11/01/2026
A morte de Isabel Veloso, aos 19 anos, nos coloca diante de uma realidade que raramente conseguimos sustentar no cotidiano.
Isabel conviveu com um câncer em fase terminal desde 2021, compartilhou sua luta com coragem e transparência, e parte deixando o marido, Lucas, e o filho Arthur, de apenas 1 ano.
Quando alguém tão jovem se vai, não é apenas uma vida que se encerra, é também a queda da fantasia de que o tempo está sempre disponível. Nos relacionamentos, essa fantasia aparece de forma recorrente: adiamos conversas, prolongamos conflitos, insistimos em disputas de poder, como se o vínculo fosse garantido pelo amanhã.
Muitos casais não se distanciam por ausência de amor, mas pela crença inconsciente de que haverá tempo para reparar depois. Depois do desgaste. Depois da briga. Depois da rotina. A finitude, quando se impõe, revela o quanto essa crença é frágil.
Amar exige escolha diária, especialmente quando o ego pede razão, silêncio ou afastamento.
Nem sempre há “depois” para amar melhor.
Que Lucas, Arthur e seus familiares sejam amparados por cuidado, presença e rede de apoio neste momento. 🖤😢