16/01/2026
Eu sempre fui uma pessoa muito crítica e exigente comigo mesma, no entanto, só fui perceber isso ao me tornar mãe solo sem rede de apoio.
Por um bom tempo, a exigência de ser uma mãe perfeita com a casa perfeita, que desse conta de tudo perfeitamente sozinha foi algo buscado e idealizado por mim. No entanto, aos poucos eu fui percebendo que aquilo apenas me gerava desgaste, estresse, desconexão com o Mateus, um corpo tenso, constantemente dolorido e muito sofrimento.
Este foi o momento de virada de chave, iniciei o uso de uma medicação psiquiátrica, entendi e aceitei ser uma espécie de rede de apoio naquele momento para a minha ansiedade, tomei consciência de toda a minha exigência interna e de onde ela vinha, aprendi a me tratar com empatia, cuidado, amorosidade... algo que reverberou na minha relação com o Mateus, aprendi e aceitei que cuidar do meu corpo com uma atividade física, fazer coisas que me geram prazer e bem estar por si só, como a dança (especificamente o forró) faz na minha vida, não são bobeira, são coisas necessárias e merecidas de serem realizadas para a manutenção da minha saúde mental e meu bem estar.
Não, não me tornei um "Buda flutuante" (utilizando as palavras de uma paciente minha...rs), até porque todos os dias busco praticar talvez o que seja mais difícil: entendimento de que a condição de maternidade solo por si só é geradora de estresse, tensão, ansiedade e que eu mereço me cuidar com amorosidade diante das falhas e dificuldades!
O consultório é recheado de pessoas, principalmente mulheres, com essas mesmas exigências e dificuldades! E é por isso que eu quero te ajudar a cuidar de si, a sair desse redemoinho de estresse, tensão, exigências e poder se olhar, se acolher e se amar verdadeiramente!
Vamos juntas?