24/08/2026
Algum tempo atrás, uma paciente me perguntou se eu poderia fazer uma simulação com proposta virtual do resultado da cirurgia.
Confesso que essa pergunta me fez refletir.
Vivemos uma época em que a tecnologia permite criar imagens muito bonitas e bastante realistas. Elas podem até facilitar uma conversa em alguns momentos. Mas existe algo que nenhuma inteligência artificial ou software consegue prever: o comportamento de um organismo humano.
A espessura da pele, a qualidade dos tecidos, a cicatrização, a resposta inflamatória, a acomodação das estruturas ao longo dos meses… tudo isso faz parte do resultado final e simplesmente não pode ser reproduzido por um computador.
Por isso, essa nunca foi a base do meu trabalho.
Prefiro dedicar esse tempo a conhecer profundamente cada paciente, entender suas expectativas, avaliar sua anatomia com atenção e explicar, de forma transparente, o que é tecnicamente possível alcançar.
Acredito que a relação entre cirurgião e paciente deve ser construída sobre confiança, não sobre promessas.
Meu compromisso não é entregar uma imagem criada na tela.
É oferecer um planejamento individualizado, uma cirurgia realizada com excelência técnica, ética e respeito, buscando o melhor resultado possível para aquela mulher, dentro da realidade do seu próprio corpo.
Porque, no fim das contas, a melhor cirurgia plástica não é aquela que copia uma fotografia.
É aquela que respeita quem você é.