Dra. Nayara dos Santos Reimer

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Uma nova opção de tratamento para a doença de Parkinson foi aprovada nos Estados Unidos — e o que mais chama atenção no ...
01/10/2026

Uma nova opção de tratamento para a doença de Parkinson foi aprovada nos Estados Unidos — e o que mais chama atenção no tavapadon é a proposta de prolongar o tempo em que o paciente permanece com boa mobilidade ao longo do dia.

Na prática, isso significa mais tempo em estado ON, com menos rigidez, lentidão e dificuldade para se movimentar, e menos períodos OFF, quando os sintomas voltam a aparecer com mais intensidade.

Nos estudos, pacientes que já utilizavam levodopa tiveram aumento do tempo diário de boa mobilidade e redução do tempo com sintomas.

Pode parecer pouco quando falamos em horas, mas, para quem convive com Parkinson, esse tempo pode representar mais autonomia para se vestir, caminhar, sair de casa ou realizar atividades do dia a dia.

O tavapadon também traz uma novidade no mecanismo de ação, atuando seletivamente nos receptores de dopamina D1 e D5.

Mas é importante colocar essa aprovação no contexto certo: ele não cura o Parkinson, não interrompe a progressão da doença e ainda precisamos de acompanhamento a longo prazo para entender melhor suas vantagens em relação aos tratamentos que já utilizamos.

Por enquanto, é uma novidade promissora e mais uma possibilidade que passa a fazer parte da discussão sobre o tratamento do Parkinson.

No Brasil, ainda não há previsão de registro pela Anvisa.

Dra. Nayara Reimer
Médica Neurologista
CRM-SC 20012 | RQE 15820

28/09/2026

Pela primeira vez, temos medicamentos capazes de atuar diretamente sobre uma das proteínas envolvidas na doença de Alzheimer: a beta-amiloide.
Essas novas terapias buscam remover os depósitos dessa proteína no cérebro e, com isso, retardar a progressão da doença em pacientes que estão nas fases iniciais.

Ainda não estamos falando de cura, e nem todos os pacientes são candidatos a esses tratamentos. Mas estamos diante de um avanço importante, que também reforça a necessidade do diagnóstico precoce.
Neste vídeo, explico como essas medicações funcionam, quais são suas indicações e o que podemos esperar delas.
A ciência está avançando. E a forma como tratamos o Alzheimer também.

Dra. Nayara dos Santos Reimer
Médica Neurologista
CRM-SC 20012 | RQE 15820

23/09/2026

Quando os primeiros esquecimentos começam a chamar atenção, a Doença de Alzheimer pode já estar se desenvolvendo há muitos anos.

Isso acontece porque as alterações biológicas relacionadas à doença podem começar silenciosamente, antes que os sintomas sejam percebidos pela pessoa ou pela família.

Por isso, hoje falamos cada vez mais sobre olhar para a saúde cerebral ao longo da vida — e não somente quando a memória começa a falhar.

Sono, atividade física, saúde cardiovascular, controle de fatores de risco e acompanhamento médico fazem parte desse cuidado.

E também é importante lembrar: esquecer algumas coisas não significa ter Alzheimer. Memória pode ser afetada por estresse, ansiedade, depressão, alterações do sono, medicamentos e diversas outras condições.

O mais importante é perceber mudanças persistentes, principalmente quando começam a interferir na rotina.

Quanto antes entendemos o que está acontecendo, mais possibilidades temos de cuidar.

Dra. Nayara dos Santos Reimer
Médica Neurologista
CRM-SC 20012 | RQE 15820

Hoje, 21 de setembro, Dia Mundial da Doença de Alzheimer, este tema ganha um significado ainda mais especial por aqui.Ne...
21/09/2026

Hoje, 21 de setembro, Dia Mundial da Doença de Alzheimer, este tema ganha um significado ainda mais especial por aqui.

Neste momento, estou na Clínica Neurológica conversando com familiares e cuidadores justamente sobre o que este carrossel traz: como compreender melhor a doença, reconhecer as necessidades de cada fase e tornar o cuidado diário mais seguro, mais organizado e mais possível.

A Doença de Alzheimer não impacta apenas quem recebe o diagnóstico. Ela modifica rotinas, relações e exige adaptações de toda a família. E, nesse caminho, informação de qualidade faz diferença.

Na palestra de hoje, estamos falando sobre comunicação, autonomia, segurança, mudanças de comportamento, cuidados práticos e também sobre um ponto fundamental: quem cuida também precisa ser cuidado.

Por isso, quis trazer parte desse conteúdo também para cá.

Que este Dia Mundial do Alzheimer seja, acima de tudo, uma oportunidade para ampliar conhecimento, reduzir inseguranças e oferecer mais suporte às famílias que convivem diariamente com a doença.

Salve este carrossel para consultar quando precisar e compartilhe com alguém que também possa se beneficiar dessas orientações.

Dra. Nayara dos Santos Reimer
Médica Neurologista
CRM-SC 20012 | RQE 15820

Os exames de sangue para biomarcadores do Alzheimer já são uma realidade no Brasil e representam um avanço importante na...
18/09/2026

Os exames de sangue para biomarcadores do Alzheimer já são uma realidade no Brasil e representam um avanço importante na investigação da doença.

Mas é fundamental entender o papel deles: o exame não fecha o diagnóstico sozinho e também não deve ser usado como rastreamento indiscriminado em pessoas sem sintomas.

A indicação depende da história clínica, da idade, das alterações de memória ou de outras funções cognitivas e da avaliação neurológica. Quando bem indicado, ele pode complementar a investigação e trazer informações importantes sobre alterações biológicas associadas à doença de Alzheimer.

Mais importante do que esperar por um exame é perceber o que está mudando.

Esquecimentos persistentes, dificuldade para realizar tarefas que antes eram habituais, mudanças no raciocínio, comportamento ou autonomia merecem atenção.

A tecnologia avança — e isso é uma excelente notícia. Mas continua sendo o conjunto entre sintomas, história clínica, avaliação cognitiva e exames que direciona cada caso.

Informação também é uma forma de cuidado.

Dra. Nayara dos Santos Reimer
Neurologista
CRM-SC 20012 | RQE 15820

Entrei na trend dos anos 80… mas, por aqui, ela virou uma viagem pela história da Neurologia e a doença de Alzheimer. 🧠✨...
08/09/2026

Entrei na trend dos anos 80… mas, por aqui, ela virou uma viagem pela história da Neurologia e a doença de Alzheimer. 🧠✨Porque olhar para aquela década é perceber o quanto a ciência avançou.

Dos primeiros grandes passos para compreender proteínas como beta-amiloide e tau, chegamos a biomarcadores, exames cada vez mais precisos e novas possibilidades de tratamento para a doença de Alzheimer.

E talvez essa seja a parte mais interessante de olhar para trás: entender o quanto já caminhamos nos faz enxergar o que ainda pode estar logo à frente.

Hoje temos respostas que, nos anos 80, pareciam pertencer ao futuro. E seguimos pesquisando, descobrindo e avançando.
Se evoluímos tanto em pouco mais de 40 anos, imagine os próximos.

O futuro da Neurologia não está tão distante assim.
Ele já começou.

É hoje. É agora. 💗🧠

Dra. Nayara dos Santos Reimer
Médica Neurologista
CRM-SC 20012 | RQE 15820

03/09/2026

A agressividade pode aparecer em alguns pacientes com Doença de Alzheimer e costuma ser um dos sintomas mais difíceis para a família conduzir.

Mas é importante entender: nem sempre esse comportamento acontece “sem motivo”.

Dor, infecções, alterações do sono, constipação, efeitos de medicamentos, excesso de estímulos, medo, frustração ou até a dificuldade de compreender o que está acontecendo ao redor podem desencadear mudanças importantes de comportamento.

Nesses momentos, confrontar, discutir ou tentar convencer o paciente geralmente não ajuda.

O primeiro passo é garantir segurança, reduzir os estímulos, falar com calma e tentar identificar o que pode estar por trás daquela reação. E, principalmente quando a agressividade surge de forma repentina ou se intensifica, é importante buscar avaliação médica.

Neste vídeo, explico como podemos olhar para esses episódios e conduzi-los de maneira mais adequada.

Dra Nayara dos Santos Reimer
Médica Neurologista
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Quando falamos em medicação para TDAH, uma das perguntas mais comuns no consultório é: “Qual a melhor?”.  Mas talvez ess...
27/08/2026

Quando falamos em medicação para TDAH, uma das perguntas mais comuns no consultório é: “Qual a melhor?”. Mas talvez essa não deveria ser a “melhor” pergunta.

Ritalina, Ritalina LA, Concerta, Venvanse, Lyberdia, Lyberdia Gotas e Atentah podem ser utilizados no tratamento do TDAH, mas não funcionam todos da mesma maneira — e entender essas diferenças ajuda a compreender por que a escolha precisa ser individualizada.

Precisamos considerar rotina, idade, horários de maior demanda cognitiva, sono, apetite, condições associadas, resposta ao tratamento e tolerabilidade.

Ou seja, não existe a “melhor”, mas a que irá atender as necessidades deste paciente.

Neste carrossel, organizei as principais diferenças para você entender melhor como cada uma funciona. Arraste para ler ➡️

Dra Nayara dos Santos Reimer
Médica Neurologista
CRM-SC 20012 | RQE 15820

Ritalina

*Conteúdo informativo. Medicamentos para TDAH exigem prescrição, acompanhamento e ajuste individualizado.

18/08/2026

A demência não acontece de uma hora para outra. Ela costuma evoluir de forma progressiva — e entender essas fases ajuda a família a reconhecer mudanças, ajustar os cuidados e se preparar melhor para cada momento.

De forma didática, podemos dividir essa evolução em três fases: leve, moderada e avançada. Em cada uma delas, memória, comportamento, autonomia e necessidade de apoio podem se apresentar de maneiras diferentes.

Mas é importante lembrar: nem todas as pessoas evoluem da mesma forma ou no mesmo ritmo. O tipo de demência, outras condições de saúde e as características individuais também influenciam muito esse processo.

No vídeo, explico o que costuma acontecer em cada fase e quais sinais merecem atenção.

Informação também é uma forma de cuidado — especialmente para quem acompanha alguém com demência de perto.

Dra Nayara dos Santos Reimer
Médica Neurologista
CRM-SC 20012 | RQE 15820

O Alzheimer não começa no momento em que a memória falha.Quando os primeiros sintomas aparecem, o cérebro pode já estar ...
12/08/2026

O Alzheimer não começa no momento em que a memória falha.

Quando os primeiros sintomas aparecem, o cérebro pode já estar passando por mudanças há muitos anos. E é justamente por isso que a meia-idade tem ganhado tanta importância quando falamos em saúde cerebral.

Nas mulheres, esse período merece uma atenção ainda mais cuidadosa. A transição para a menopausa pode trazer alterações no sono, no humor, na concentração e no metabolismo cerebral — mas isso não significa que menopausa seja sinônimo de Alzheimer, nem que toda sensação de “brain fog” represente uma demência.

O que precisamos é saber diferenciar, observar a evolução dos sintomas e entender quando uma investigação neurológica se faz necessária.

Da mesma forma, a terapia hormonal não deve ser vista como estratégia isolada de prevenção do Alzheimer. Sua indicação precisa ser individualizada, considerando sintomas, idade, histórico clínico e riscos de cada mulher.

Para mim, falar em prevenção é muito mais do que falar em uma doença futura. É olhar para a saúde cerebral de hoje: sono, atividade física, saúde cardiovascular, estímulo cognitivo, vínculos sociais e controle dos fatores de risco que podemos modificar.

A meia-idade pode ser uma janela importante de cuidado. E saúde cerebral se constrói ao longo da vida.

Dra Nayara dos Santos Reimer
Médica Neurologista
CRM-SC 20012 | RQE 15820

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