Córtex Clínica Médica

Córtex Clínica Médica A Córtex Clínica Médica foi inaugurada em 2003 com o compromisso de prestar serviços neurológicos e psiquiátricos. Independência com a Av. Rio Branco).

Ao longo dos anos percebeu-se a necessidade

Localização:
Córtex Clínica Médica fica na Av. Rio Branco, 2817 sala 1504, próximo ao Empório Bahamas (esquina da Av. Apresentamos instalações especiais para facilitar o acesso do paciente à clínica. Estacionamento próximo ao local.

22/06/2015
Atuação profissional do Fisioterapeuta e do Educador Físico no processo de intervenção das doenças crônicasPor Prof. ª E...
22/06/2015

Atuação profissional do Fisioterapeuta e do Educador Físico no processo de intervenção das doenças crônicas

Por Prof. ª Especialista Josilaine P. de Souza

Atualmente a expectativa de vida tem crescido de maneira excepcional. Em 2025 estima-se que haverá 1,2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais no mundo. Vários fatores contribuirão para isso, como melhorias na saúde, na educação e na alimentação.
Entretanto, uma população mais envelhecida trás também uma maior sobrecarga para o SUS, para a previdência e muitas vezes para a própria família, já que envelhecer está associado também ao declínio da qualidade de vida em função do aparecimento de diversas doenças crônicas, tais como as demências, hipertensão, obesidade, diabetes, cardiopatias, dislipidemias, além de outras que associado a um estilo de vida ruim, englobando uma má alimentação, sedentarismo, etilismo e tabagismo, aumenta e muito as chances dos indivíduos terem sérios problemas de saúde.
Para evitar ou retardar o aparecimento das doenças crônicas e manter a qualidade de vida nos indivíduos que praticam regulamente exercícios físicos, é importante a intervenção e orientação correta, pois há vários aspectos que tem que ser levado em consideração para que a atividade física traga benefícios à saúde e não malefícios. Para isso, temos o educador físico que analisará a individualidade da pessoa na hora de indicar a melhor atividade física.
Outro profissional importante é o fisioterapeuta que tem uma grande atuação no tratamento de disfunções orgânicas. No campo das doenças crônicas, atua principalmente na reabilitação de alterações de órgãos e sistemas humanos. Assim, quando há um acometimento na saúde do individuo, a fisioterapia atua na preparação do seu retorno a uma vida ativa, enquanto que o educador físico atua na manutenção dessa vida ativa. Deste modo, ambas as profissões são importantes no bem estar do paciente.

11 maneiras de evitar e combater a insôniaPor Aretha Y***k / Fonte: Revista Veja 2011Distúrbio do sono afeta o humor, a ...
22/06/2015

11 maneiras de evitar e combater a insônia

Por Aretha Y***k / Fonte: Revista Veja 2011

Distúrbio do sono afeta o humor, a resposta imunológica, a coordenação motora e pode até mesmo reduzir a expectativa de vida.

Insônia: a privação do sono pode afetar a vida social e profissional da pessoa (Hemera Technologies/Thinkstock)
Ter uma noite de sono tranquilo é o desejo de pelo menos 20 milhões de pessoas no Brasil. Esse é o número estimado de brasileiros que sofrem de insônia. O problema pode ser ainda maior. Algumas pesquisas afirmam que 42% da população mundial tem algum problema para dormir e que em cerca de um terço das consultas médicas os pacientes reclamem da qualidade do sono.
A insônia se caracteriza por uma incapacidade em conciliar o sono e pode ter causas orgânicas ou psíquicas. Dormir menos do que o necessário pode diminuir a imunidade, abrindo as portas para infecções. Também afeta o humor e prejudica a coordenação motora, o tempo de reação e julgamento. Alguns estudos relacionam os problemas do sono com uma redução na expectativa de vida e com o desemprego – há redução no desempenho e aumento no número de licenças médicas.
Mudanças simples no estilo de vida, no entanto, podem ajudar a combater a insônia, mesmo quando ela é crônica. "Assim como respirar, o sono tem de vir de maneira natural", diz Dalva Poyares, doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono.
Dicas que podem ajudar a combater a insônia:

1- Faça atividades físicas
2- Estabeleça horário para dormir e acordar
3- Procure relaxar: Na última hora antes de ir para a cama, o ideal é que se faça atividades relaxantes. É importante ainda só deitar quando for dormir, já que deitar para 'esperar o sono' pode gerar ansiedade.
4- Transforme seu quarto em um santuário do sono:Vale desde desde lençóis e cama confortáveis a cortinas blackout ou isolantes de barulho.
5- Alimente-se corretamente: Ingerir alimentos com cafeína e álcool poucas horas antes de dormir prejudicam a qualidade do sono. É ideal ainda que se evite alimentos de difícil digestão ou em grandes quantidades. Mas dormir em jejum também é proibido.
6- Deite-se sem preocupações
7- Entenda sua insônia: Procure reparar o que piora e o que melhora o sono. Fazer um diário do sono pode ser útil na hora de elencar o que é bom ou ruim para uma noite bem dormida.
8- Não faça hora: Se não dormir em 30 minutos, levante-se e procure uma atividade relaxante como ouvir música suave ou ler. F**ar deitado à espera do sono, tentando dormir e controlando o relógio, pode acabar gerando ansiedade, fator que piora a crise de insônia.
9- Seja sociável: "Excluindo os exageros, quanto maior seu estímulo durante o dia, melhor sua noite de sono", diz Dalva Poyares.
10- Deixe a luz entrar: Abrir janelas, iluminar a casa com a luz do dia ou sair à rua ajuda a estimular o centro de alerta do cérebro. Assim, o corpo consegue diferenciar dia e noite.
11- Medicamentos, só com orientação médica.

Avaliação Neuropsicológica e ReabilitaçãoPor Carla QueirozA Reabilitação Neuropsicológica é um importante instrumento pa...
22/06/2015

Avaliação Neuropsicológica e Reabilitação

Por Carla Queiroz

A Reabilitação Neuropsicológica é um importante instrumento para o acompanhamento e tratamento de pacientes cérebro-lesados.

A Neuropsicologia é uma interface da psicologia e da neurologia, que estuda as relações entre o cérebro e o comportamento. Contudo, destina-se a investigar diferentes lesões cerebrais que causam déficits em diversas áreas da cognição humana(memória, atenção, linguagem, raciocínio, percepção, além de funções executivas).
A Reabilitação Neuropsicológica é um importante instrumento para o acompanhamento e tratamento de pacientes cérebro-lesados. Esta, dedica-se a aplicar recursos com o objetivo de melhorar a capacidade das pessoas em processar e usar informações de modo a ter uma vida autônoma e satisfatória. A reabilitação é o treino de processos cognitivos para diminuir distúrbios de diversas causas.

Exageros à mesa"Uma alimentação equilibrada é a receita de uma boa saúde a qualquer dia "Quando nos reunimos com amigos ...
22/06/2015

Exageros à mesa

"Uma alimentação equilibrada é a receita de uma boa saúde a qualquer dia "

Quando nos reunimos com amigos ou com familiares, nos finais de semana, sempre nos descuidamos da alimentação... Esquecemos a moderação e vamos ao exagero à mesa.

F**a um recado: "Uma alimentação equilibrada é a receita de uma boa saúde a qualquer dia "

EnxaquecaA enxaqueca é uma doença crônica que acomete 20% da população mundial, aproximadamente.A enxaqueca é uma doença...
22/06/2015

Enxaqueca

A enxaqueca é uma doença crônica que acomete 20% da população mundial, aproximadamente.

A enxaqueca é uma doença crônica que acomete 20% da população mundial, aproximadamente. Seus sintomas são de fácil identif**ação e consistem em dor de cabeça latejante ou pulsátil, náuseas / vômitos, intolerância à luz e som. Raramente a enxaqueca (ou Migrânea) traz complicações clínicas, no entanto, é uma disfunção de grande impacto econômico e social.

Por predominar em mulheres jovens, a dor leva à queda de rendimento profissional, faltas ao trabalho e a compromissos sociais. O custo direto da enxaqueca representado por gastos com medicações, idas ao médico, exames complementares e plano de saúde representam apenas 10% do custo total da doença para o portador. O maior custo está no impacto indireto, representado pelo mau desempenho profissional durante as crises de dor. Pense nisso e busque ajuda.

Saiba um pouco mais de nossos especialistas
22/06/2015

Saiba um pouco mais de nossos especialistas

DIA MUNDIAL DO ALZHEIMERCarla Ribeiro de Queiroz Alzheimer é a forma mais comum de Demência. É uma doença degenerativa d...
19/06/2015

DIA MUNDIAL DO ALZHEIMER

Carla Ribeiro de Queiroz

Alzheimer é a forma mais comum de Demência. É uma doença degenerativa do sistema nervoso e até o momento incurável. Sua incidência maior se dá em adultos após os 65 anos de idade, embora seu diagnóstico seja possível em pessoas mais jovens.
O sintoma mais comum e inicial da doença é o acometimento da memória recente (o que almoçou hoje, se tomou seus remédios, qual o programa assistido pela manhã, etc). Com o avanço da doença outros sintomas surgem, como desorientação no tempo e no espaço (dia, mês, ano e lugar), alteração do humor (agressividade, irritabilidade, tristeza), falhas de linguagem, perda de memória de longo prazo, entre outros. As causas do Mal de Alzheimer ainda não são totalmente conhecidas. É bem provável sua origem genética. Determinadas pessoas portadoras de um gene específico têm probabilidade maior em adquirir a doença. Além disso, fatores ambientais e estilo de vida podem contribuir.
Alguns estudos mostram que manter atividades intelectuais como leitura, jogos que exercitam o cérebro, atividade física regular, alimentação saudável e hábitos de vida saudáveis, podem exercer efeito positivo na prevenção ou retardo dos sintomas de Alzheimer. Fatores de risco apresentam íntima relação com o surgimento da doença. Entre eles o sedentarismo, depressão, tabagismo, diabetes, hipertensão na meia idade e obesidade neste mesmo período de vida.
No Brasil não existem dados sobre a incidência da doença. Entretanto, utilizando como base pesquisas em outros países e dados do IBGE, pode se estimar que 1,2 milhões de pessoas sofram com a doença, com cerca de 100mil novos casos por ano. A prevalência aumenta conforme o avanço da faixa etária do indivíduo.
É certo que os bons hábitos são palavra chave para uma vida longa e sadia. Em se tratando de saúde mental, esse cuidado é essencial e urgente.
Dicas práticas:
1. Mantenha uma dieta saudável. Pobre em açucares e gorduras. Rica em fibras (frutas, legumes), antioxidantes (chocolate, chá verde, vitamina C) e óleos como ômega 3 (sementes, peixes).
2. O exercício físico é bom para o corpo e para o cérebro.
3. Tome conta do colesterol, da hipertensão arterial e do peso (obesidade).
4. Malhe seu cérebro. Desafie-o todos os dias. Aprenda algo novo sempre, novo idioma, tocar um instrumento, viajar, ler um novo livro, trocar experiências... Isso resulta em exercício para seu cérebro.

Melhores pais, melhores filhos, melhores professores, melhores alunos Educar pelo exemplo. Por Cristina Coronha“Era um d...
19/06/2015

Melhores pais, melhores filhos, melhores professores, melhores alunos Educar pelo exemplo.

Por Cristina Coronha

“Era um dia comum e virou festa.
A gente põem nas coisas, as cores que têm por dentro”.
Fernando Noronha
Sentei com aquela aluna, adolescente, para conversar, queria saber se havia refletido sobre as questões que sugeri a sua insipiente razão. Ela me confessara, dias atrás, que estava fumando por causa da sua mãe: “ela reclama do jeito com que me visto, das músicas que ouço; quando era jovem foi hippie, por que ela não me aceita do jeito que sou? Não tenho vontade de ir para casa. Temos discutido, brigado todo dia...”
Aquela adolescente sempre tão carinhosa e meiga estava diferente e precisava de ajuda, não mais que a sua mãe que há tempos não conseguia um momento de proximidade com sua filha, afetando, com isso, todo o ambiente familiar: sua irmã menor começou a apresentar problemas na escola e seu pai “parecia se fechar ainda mais”, segundo a adolescente.
Os pais têm uma responsabilidade moral, o dever natural de conduzir os processos dos filhos, a necessidade real de criar uma identif**ação entre si que os vincule e dê sentido à família, aprender a caminhar juntos, sabendo que neste percurso cada qual deve dar cem por cento de dedicação, ao invés de oferecer pouco mais de dez e esperar o restante do outro.
Em vários encontros informais dentro da escola procurei tocar a sua sensibilidade levando-a a olhar a realidade sob outro ângulo, colocando-se no lugar da mãe para entender suas razões e dificuldades, pensar no que estava sentindo e a sentir o que estava dizendo, além de analisar as consequências das ações para sua vida.
Diante das vivências comprovei, mais uma vez, quão despreparados estão os docentes que educam na insegurança, que abala e é sentida.
Problemas com filhos, com alunos, todos temos!
Por que queremos filhos, por que queremos alunos?! Será que a resposta é clara e de cunho transcendente?!
A formação do caráter de um ser é um dos trabalhos de maior hierarquia que alguém pode empreender um grande exercício de capacitação docente:
Trabalhar sobre as causas! Começar a identificá-las em si mesmo, este é o primeiro passo. Atitude que gera tolerância compreensiva, freia impulsos e oportuniza o aparecimento do afeto. Queremos que o outro mude, que o outro compreenda, mas este é um labor que devemos começar dentro de nós mesmos.
Anos atrás, enquanto professora do ensino fundamental,percebi meus alunos muito agitados, indisciplinados e desatentos; após a análise da situação identifiquei a sala de aula refletindo o meu estado interno: naquele dia eu estava totalmente envolvida com questões da minha vida particular o que indicava que eu é que estava indisciplinada e impaciente, eu é que precisava mudar de atitude e não meus alunos, o trabalho deveria começar por mim para depois, e só depois, favorecer a modif**ação do ambiente externo.
Concentrar os melhores recursos em favor dos filhos, dos alunos, é o segundo passo; o que requer dos educadores observação, investigação, um verdadeiro estudo sobre as características psicológicas, muito amor, abnegação e tempo.
Alguns anos atrás observei um período em que meus filhos pareciam não se entender. Comecei a observar os movimentos diários para conhecer o porquê dessa dificuldade interpessoal que se apresentava e poder ajudar. Observei que minha filha, todas as tardes, ia para o quarto do irmão, deitava em sua cama de forma impositiva, provocava uma certa bagunça e agitação, atitude que ele desprezava e pedia sua retirada imediata, solicitação que nem sempre era atendida. Este simples gesto era suficiente para desarmonizar o ambiente e causar brigas e queixas. Minha intervenção era pontual, apenas freava impulsos maiores, mas não levava-os a troca de conduta.
Educar signif**a ter uma ilimitada paciência e tolerância, uma capacidade para penetrar nas mentes e dominar a ciência da espera (PECOCTHE, 1996). Foi o que fiz: procurei adentrar neste mundo interno dos meus filhos para entender que pensamentos estavam atuando e como poderia ajudá-los, sem pressa, mas vigilante, como se deixasse cozinhando todas as informações colhidas, com paciência, esperando o tempo de compreender para atuar. Cozinhar: trabalho habilidoso e dedicado que espera o ponto certo para desfrutar, com prazer, dos resultados.
A natureza é uma grande aliada, com suas sábias leis, faz com que tudo aconteça no seu respectivo tempo quando a ação é regada com paciência e tolerância. Paciência é a ciência do tempo, do saber esperar, que é a lógica alternativa de um processo que só depende de nós. Tolerância é o respeito e a consideração à condição e capacidade alheias.
Neste processo de pesquisa (cozimento) descobri que minha filha, na verdade, queria a companhia do irmão, que, em determinada hora do dia, sentia falta de uma companhia e não queria f**ar sozinha. Ela só não sabia como dizer e como fazer este acercamento, o que gerava um a reação contrária.
Percebi que ela precisava da minha ajuda e que a minha intervenção deveria ser discreta, a modo de razoamento, que provocasse movimentos úteis, nunca destrutivos, favorecendo as boas ações. Sabia que minhas palavras tinham que estar imantadas pela força da consciência que tinha em relação a toda a realidade conhecida.
Aproveitei um momento a sós com meu filho, perguntei se ele sabia o porquê da atitude da irmã, mostrei, através de fatos, o quanto ela gostava de sua companhia e o quanto ele poderia ajudá-la. Falei sobre a realidade humana, com suas debilidades e necessidades e que o grande objetivo da convivência é o de achar os nossos fragmentos perdidos, que estão no outro e completar nossa imagem.
No dia seguinte, quando vi minha filha se aproximar do quarto do irmão,provocamos uma grande brincadeira onde todos nós fizemos parte. Depois saí deixando um convite de que um fizesse companhia ao outro já que precisava me ausentar. Enquanto arrumava minhas coisas para sair, fiquei atenta e feliz com o resultado encontrado.
Alguns dias depois sentei com minha filha. Ela precisava continuar o exercício de identif**ar, conhecer, para debilitar deficiências e fortalecer valores internos de forma mais consciente, segura e autônoma. Ela sabia que eu estava pronta para caminhar lado a lado neste processo de aprender e ensinar, já que venho fazendo este mesmo ensaio comigo mesma.
A vida é colorida e é uma grande festa, está repleta de tons, sons, aromas, texturas. A cor do mundo está dentro de cada um de nós. Aquele que somente percebe o preto e o branco é porque só têm essas cores em seus olhos.
Educador de verdade é como Sócrates, parteja almas: cria condições para que cada semente de homem dê luz e colorido ao melhor que tem.
Todo dia pode ser comum, mas também pode ser festa. Os dias podem ser de festa se há a esperança da possibilidade colorindo o processo.
Educador de verdade é mágico fazedor de um ambiente adequado para o desenvolvimento.
Educador de verdade ensina com as cores e a festa que tem por dentro. Se carece de alegria, de vontade, de certezas, de entusiasmo, de verdades, precisa começar a criá-las para poder ensinar. Necessita construir um conceito claro a respeito do seu papel social, político, pedagógico, moral, ético e cidadão para conduzir com firmeza seu labor. Quando isso não ocorre, só lhe resta “pegar emprestado” algumas ideias para poder sobreviver, apropriando-se de algo que não foi nascido do próprio ventre e, portanto, sem colorido.
Certa vez perguntei a uma mãe o que achava sobre o piercing da filha, e ela respondeu que “não sabia”, que não tinha uma opinião formada, mas que não deveria ter nada de mais porque “todo mundo usa”.
Uma professora confidenciou em uma reunião pedagógica que todos os dias assistia o programa da TV Globo Malhação porque queria aprender a forma correta de orientar seus filhos e alunos em relação aos dilemas e conflitos próprios da faixa etária.
Esses dois casos evidenciam a ausência de conceitos e o “empréstimo” realizado como única saída para poder atuar no seu micromundo. Os conceitos regem a conduta. Se não os tenho, o que/quem regerá minha vida? A teoria, segundo Alícia Fernandez (2001) é a teia para o equilibrista.
Viver com conceitos “emprestados” faz com que não haja sustentação daquilo que se sabe, que fala e que faz, criando uma falsa crença de si mesma e um movimento desorientado de ir de um ponto ao outro dependendo da “mão” alheia.
Arquimedes em sua célebre frase – “Deem-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo” - sabia que o ponto de apoio não era utopia: levantar o mundo, na verdade signif**ava a humanidade. O ponto de apoio de referencia ,era a razão suprema capaz de mover a razão comum e transcender do estado de semibárbaros para o humano, fazer com que o homem tivesse essa convicção e levantasse o espírito dele e da humanidade com a formidável alavanca: a sua vontade. Arquimedes sentia que era preciso chegar à segurança, à estabilidade dos conceitos. A história conta que o homem tem clamado/buscado o ponto de apoio que o sustente nos transes difíceis.
A natureza é a primeira mestra do ser humano. A observação atenta de seus processos ensina o homem a conduzir a vida. Observação, exercício da reflexão enquanto o entendimento tenta apalpar o que vê.
A ar**ha tece sua teia com fios produzidos pelo próprio corpo; cada fio é fundamental para gerar unidade que sustenta, protege, ampara e dá estabilidade. Educador de verdade é aquele que vai fiando sua teia produzindo fio por fio com os elementos que recolhe daquilo que lê, ouve, analisa, pensa, criando juízos, deduções, formando traçados de certeza, estabilidade e formando a sua práxis pedagógica e humanista.
Recordo certa vez notar em um de meus alunos uma atitude de desdenho e egoísmo em relação aos crimes humanos, além de uma resistência e comentários críticos em relação a tudo e a todos. Escreveu ele, mais de uma vez, que não se importava com o que estava acontecendo no mundo em relação à destruição, aos te**es nucleares, desde que não afetasse a sua vida. Sua atitude indiferente causou – me espanto, levando-me a convidá-lo, em diferentes momentos, a refletir e a buscar dentro de si a sua parte divina e generosa que sabia possuir.
Criamos, assim, muitos momentos, sensíveis, de valorização real de sua pessoa, de conversas e trocas. Observei, ao longo do ano, manifestações de respeito em relação aos colegas, um comportamento mais compreensivo e humilde, um semblante mais sereno, muitos abraços e no final do ano as suas palavras: “obrigada por se preocupar comigo”.
A natureza tem ensinado que em tudo deve haver equilíbrio, que nossas ações precisam estar sustentadas por conceitos, pelo sentimento, algo de maior valor, que inspire e impulsione.
Cabe aos professores dar colorido ao mundo preto e branco que tem sido criado ao redor dos alunos, estabelecer uma vinculação de confiança e de compreensão que nasce da coincidência entre as palavras, atos, pensamentos e no ambiente de verdadeiro amor e interesse, de afeto e respeito, já que o afeto suaviza o respeito e o respeito eleva o afeto (PECOTCHE, 1996).
Estávamos em sala conversando sobre os acontecimentos mundiais, quando um aluno pediu a palavra e posicionou-se criticamente em relação à reportagem lida. Os demais colegas olharam-no com um espanto de admiração pela colocação inteligente, oportuna e reflexiva. Ouvi alguém perguntar: “de onde ele veio?” Logo depois, vi a força deste bom exemplo pairar sobre o ar quando outros colegas pediram, também, a palavra e se preocuparam em usar uma linguagem oral mais correta, falar com propriedade e coerência, mostrando as mesmas condições intelectivas.
Sou otimista em relação à educação, em relação ao adolescente. Ele está em pleno apogeu de sua capacidade de raciocínio dedutivo, o mais alto nível de pensamento abstrato, mobilidade e interação social, levando-o a desabrochar em diferentes interesses, habilidades, ciências e humanidades. Só precisa ser reconhecido, estimulado, convidado.
As aulas de filosofia, sociologia e atualidades para adolescentes aparentemente não têm o menor valor signif**ativo para suas vidas e para o vestibular, mas hierarquizo esse momento, cuidando de um planejamento conectado à vida, convido à investigação das causas, à capacitação para leitura ativa e ampliação do mundo pessoal e relacional, num exercício de interrelação consequente. Tento atrai-los com dinâmicas, muita atividade, para o que é belo, possível, real.
A resposta ao meu esforço se traduz na preocupação, por parte deles, com um comportamento ético, sensível às questões levantadas, rico em troca e aprendizagem.
A sala de aula que desfruto todos os dias é resultado de um constante trabalho de respeito e encantamento pelos “meus adolescentes”, de prazer em dividir o pouco que tenho e receber tanto. É o espaço para alegria, é a certeza de contar - porque provoco - com o melhor de cada um.
Para chegar a ter um mundo de paz é preciso começar a mudar a cultura, torná-la uma cultura de paz, deixar de destacar o erro, de provocar diferenças, de viver olhando para o outro e gerar violência.
Provocar o bom que cada um pode realizar, valoriza os feitos por pequenos que sejam, estimular aos bons hábitos, às nobres iniciativas, dedicar atenção ao que é certo e conveniente, ao que tem verdadeiramente valor, destacar as ações generosas, amigas, compartilhadas.
Pais e professores amam seus filhoslunos e têm os melhores anelos de ajudar e favorecer o seu processo feliz de crescimento, mas esses dois fatores são suficientes para educar?
Recentemente ouvir um aluno adolescente manifestar que não queria mais morar com sua mãe por causa de suas atitudes e “porque ela mente muito e não quer que eu minta”.
“Não se pode ensinar se ao fazê-lo não vai refletida, como garantia do saber, o próprio exemplo. (PECOTCHE, 1996)”.
Educar pelo exemplo é fazer com que as palavras coincidam com os atos.
Quando o professor fala algo e age diferentemente do que disse, o que está comunicando? Que apesar das palavras pronunciadas serem muito bonitas, elas são irrealizáveis, não são possíveis ou não tem valor, afinal, se “o próprio professor não consegue ou não faz, eu também não conseguirei”, repercutindo no interno como desestímulo. Ao passo que quando as palavras são da mesma natureza que as ações, surge a possibilidade de realização porque elas têm vida, servindo de estímulo positivo e de ensinamento.
Educação pelo exemplo é aquela onde o foco não é o outro, o foco é o par educativo que se forma, convidando a uma construção parceira; sugere a mudança de um antigo e costumeiro hábito da nossa cultura, de achar que são os demais os que têm que mudar o seu modo de ser. O educador observa as características, debilidades, necessidades de correção e encaminhamento do discente e ao mesmo tempo reflete sobre suas condições docentes, traça um plano paralelo para a sua capacitação.
Queremos filhos melhores, alunos melhores, uma humanidade melhor, mas o que temos feito para melhorar os pais ,os professores e o ser humano que somos?
Referências bibliográf**as:
FERNÁNDEZ, A. Os idiomas do aprendente. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.
PECOTCHE, C. Introdução ao conhecimento Logosófico. São Paulo: Editora Logosóf**a, 1996.

Atleta de final de semana, você sabe o risco que corre?Profª Especialista Josilaine P. de Souza É muito comum observarmo...
19/06/2015

Atleta de final de semana, você sabe o risco que corre?

Profª Especialista Josilaine P. de Souza

É muito comum observarmos pessoas praticando atividades esporádicas; um jogo de futebol com os amigos, um passeio de bicicleta com o filho ou uma caminhada no final da tarde para aproveitar a brisa do verão. Essas práticas ocorrem principalmente no final de semana e não são tão inocentes como parecem.
O exercício causa vários danos no corpo, como rompimentos das fibras musculares e dos tecidos conectivos como tendão e ligamentos. Estresse do sistema cardiovascular, cardiopulmonar e nervoso, e é por causa disso que ocorrem aquelas dores musculares do dia seguinte, nos casos menos graves, ou uma morte súbita nos casos mais graves.
O principal benefício da prática de exercício físico está na capacidade do corpo se adaptar ao estresse causado pela atividade física, ou seja, após as lesões e desgastes provocados pelo exercício, o corpo irá se regenerar de modo a f**ar mais resistente e não sofrer tanto impacto e lesões com o exercício, porém, para que essa adaptação ocorra e permaneça, o exercício tem que ser progressivo e contínuo. Não se pode começar uma atividade física com uma intensidade muito alta e realizar poucas vezes por semana, se não haverá riscos para a saúde.
A Sociedade Americana do Coração (American Heart Association) recomenda para os adultos entre 18 e 65 anos a prática de pelo menos 30 minutos de atividade aeróbica moderada 5 vezes por semana, ou a prática de pelo menos 20 minutos de atividade aeróbica intensa 3 vezes por semana para aqueles indivíduos mais condicionados. Além disso, praticar no mínimo 2 vezes por semana uma atividade muscular. Tais recomendações têm como objetivo manter o mínimo de condicionamento físico para uma boa saúde e autonomia na prática de atividades rotineiras, como carregar uma compra no supermercado, brincar com os filhos e segurar o neto.
Então não se pode jogar aquela bolinha com os amigos no domingo? Claro que pode! Mas tem que estar associada a uma maior freqüência de atividade física. Assim, se você gosta de jogar uma pelada com os amigos, é primordial que você também pratique mais vezes por semana a mesma atividade física ou alguma outra, como caminhada, natação, musculação ou qualquer modalidade que lhe interesse. O importante e ter uma freqüência de pelo menos 3 vezes por semana para que o seu corpo fique mais resistente e suporte o estresse causado pelo exercício.
Assim, recomendo sempre fazer uma avaliação com o médico para ver como anda a pressão arterial, o colesterol, o açúcar sanguíneo e o coração antes de praticar qualquer atividade física e também procurar a orientação de um educador físico para orientar quais exercícios seriam mais recomendados e qual a frequência para seu objetivo e individualidade.
Pratique exercícios físicos regulamente, sempre! Sua saúde é seu maior patrimônio.

Endereço

Juiz De Fora, MG
36010-012

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