18/08/2021
Pesquisas recentes sobre trauma, apego e neurociência apontam para uma clara divisão na psicopatologia entre transtornos baseados na repressão (como no modelo de repressão de Freud) e psicopatologias estruturadas em mecanismos dissociativos, uma resposta a trauma interpessoal grave. As patologias baseadas na repressão são típicas de uma estrutura neurótica (com melhor resultado de desenvolvimento), enquanto as patologias baseadas na dissociação são de natureza mais grave, muitas vezes limítrofe, como na organização limítrofe de Otto Kernberg (1975). A neurobiologia do apego e a teoria da regulação do afeto (Allan Schore), a psicopatologia do desenvolvimento (Giovanni Liotti) e a psicanálise relacional contemporânea (Philip Bromberg), todas fornecem evidências clínicas de que a psicopatologia mais grave é de estrutura dissociativa.
Nós adoecemos em grande medida, pelo desconhecimento daquilo que nos afeta, todavia, isso não basta. é preciso coragem para enfrentar os conflitos psíquicos que geram angústias.
fator de cura: Conhecimento. Construímos os sintomas. Adoecemos para mantermos a proteção do sujeito diante desses conflitos.
O caminho para a remissão (desfazer) desses sintomas passa por descobrir (CONHECIMENTO) quais os conflitos psíquicos que estão dissociados para os quais aqueles sintomas foram construídos como proteção ao sujeito.
fator de cura: Corageterapum
O resultado desse processo de conhecimento guiado pelo psicanalista, levará o paciente a uma reintegração de saber sobre aquilo que estava dissociado, mas isso não é suficiente para a cura do desconforto (angústia) original.
Frequentemente há abandono da terapia, pois não há transferência entre paciente e psicanalista. a CORAGEM é mediada por essa relação de transferência. Essa relação de confiança, de segurança é necessária para a promoção do processo de cura.