06/05/2026
No Dia do Psicanalista, penso nas escolhas que fiz e que faço, e em como elas me atravessam.
Escolhi trabalhar com a psicanálise; ela me fascina, mas nem sempre foi assim.
Na faculdade, eu me perguntava como iria aplicar, na prática, conceitos como o complexo de Édipo ou o narcisismo; parecia tudo muito distante da clínica real.
Quando comecei a atender crianças, percebi que precisava incluir os pais no processo. Isso me levou à formação em Terapia de Casal e Família, mas ainda sentia que faltava um solo firme para a minha escuta.
Iniciei a formação em psicanálise com certa desconfiança, confesso. Queria entendê-la, nem que fosse para criticar com propriedade. E aí, algo aconteceu: aos poucos, a teoria começou a ganhar vida na clínica. Passei a enxergar o que antes parecia abstrato e, desde então, não consegui mais parar.
A psicanálise é infinita e, às vezes, também desafiadora. Releio textos e tenho a sensação de estar lendo pela primeira vez; sempre há algo novo, algo que escapa, algo que convoca.
A psicanálise é fascinante e mobilizadora; talvez seja exatamente isso que me mantém aqui. Hoje, não consigo me imaginar sem a psicanálise; hoje, ela me habita.