cada sintoma é uma pista. A resposta está em conectar as peças.

Dra. Flávia Solano
Médica Gastroenterologista
CRM-SC 13331 | RQE 8986

Quatro tratamentos para SIBO/IMO. Quatro recaídas.E, ainda assim, havia uma pergunta que não tinha sido respondida:por q...
09/10/2026

Quatro tratamentos para SIBO/IMO. Quatro recaídas.

E, ainda assim, havia uma pergunta que não tinha sido respondida:

por que esse quadro continuava voltando?

Nesse caso, a investigação começou a mudar de direção quando deixamos de olhar apenas para o teste respiratório e ampliamos o raciocínio.

Havia uma história pós-infecciosa, Giardia lamblia identificada nas fezes, Helicobacter pylori e IMO persistente.

Ou seja: não era simplesmente um “SIBO resistente”.

Quando o paciente melhora durante o tratamento e recai pouco tempo depois, repetir a mesma estratégia pode não ser suficiente.

É preciso procurar o que está mantendo aquele ambiente favorável ao supercrescimento: infecções, parasitas, motilidade, alterações da mucosa, entre outros fatores que precisam ser avaliados dentro do contexto clínico.

SIBO recorrente é uma pista.

Não é o fim do raciocínio.

Às vezes, a pergunta mais importante não é:
“qual medicamento ainda falta?”

Mas sim:
“o que ainda não foi investigado?”

Nesse caso, a investigação das fezes revelou uma peça fundamental que estava faltando desde o início.

Dra. Flávia Solano
Médica Gastroenterologista
CRM-SC 13331 | RQE 8986

08/10/2026

Na investigação de SIBO e IMO o teste respiratório não deve ser lido apenas como “positivo” ou “negativo”.

O resultado é uma parte do raciocínio clínico.
É preciso observar qual gás se elevou, em que momento isso aconteceu, como foi a curva ao longo do exame, se houve produção de hidrogênio, metano ou ambos e, principalmente, como esses achados conversam com os sintomas e com a história daquele paciente.

Um número isolado pode chamar atenção. Mas ele não conta a história inteira.
E o contrário também é verdadeiro: um resultado que parece simples no laudo pode exigir uma interpretação muito mais cuidadosa quando confrontado com constipação, diarreia, distensão, gases, motilidade intestinal, tratamentos prévios e até a forma como o exame foi preparado e realizado.

É necessário entender o que aquele resultado significa para aquele paciente — e se ele realmente explica o quadro clínico.

Exame não substitui raciocínio clínico.
Ele deve fazer parte dele.

Dra. Flávia Solano
Médica Gastroenterologista
CRM-SC 13331 | RQE 8986

Inchaço não é diagnóstico.E, quando ele persiste, o caminho nem sempre é retirar mais um alimento da rotina.O horário em...
06/10/2026

Inchaço não é diagnóstico.

E, quando ele persiste, o caminho nem sempre é retirar mais um alimento da rotina.

O horário em que aparece, a relação com as refeições, o funcionamento do intestino, a presença de gases, dor, refluxo, saciedade precoce e até a resposta às tentativas anteriores ajudam a montar um quadro muito mais completo.

Por isso, antes de concluir que “é a comida” ou que “é SIBO”, é importante entender o padrão do sintoma.

Às vezes, o problema não está em comer demais.
Nem em um alimento específico.
Nem em uma única alteração.

O raciocínio clínico começa quando conseguimos conectar as pistas.

Se você vive restringindo alimentos e, ainda assim, continua inchando, talvez seja hora de ampliar a investigação.

No intestino, cada sintoma é uma pista. A resposta está em conectar as peças.

Dra. Flávia Solano
Médica Gastroenterologista
CRM-SC 13331 | RQE 8986

05/10/2026

Nem todo paciente que termina o dia com o abdômen distendido tem SIBO.

A distensão abdominal pode aparecer por diferentes motivos: alterações da motilidade, constipação, fermentação, hipersensibilidade visceral, padrão alimentar e outras condições que precisam ser avaliadas dentro do contexto de cada paciente.

O SIBO é uma possibilidade.
Mas partir diretamente para esse diagnóstico — ou repetir tratamentos porque “parece SIBO” — pode fazer com que a verdadeira causa continue sem resposta.

Na consulta, não basta perguntar se existe inchaço.
Importa entender quando ele aparece, o que o acompanha, como está o funcionamento intestinal, quais tratamentos já foram feitos e, principalmente, qual mecanismo pode estar por trás daquele sintoma.

Porque tratar bem começa antes do diagnóstico: começa fazendo as perguntas certas.

Dra. Flávia Solano
Gastroenterologista
CRM-SC 13331 | RQE 8986

01/10/2026

Três pacientes chegam ao consultório com a mesma queixa:

“Doutora, minha barriga estufa muito.”

Mas distensão abdominal não é um diagnóstico. E pacientes que parecem ter o mesmo problema podem apresentar mecanismos completamente diferentes.

Um pode ter SIBO, com predomínio de produção de hidrogênio e sintomas como distensão, gases e alteração do hábito intestinal.

Outro pode apresentar IMO, associado ao excesso de metanogênicos — e, muitas vezes, uma combinação de distensão importante e constipação.

E existe ainda o ISO, relacionado à produção aumentada de sulfeto de hidrogênio, que pode aparecer com distensão, dor abdominal, diarreia e urgência intestinal.

A barriga estufada pode ser parecida.
O mecanismo por trás dela, não.

É por isso que tratar apenas a distensão — ou repetir a mesma estratégia para todo paciente — pode não resolver o problema.

Na gastroenterologia, o raciocínio começa entendendo quem é aquele paciente, como funciona seu trânsito intestinal, quais sintomas acompanham a distensão e o que os exames realmente mostram.

Porque SIBO, IMO e ISO não são apenas nomes diferentes para o mesmo quadro.

São pistas diferentes para entender o que está acontecendo naquele intestino.

Dra. Flávia Solano
Médica Gastroenterologista
CRM-SC 13331 | RQE 8986

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