29/07/2026
A perda auditiva, especialmente quando não tratada, vai muito além de um problema sensorial. Evidências recentes, destacadas pela Lancet Commission on Dementia Prevention, Intervention, and Care (2024), mostram que adultos com perda auditiva, especialmente idosos, têm um risco maior de desenvolver demência.
A perda auditiva não tratada é considerada um dos fatores de risco potencialmente modificáveis para demência. Estima-se que até 7–8% dos casos poderiam ser prevenidos com um manejo adequado da audição ao longo da vida.
- Por que isso acontece?
Quando o cérebro precisa compensar a perda auditiva, ele desvia recursos cognitivos que seriam usados para memória, atenção e raciocínio. Além disso, a perda auditiva pode gerar isolamento social e reduzir estímulos cognitivos, fatores que contribuem para o declínio mental ao longo do tempo.
Por isso, o rastreamento auditivo deve fazer parte da rotina de cuidados de adultos e idosos, assim como aferimos pressão arterial ou glicemia. O uso de aparelhos auditivos, quando indicado, melhora a qualidade de vida, a comunicação e pode reduzir o risco de declínio cognitivo futuro.
Em resumo, cuidar da audição é cuidar do cérebro: o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da perda auditiva são estratégias fundamentais para um envelhecimento saudável, com mais autonomia, conexão social e preservação das funções cognitivas.
Se você ou alguém próximo apresenta dificuldade auditiva, agende uma avaliação conosco para cuidados personalizados e orientação profissional.
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- https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(24)01296-0/fulltext