Dra. Polly Santos

Ligar Como chegar

Dra. Polly Santos Doutora em Psicologia

Já que hoje é dia de  , vou abrir meu albinho da viagem e de algumas experiências que vão ficar comigo por muito tempo. ...
20/08/2026

Já que hoje é dia de , vou abrir meu albinho da viagem e de algumas experiências que vão ficar comigo por muito tempo. 🍃

Foi a minha primeira viagem sem as meninas e por mais alinhada que essa escolha esteja com os meus valores (de continuar construindo uma carreira, estudando e ocupando espaços importantes para mim) isso não significa que tenha sido fácil. Teve saudade, desconforto e algumas lágrimas também, acho que faz parte do processo.

Tive dois dias intensos com o Kelly Wilson, assisti palestras potentes, alguns reencontros, conversas que só quem ama ACT entende e, claro, brasileiros se encontrando do outro lado do mundo (a gente se une em qualquer lugar 😅).

Foi incrível, transformador e ainda estou absorvendo tudo que pude experienciar.
E convenhamos que nada mal uns dias na França, não é mesmo?

São coisas que eu acho chiquérrimas… 😂🍃E claro que nenhuma delas é tão simples quanto parece: sentir sem fugir, observar...
12/08/2026

São coisas que eu acho chiquérrimas… 😂🍃
E claro que nenhuma delas é tão simples quanto parece: sentir sem fugir, observar um pensamento sem comprar a ideia, aceitar que não vamos dar conta de tudo… tudo isso é prática. Com presença, repetição e um pouco de gentileza com a gente mesmo, algumas dessas coisas vão ficando mais naturais, prometo! 😅
E vocês? O que acham chique por aí?

Voltei de Lyon com esse livro e parte da história também acontece por lá. Foi como prolongar um pouquinho a experiência ...
06/08/2026

Voltei de Lyon com esse livro e parte da história também acontece por lá. Foi como prolongar um pouquinho a experiência da viagem quando o congresso já tinha acabado. 🥹

Agora, o que mais me bateu não foi o cenário, mas o modo que a Valérie Perrin escreve sobre pessoas comuns vivendo aquilo que todos nós, em algum momento, vamos viver: perdas, mudanças, despedidas e uma vida que insiste em não seguir o roteiro que a gente imaginou. (Eu já fiz algumas outras resenhas de livros dela aqui)

Sempre que eu leio algo, acabo enxergando através da perspectiva que a ACT apresenta, e neste caso ela me lembrou muito sobre a expectativa muito comum de que viver bem significa deixar a dor para trás, como se a vida só pudesse recomeçar quando tudo estivesse resolvido, já que a ACT propõe algo bem diferente...

Ela não pergunta “como faço para sentir menos?”, mas “como continuo construindo uma vida que faça sentido mesmo enquanto isso ainda dói?”, e foi exatamente essa sensação que o livro me deixou. Os personagens não esperam a tristeza desaparecer para voltar a amar, cuidar, trabalhar ou criar novos vínculos. Eles simplesmente vão encontrando pequenas formas de continuar vivendo, mesmo tropeçando ou até recuando, mas de um jeito muito humano.

Esse livro me encantou porque não romantiza o sofrimento, mas também não trata a dor como um obstáculo que precisa ser vencido antes que a vida possa acontecer e essa sempre foi uma das ideias mais bonitas da ACT: a possibilidade de construir uma vida rica, significativa e cheia de valor sem exigir que a experiência humana seja confortável o tempo inteiro.

Mais alguém leu esse livro?
Quero indicações de leitura, os três da Valérie eu já li e amei.

Resolvi entrar na trend e percebi uma coisa curiosa: meu CPF e meu CNPJ vivem histórias muito parecidas 😅. Mudam os ambi...
31/07/2026

Resolvi entrar na trend e percebi uma coisa curiosa: meu CPF e meu CNPJ vivem histórias muito parecidas 😅. Mudam os ambientes, as responsabilidades e até as pessoas, mas mantenho a forma como escolho estar no mundo.

Talvez seja por isso que eu goste tanto da ACT: nunca foi só uma abordagem que eu aplico no consultório. É uma maneira de me relacionar com a minha própria experiência, com mais abertura, presença e gentileza.

E eu acho que é justamente isso que torna a clínica mais verdadeira: viver, antes de ensinar. 🍃

Eu sempre volto dos congressos com uma sensação parecida: aprender é bom, mas aprender junto é ainda melhor. E aí já est...
29/07/2026

Eu sempre volto dos congressos com uma sensação parecida: aprender é bom, mas aprender junto é ainda melhor. E aí já estou pensando em novos grupos de supervisão... 😅
Faz parte dos encontros discutir casos, pensar em intervenções, revisar conceitos da ACT... Mas o que mais me empolga é ver os terapeutas experimentando a ACT enquanto aprendem sobre ela.
Uma coisa é conhecer um processo de flexibilidade psicológica; outra é conseguir reconhecê-lo acontecendo dentro da própria sessão. O Heart of ACT fala muito sobre isso: a prática da ACT não nasce apenas do domínio conceitual da abordagem, mas da forma como o terapeuta se relaciona com a própria experiência.
Talvez o maior objetivo da minha supervisão não seja formar terapeutas que saibam mais ACT, mas terapeutas que consigam vivê-la com mais presença, mais abertura e mais humanidade e, a partir disso, construir uma clínica verdadeiramente flexível. 🍃

O congresso da ACBS chegou ao fim, e eu termino do jeitinho que sonhei: com a mala mais pesada de livros, anotações e id...
20/07/2026

O congresso da ACBS chegou ao fim, e eu termino do jeitinho que sonhei: com a mala mais pesada de livros, anotações e ideias. E, principalmente, uma terapeuta, professora e supervisora diferente daquela que embarcou. 🍃
Estar nesse congresso é sempre um lembrete do porquê escolhi a ACT. Foram dias intensos de aprendizado, trocas, reencontros e da oportunidade de ouvir pessoas que estão pesquisando, questionando e construindo os próximos caminhos da abordagem.
É cansativo, viu? Bastante. Mas é um daqueles cansaços que fazem sentido.
Agora começa uma das partes que eu mais gosto: deixar tudo isso amadurecer e, aos poucos, compartilhar com vocês os aprendizados, as reflexões e tudo aquilo que mais brilhou os meus olhos por aqui.

10/07/2026

Acho que esse é um dos temas mais importantes da ACT e, ao mesmo tempo, um dos mais mal compreendidos: achar que aceitação significa resignação, como se aceitar fosse se conformar, deixar tudo como está ou simplesmente “aguentar” o sofrimento.

A proposta da ACT é abrir espaço para a experiência interna (pensamentos, emoções e sensações difíceis) sem fazer dessa luta contra o desconforto o centro da própria vida. Quanto mais tentamos controlar ou eliminar aquilo que sentimos, mais nossa vida passa a ser organizada em função dessa tentativa.

Aceitar não é desistir de mudar uma situação injusta, de sair de uma relação que machuca ou de buscar uma vida melhor. Pelo contrário. É justamente deixar de lutar contra aquilo que não está sob nosso controle para investir energia naquilo que pode ser transformado por meio das nossas ações.

09/07/2026

Eis aqui uma profissional multifacetada (multiatarefada tb, rs).



Mãe, professora, psicoterapeuta, supervisora... Às vezes dando uns gritos, outras se divertindo, e deixando alguns pratinhos caírem pelo caminho. 🦦



Faço tudo isso com muito amor (e, modéstia à parte, bastante dedicação também), mas se alguém aí olha pra minha rotina e pensa que eu dou conta de tudo com facilidade, deixa eu contar um segredo: não dou. Gravar vídeos por exemplo, já foi muito mais difícil. Hoje flui com mais facilidade, até por causa das nossas trocas por aqui que sempre rendem boas ideias. Mas ainda tem criança chamando, interrupção, cansaço e dias em que nada sai como planejado.

A diferença é que eu parei de medir a minha vida pela quantidade de coisas que consigo fazer e tento medir pelas coisas que escolho sustentar. E, quando as escolhas estão alinhadas com aquilo que realmente importa para mim, eu descubro que não preciso dar conta de tudo.

Só preciso continuar caminhando na direção dos meus valores. 😉

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