27/04/2026
Estudo mostrou que a frequência e o ritmo da atividade física estão associados à saúde do cérebro. Sessões de pelo menos 10 minutos, com intensidade leve a moderada, foram relacionadas a menos lesões cerebrais, enquanto até pequenas quantidades de movimento já demonstraram benefícios.
Pesquisadores acompanharam adultos acima de 40 anos e analisaram como a atividade física do dia a dia impacta o cérebro. Os participantes usaram dispositivos para medir seus passos ao longo de 30 dias, permitindo avaliar não só quanto se movimentavam, mas também o ritmo e a frequência dessas atividades.
Os resultados mostraram que pessoas que realizavam pelo menos uma sessão de atividade física com duração mínima de 10 minutos e ritmo de 40 passos por minuto apresentaram menos alterações na substância branca do cérebro, uma estrutura importante para a comunicação entre as áreas cerebrais.
Além disso, a frequência dessas sessões e o ritmo da caminhada foram fatores importantes para funções cognitivas, como atenção, raciocínio e velocidade de processamento.
Outro ponto relevante é que, mesmo entre pessoas que não atingiam essas sessões contínuas, um maior número de passos ao longo do dia também foi associado a possíveis benefícios cerebrais. Ou seja, qualquer movimento conta.
Os achados reforçam que não é apenas a prática de exercícios intensos que importa. Pequenas sessões, feitas com regularidade, já podem contribuir para a saúde neurológica ao longo do tempo.
Apesar disso, o estudo não define um tipo específico de exercício ideal, e os dados devem ser interpretados com cautela. A atividade física deve sempre ser adaptada à realidade de cada pessoa, com orientação profissional quando necessário.
Cuidar do corpo é também cuidar do cérebro. O acompanhamento médico é essencial para orientar hábitos que favoreçam a saúde neurológica ao longo da vida.
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