31/12/2025
Que o ano que se encerra possa ser lido como um texto já escrito, mas nunca fechado.
Na psicanálise, sabemos que o sujeito se constrói na relação com o outro e com sua própria história; na neurociência, aprendemos que o cérebro permanece plástico, capaz de novas conexões, novos caminhos, novas narrativas.
Encerrar um ciclo não é apagar marcas, mas dar novos sentidos a elas.
Aquilo que foi vivido — com dor, alegria, silêncio ou excesso — deixa rastros psíquicos e neurais que também podem se transformar em aprendizado, elaboração e crescimento.
Que o próximo ano nos encontre mais atentos aos afetos, mais disponíveis ao encontro e mais gentis com o tempo de cada processo.
Porque mudar não é romper com quem fomos, mas integrar o que fomos ao que ainda podemos nos tornar.
Um novo ano se inaugura: que haja espaço para o desejo, para o cuidado e para novas possibilidades de existir.
Gislaine Vieira
Neuropsicóloga 🧠