30/07/2026
A bondade genuína é uma escolha consciente, feita a partir de um lugar de inteireza e segurança interna.
Já a necessidade compulsiva de “ser boazinha” — a famosa Nice Girl Syndrome — é um fardo pesado, sustentado pelo medo inconsciente da rejeição.
Na clínica, atendo mulheres exaustas que, por trás de um sorriso sempre disponível e de uma prestatividade infinita, escondem um profundo vazio e uma raiva silenciosa por nunca serem priorizadas. Elas aprenderam cedo que o amor era condicional: precisavam agradar para existir.
O problema é que esse papel, útil na infância para garantir a sobrevivência, na vida adulta se torna uma armadilha de autoanulação. Você se torna refém das expectativas alheias, incapaz de estabelecer limites saudáveis e construindo relações onde o seu papel é servir, nunca ser cuidada.
Romper com esse ciclo exige coragem. Exige desaprender a agradar e aprender a se posicionar. A autonomia emocional começa quando você entende que a sua paz vale mais do que o aplauso de quem te usa.
Reflita: para quem você tem sido “boa” às custas da sua própria saúde?
Ana Paula de Oliveira
Psicóloga Clínica | CRP 04/35166