01/10/2026
Uma nova opção de tratamento para a doença de Parkinson foi aprovada nos Estados Unidos — e o que mais chama atenção no tavapadon é a proposta de prolongar o tempo em que o paciente permanece com boa mobilidade ao longo do dia.
Na prática, isso significa mais tempo em estado ON, com menos rigidez, lentidão e dificuldade para se movimentar, e menos períodos OFF, quando os sintomas voltam a aparecer com mais intensidade.
Nos estudos, pacientes que já utilizavam levodopa tiveram aumento do tempo diário de boa mobilidade e redução do tempo com sintomas.
Pode parecer pouco quando falamos em horas, mas, para quem convive com Parkinson, esse tempo pode representar mais autonomia para se vestir, caminhar, sair de casa ou realizar atividades do dia a dia.
O tavapadon também traz uma novidade no mecanismo de ação, atuando seletivamente nos receptores de dopamina D1 e D5.
Mas é importante colocar essa aprovação no contexto certo: ele não cura o Parkinson, não interrompe a progressão da doença e ainda precisamos de acompanhamento a longo prazo para entender melhor suas vantagens em relação aos tratamentos que já utilizamos.
Por enquanto, é uma novidade promissora e mais uma possibilidade que passa a fazer parte da discussão sobre o tratamento do Parkinson.
No Brasil, ainda não há previsão de registro pela Anvisa.
Dra. Nayara Reimer
Médica Neurologista
CRM-SC 20012 | RQE 15820