29/05/2026
Durante muitos anos, a Análise do Comportamento Aplicada trouxe contribuições importantes para o desenvolvimento de crianças autistas. Mas, nas décadas de 80 e 90, o modelo mais estruturado começou a receber críticas importantes… principalmente pela dificuldade de generalizar os aprendizados para a vida real.
A criança aprendia na mesa… mas nem sempre conseguia usar aquela habilidade no cotidiano.
Além disso, alguns críticos passaram a comparar determinadas práticas ao adestramento, justamente pela repetição excessiva, pouca espontaneidade e baixa participação ativa da criança nas interações.
E foi a partir dessas reflexões que novas pesquisas começaram a surgir.
Pesquisadores passaram a buscar caminhos que unissem ciência, desenvolvimento infantil, vínculo, motivação e aprendizagem em contexto natural.
Foi assim que nasceram os modelos naturalísticos, hoje conhecidos como NDBIs, que surgem como uma “nova geração” de intervenções precoces para autismo, unindo ciência comportamental aplicada (ABA) e ciência do desenvolvimento infantil. Elas se consolidam em contraste com formatos mais rígidos, buscando contextos naturais, participação ativa da criança e envolvimento da família.
Modelos que entendem que a criança aprende melhor quando existe relacionamento, intenção comunicativa, brincadeira, participação da família e ensino dentro da vida real.
A ciência evolui quando ela é capaz de refletir sobre si mesma… e talvez esse seja um dos movimentos mais importantes da intervenção precoce moderna.
Darei uma aula sobre isso no dia 08/06 as 20h.
Te espero lá, inscreva-se pelo link do perfil ou comente NDBI 🤩
Schuck, R., Tagavi, D., Baiden, K., Dwyer, P., Williams, Z., Osuna, A., Ferguson, E., Muñoz, M., Poyser, S., Johnson, J., & Vernon, T. (2021). Neurodiversity and Autism Intervention: Reconciling Perspectives Through a Naturalistic Developmental Behavioral Intervention Framework. Journal of Autism and Developmental Disorders, 52, 4625 - 4645.