Dr. Marcelo Biasi Cavalcanti

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Dr. Marcelo Biasi Cavalcanti Mastologista RQE 6389 e Oncoginecologia RQE 6365 Joinville e região CRM SC 9022

Poucos livros conseguem explicar a genética com tanta profundidade sem perder a sensibilidade humana.Em "O Gene", Siddha...
16/09/2026

Poucos livros conseguem explicar a genética com tanta profundidade sem perder a sensibilidade humana.

Em "O Gene", Siddhartha Mukherjee percorre a história das descobertas científicas que transformaram nossa compreensão sobre hereditariedade, doenças e identidade. Mais do que um livro sobre DNA, é uma reflexão sobre como a medicina aprende a cuidar das pessoas a partir da ciência.

Para quem trabalha com prevenção e acompanha pacientes com histórico familiar de câncer, essa leitura reforça uma ideia importante: conhecer a genética amplia possibilidades, mas nunca substitui o olhar para a pessoa como um todo.

Ciência e individualidade caminham juntas. É nesse encontro que as melhores decisões costumam acontecer.

Muitas mulheres passam anos reorganizando a própria vida em torno da menstruação.Trocam absorventes com frequência, evit...
14/09/2026

Muitas mulheres passam anos reorganizando a própria vida em torno da menstruação.

Trocam absorventes com frequência, evitam compromissos, convivem com coágulos, sentem-se exaustas e, aos poucos, começam a acreditar que esse é apenas o seu "normal".

Mas nem todo fluxo intenso é uma característica do organismo.

Miomas, adenomiose, pólipos, alterações do endométrio e outras condições podem estar por trás desse sangramento. Identificar a causa é o que permite escolher o tratamento mais adequado, que nem sempre será uma cirurgia.

O objetivo não é apenas reduzir o fluxo. É devolver liberdade para viver o mês sem que o calendário seja definido pela menstruação.

Quando um sintoma começa a organizar a sua rotina, ele merece ser investigado.

Existe uma pergunta que não costuma aparecer durante uma consulta. Mas, de vez em quando, ela surge nas entrelinhas.Quan...
11/09/2026

Existe uma pergunta que não costuma aparecer durante uma consulta. Mas, de vez em quando, ela surge nas entrelinhas.

Quando foi a última vez que você escolheu alguma coisa pensando realmente em você?

Ao longo da vida, muitas mulheres aprendem a decidir olhando primeiro para fora. Escolhem para corresponder às expectativas da família, preservar relacionamentos, evitar conflitos ou não desapontar quem amam. São escolhas feitas com boa intenção, mas que, quando se repetem por muitos anos, podem afastar a pessoa de quem ela própria gostaria de ser.

Nem toda decisão tomada pelos outros deixa marcas visíveis. Algumas aparecem como um cansaço difícil de explicar, uma sensação constante de viver no automático ou a impressão de que a própria vida está sempre em segundo plano.

Revisitar as próprias escolhas não significa viver arrependida do passado. Significa reconhecer que maturidade também é conquistar a liberdade de decidir com mais autenticidade.

Cuidar da saúde é importante. Mas cuidar da própria identidade talvez seja uma das formas mais profundas de preservar quem você é.

A palavra “massa” costuma chegar antes da explicação.A paciente lê o laudo, imagina o pior e já entra no consultório acr...
09/09/2026

A palavra “massa” costuma chegar antes da explicação.

A paciente lê o laudo, imagina o pior e já entra no consultório acreditando que precisará ser operada. Mas uma massa pélvica não é um diagnóstico completo. Ela pode ter diferentes origens, características e significados.

Antes de pensar em cirurgia, é preciso entender o que a imagem realmente mostra, se existem sintomas, como aquela alteração se comporta e em que fase da vida a mulher está.

Algumas formações podem apenas ser acompanhadas, outras pedem exames complementares. Há também situações em que a cirurgia passa a fazer parte da conversa, seja pelo tamanho, pela persistência dos sintomas ou pelas características encontradas na investigação.

O mais importante é não transformar um termo do laudo em um pequeno susto.

Na medicina, acompanhar não significa ignorar. E operar não deve ser uma resposta automática ao medo.

Daniel Kahneman descreve duas formas de pensamento que usamos o tempo todo: uma rápida, intuitiva e automática; outra ma...
02/09/2026

Daniel Kahneman descreve duas formas de pensamento que usamos o tempo todo: uma rápida, intuitiva e automática; outra mais lenta, analítica e deliberada.

Na medicina, precisamos das duas.

O pensamento rápido aparece quando a experiência permite reconhecer padrões, perceber que algo merece atenção e tomar decisões sem precisar reconstruir todo o raciocínio do zero. Anos de prática tornam algumas percepções quase imediatas.

Mas experiência também ensina quando é preciso desacelerar.

Um exame que não combina com os sintomas, uma cirurgia que admite caminhos diferentes, um diagnóstico que muda completamente a vida de uma mulher. Nessas situações, a primeira impressão precisa dar lugar à análise, à discussão e, muitas vezes, a uma segunda leitura do caso.

Talvez uma das lições mais interessantes de “Rápido e Devagar” para a medicina seja justamente esta: intuição e reflexão não são adversárias.

Saber decidir também é saber qual delas deve conduzir aquele momento.

Depois de tantos anos, ainda existe algo que nunca se torna rotina.Com o tempo, algumas coisas de fato mudam, como a téc...
31/08/2026

Depois de tantos anos, ainda existe algo que nunca se torna rotina.

Com o tempo, algumas coisas de fato mudam, como a técnica, que amadurece, e os fundamentos das decisões, que se baseiam maiores estudos e experiência.

Mas existe algo que nunca deveria se tornar rotina.

A confiança que uma paciente deposita em mim.

Cada cirurgia representa uma história e expectativas diferentes. Mesmo quando o procedimento é conhecido, a pessoa nunca é.

Talvez seja justamente isso que mantém vivo o sentido da medicina: compreender que experiência não significa automatismo. Significa olhar para cada caso com o mesmo respeito, a mesma responsabilidade e o mesmo compromisso de fazer o melhor possível.

É assim que continuo entrando em cada centro cirúrgico.

Nem todo dano aparece logo.Muitas vezes o cigarro vai deixando marcas silenciosas no corpo antes que exista um sintoma c...
29/08/2026

Nem todo dano aparece logo.

Muitas vezes o cigarro vai deixando marcas silenciosas no corpo antes que exista um sintoma claro, causando um dano lento e progressivo.

Mas falar sobre tabagismo não deve ser uma forma de culpar quem fuma.

Eu sei que parar pode ser desafiador e envolve muitas dificuldades que às vezes quem está de fora não consegue ver.

Por isso o Dia de Combate ao Fumo também deve ser um convite ao cuidado possível no momento de cada um.

Um passo de cada vez.
Parar de fumar não muda o passado, mas pode mudar o futuro do seu corpo.

Existe um silêncio muito comum quando o assunto envolve a região íntima.Muitas mulheres percebem um incômodo que não mel...
24/08/2026

Existe um silêncio muito comum quando o assunto envolve a região íntima.

Muitas mulheres percebem um incômodo que não melhora e no entanto, por vergonha, adiam a consulta.

Eu entendo que pode ser difícil expressar desse tipo de queixa.

Mas o consultório é justamente o lugar para isso.

Nem toda alteração na v***a representa algo grave. Muitas têm causas benignas, mas algumas exigem um olhar mais atento e acompanhamento.

O importante é não se acostumar com o incômodo.

Observe o seu corpo com carinho e não adie uma avaliação quando algo persistir.

A conduta médica mais bem fundamentada é sempre construída a partir do encontro entre diferentes olhares: o radiologista...
19/08/2026

A conduta médica mais bem fundamentada é sempre construída a partir do encontro entre diferentes olhares: o radiologista, o patologista, o cirurgião, a paciente e tudo o que ela traz para aquela conversa.

É assim que o cuidado em rede ganha sentido.

Como uma forma mais responsável de interpretar o que está acontecendo antes de decidir o próximo passo.

O laudo orienta, a biópsia esclarece, mas é a história da paciente que dá o contexto de tudo.

A conduta médica mais bem fundamentada é sempre construída a partir do encontro entre diferentes olhares: o radiologista...
17/08/2026

A conduta médica mais bem fundamentada é sempre construída a partir do encontro entre diferentes olhares: o radiologista, o patologista, o cirurgião, a paciente e tudo o que ela traz para aquela conversa.

É assim que o cuidado em rede ganha sentido.

Como uma forma mais responsável de interpretar o que está acontecendo antes de decidir o próximo passo.

O laudo orienta, a biópsia esclarece, mas é a história da paciente que dá o contexto de tudo.

Por isso o olhar integral e o cuidado em rede são tão importantes.

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R. Mário Lobo, 61/Sala 804/Centro
Joinville, SC
89201-330

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