Psicóloga Thainara Lopes

Psicóloga Thainara Lopes Aqui você encontrará conteúdos sobre Inteligência Emocional, Desenvolvimento Pessoal e Profissional

Você encontrará aqui assuntos relacionados a Inteligência Emocional, Desenvolvimento de Habilidades Socioemocionais, Empreendedorismo e Carreira. O objetivo é auxiliar as pessoas e os negócios a crescerem e construírem uma vida com mais bem estar e propósito.

29/05/2026

Você, mãe, quando estuda, se concentra e produz algo, te trazendo satisfação e um sentimento maior de capacidade e de sentido, você também f**a mais presente e mais feliz ao estar com sua filha, sabia?
Para além da carga física, as atividades domésticas exigem muito de sua carga mental, por que o cérebro o tempo inteiro: monitorando, interrompendo e retomando tarefas, antecipando as necessidades da família e da casa e isso gera fadiga executiva.
As funções executivas são relacionadas a planejamento, organização, tomada de decisão e regulação emocional.
As atividades intelectuais permitem maior concentração, mais senso de progresso e maior percepção de continuidade.
Além disso, nessas atividades temos o estado de flow, que é quando f**amos realmente envolvidas em algo, usamos nossas habilidades e vemos sentido naquilo.
Outro fato é que essas atividades trazem um aumento da dopamina e um senso maior de eficácia e você carrega isso para além do trabalho. Você chega para sua filha com a emoção de satisfação, com a atenção focada, atenta e presente e com a sensação de animação mental.
Se você tem a ideia que “produzir é tirar tempo dos filhos”, não pense nesses 3 pontos:
1- O foco que você exercita estudando funciona como um treino de atenção para quando você estiver com a sua família.
2- Alimentar o seu Senso de Competência evita a frustração crônica que costuma gerar irritabilidade na rotina doméstica.
3- Estar realizada profissionalmente regula a sua energia diária, permitindo uma presença muito mais assertiva e menos reativa.
Carreira e maternidade não precisam ser forças rivais. Elas funcionam de maneira complementar quando você entende a estrutura por trás das suas decisões.
Você já percebeu essa diferença na sua produtividade e na sua paciência em casa? Comente aqui abaixo qual tem sido a sua experiência.

Você mulher e mãe, acha que precisa se organizar melhor? Pensando nisso você já tentou organizar a sua agenda, fazer pla...
25/05/2026

Você mulher e mãe, acha que precisa se organizar melhor?
Pensando nisso você já tentou organizar a sua agenda, fazer planejamento de horários e até utilizar técnicas de produtividade?
Sim. Tudo isso ajuda.
Mas tem outras coisas que também precisam de sua atenção. E essas coisas tem a ver com o que você acredita que tem que ser feito, em quanto tempo e por quem e como isso é combinado com as pessoas que moram com você. Estamos falando aqui de habilidades socioemocionais.

Ou seja, você não precisa só de estratégia, você precisa desenvolver habilidades socioemocionais

Como:

- dividir tarefas de verdade (e não aceitar “ajuda” como padrão)
- se posicionar sem culpa
- cobrar responsabilidade sem compensar o outro
- fortalecer sua autoestima
- e desenvolver senso de autoeficácia (acreditar que você é capaz de agir e sustentar mudanças)

Esse conceito de autoeficácia foi desenvolvido por Albert Bandura e está diretamente ligado à forma como você toma decisões, sustenta limites e se posiciona no dia a dia.

Sem isso, você até se organiza melhor, mas continua sobrecarregada.

Porque organização nenhuma resolve excesso de responsabilidade concentrada.

Você não precisa dar conta de tudo.
Você precisa parar de sustentar tudo sozinha.

Me conta: qual dessas coisas ainda é difícil pra você?

22/05/2026

Segundo levantamento do SEBRAE, com base em dados da Receita Federal, 42% dos pequenos negócios abertos no período foram liderados por mulheres.
O SEBRAE também traz a seguinte informação: Apesar de estudarem mais, mulheres têm renda menor, entre empreendedores estabelecidos.
O Serasa divulgou um dado que diz: 73% das empreendedoras relatam que a divisão desigual do trabalho não remunerado dificulta a gestão e o desenvolvimento da empresa.
O SEBRAE corrobora com essa divulgação colocando que as mulheres dedicam 17% menos horas no próprio negócio que os homens, chegando a trabalhar 10,5 horas por semana a mais que os homens com afazeres domésticos e com os filhos.

Empreender sendo mulher muitas vezes signif**a carregar muito mais do que um negócio.Signif**a administrar expectativas, emoções, responsabilidades invisíveis e uma pressão constante para dar conta de tudo sozinha.

Mas nenhuma mulher cresce de forma sustentável tentando sustentar o mundo inteiro sem apoio.

Ter uma rede de apoio não é privilégio nem fraqueza — é estratégia emocional e inteligência de longo prazo.Delegar não signif**a perder controle. Signif**a preservar energia mental para aquilo que realmente depende de você.

Porque quando uma mulher vive exausta, sobrecarregada e emocionalmente no limite, ela até consegue manter as coisas funcionando…mas dificilmente consegue expandir com clareza, criatividade e presença.

Crescimento saudável exige consciência emocional para reconhecer limites, pedir ajuda sem culpa e entender que autocuidado também é responsabilidade profissional.

No fim, crescer não depende apenas de esforço.Depende de apoio, maturidade emocional e da permissão interna para não se abandonar no processo.

Qual parte mais falou com você?

Você assistiu o REELS anterior? Nele questionamos a CULPA materna, onde existe um sistema que responsabiliza as mulheres...
15/05/2026

Você assistiu o REELS anterior?
Nele questionamos a CULPA materna, onde existe um sistema que responsabiliza as mulheres por diversas tarefas que as sobrecarregam.
Se a culpa não é toda sua, o que fazer com isso?
A maior parte das mulheres não está cansada por falta de organização.
Está cansada por excesso de responsabilidade concentrada.
E isso não é percepção — é contexto.
📊 Dados do IBGE mostram que mulheres dedicam signif**ativamente mais horas a tarefas domésticas e de cuidado do que homens.
Ou seja: mesmo quando trabalham fora, continuam sustentando uma segunda jornada.
A socióloga Arlie Hochschild descreveu isso no livro The Second Shift — mostrando que o trabalho não termina quando o expediente acaba.
E mais: em The Managed Heart, ela apresenta o conceito de trabalho emocional — o esforço constante de organizar, antecipar e sustentar o funcionamento da casa e das relações.
👉 Isso consome energia mental, mesmo quando não é visível.
Do ponto de vista psicológico, isso impacta diretamente a forma como você se percebe.
Segundo Aaron Beck, nossos sentimentos estão ligados à forma como interpretamos o que vivemos.
Então, quando você:
está sobrecarregada
e acredita que “deveria dar conta de tudo”
👉 a culpa aparece como consequência —
não necessariamente como evidência de falha.
Por isso, tentar resolver isso só com produtividade não funciona.
A mudança começa quando você questiona:
— O que realmente é minha responsabilidade?
— O que eu estou sustentando sozinha?
— O que nunca foi dividido, mas foi naturalizado?
— O que eu continuo compensando sem perceber?
Porque enquanto isso não é revisado,
a culpa continua parecendo pessoal.
Mas muitas vezes…
ela é só o efeito de um sistema mal distribuído.
💬 Me conta: qual desses pontos mais te fez pensar hoje?

14/05/2026

Você se sente culpada por não dar conta de tudo?
E a conclusão costuma ser rápida: “eu preciso me organizar melhor”, “eu deveria dar conta”, “o problema sou eu”.
Mas essa explicação não leva em consideração uma questão importante. Veja só essas referências e esses dados…
A socióloga Arlie Hochschild, no livro The Second Shift (1989), demonstrou que, mesmo quando mulheres trabalham fora, elas continuam assumindo a maior parte das tarefas domésticas e do cuidado com os filhos. Ela chamou isso de “segunda jornada”. Ou seja: o trabalho não termina quando o expediente acaba.
E mais: Em The Managed Heart (1983), Hochschild introduz o conceito de trabalho emocional — o esforço de gerenciar emoções, manter o ambiente funcional, antecipar necessidades e sustentar o bem-estar dos outros.
Na prática, isso inclui:
- lembrar o que precisa ser feito
- organizar rotinas
- antecipar problemas
- regular conflitos
- sustentar emocionalmente a família
Esse trabalho é constante, invisível e cognitivamente exigente.
Agora conecta isso com a psicologia: Segundo Aaron Beck, nossos sentimentos são resultado da forma como interpretamos o que vivemos.
Então o que acontece aqui?
Se você: vive em sobrecarga constante e aprendeu que deveria dar conta de tudo é esperado que, ao não conseguir, você sinta culpa.
Mas isso não signif**a que você é insuficiente.
Signif**a que existe um descompasso entre: o volume de demandas e a forma como você se avalia
E é por isso que tentar apenas “se organizar melhor” não resolve.
A mudança começa quando você questiona:
— Tudo isso que eu estou sustentando… é realmente só meu?
— Essa segunda jornada está sendo dividida… ou naturalizada?
— O que eu faço todos os dias que nem é reconhecido como trabalho?
— Eu estou me cobrando… ou tentando compensar um excesso real?
Porque enquanto isso não é questionado,
Você continua aceitando essa culpa sem questionar e retroalimentando esse sistema que te culpa pra te manter nesse lugar.
Me conta: faz sentido esse questionamento?

Seu filho não aprende a se regular sozinho, ele aprende primeiro com você. Isso tem nome na psicologia do desenvolviment...
07/05/2026

Seu filho não aprende a se regular sozinho, ele aprende primeiro com você. Isso tem nome na psicologia do desenvolvimento: co-regulação.
Co-regulação é o processo em que o adulto ajuda a criança a organizar suas emoções, através da própria presença, do tom de voz, do comportamento e da forma como responde às situações.
Ou seja: antes de conseguir se acalmar sozinho,
o cérebro da criança precisa do seu emprestado.
Nos primeiros anos de vida, as áreas responsáveis pelo controle emocional ainda estão em desenvolvimento — especialmente aquelas ligadas ao autocontrole e à regulação de impulsos.
Por isso, a criança depende de um adulto regulado para: diminuir a intensidade emocional, organizar o que está sentindo e, aos poucos, aprender a fazer isso sozinha
Esse processo é base para o desenvolvimento da autorregulação.
Na prática, isso signif**a que:
👉 sua reação não é só resposta, ela é modelo.
Quando você desacelera, respira, diminui o tom de voz e organiza a situação…
você não está só “lidando melhor”, você está ensinando o cérebro da criança como fazer isso.
Isso não signif**a perfeição. Você vai se irritar e vai se desregular.
Mas cada vez que você consegue:
✔ pausar antes de reagir
✔ responder com mais consciência
✔ reparar quando necessário
👉 você fortalece esse aprendizado
E isso tem impacto direto em: comportamento, segurança emocional e capacidade futura de lidar com frustração.
Do ponto de vista da Terapia Cognitivo-Comportamental, isso também se conecta com a forma como a criança aprende relações entre ação, emoção e consequência, conceito presente nos modelos de Albert Ellis.
Ou seja: o que ela faz e o que acontece depois
vai moldando como ela entende o mundo e a si mesma.
Por isso, não é só sobre “corrigir comportamento”.
É sobre construir regulação emocional ao longo do tempo.
💬 Me conta: em qual momento do dia você sente mais dificuldade de se regular?

06/05/2026

Como mãe de uma bebê de 1 ano e 8 meses, passo o dia falando “Não pode jogar isso no chão, Clarice”. Mas tem sido interessante perceber o olhar dessa pequena cientista para o mundo.
Como disse no vídeo Jean Piaget fala que na fase do desenvolvimento dos 12 aos 18 meses, a criança está na fase das Reações Circulares Terciárias. Isso signif**a que ela descobriu que pode variar suas ações para ver o que acontece com os objetos. Ela está testando a gravidade, a resistência dos materiais e o som. Para ela, o chão é o laboratório e aquele controle remoto é o objeto de estudo.

Mas ela não está aprendendo somente como os objetos funcionam, mas também a forma como as pessoas reagem ao comportamento dela.

Segundo Albert Ellis, não é só o que acontece — é como a gente reage ao que acontece. Sua reação vira parte da experiência da criança. Se cada tentativa dela gera tensão, ela aprende isso junto com a ação, ou seja, ela não está só aprendendo sobre o mundo, eEla está aprendendo sobre relações, emoções
e como o ambiente responde a ela.

Mas afinal, como podemos reagir melhor a essa situação?
1- Reenquadre (TCC): Segundo a TCC aprendemos a perceber e questionar os pensamentos, como “ela está querendo me irritar” e substituir por “ela está aprendendo”.
2- Crie um Ambiente Sim: Se ela precisa jogar, ofereça o que pode ser jogado. Bolas de meia ou potes plásticos validam a necessidade dela sem quebrar sua casa.
3- co-regulação: Lembre-se: o cérebro dela ainda não tem o ‘freio’ biológico (o córtex pré-frontal) totalmente formado. Ela precisa que você seja esse freio, com calma e firmeza.
Falarei melhor sobre co-regulação emocional no carrossel a seguir.
E aí? O que seu bebê arremessa por aí?

O estresse é uma resposta natural do organismo diante de demandas internas ou externas que exigem adaptação. Em níveis p...
30/04/2026

O estresse é uma resposta natural do organismo diante de demandas internas ou externas que exigem adaptação. Em níveis pontuais, ele pode ser funcional. No entanto, quando se torna contínuo, passa a impactar diretamente o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental.

Do ponto de vista psicológico, especialmente dentro da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o estresse não é compreendido apenas pelo evento em si, mas pela forma como ele é interpretado e processado.

Ou seja: não é apenas o que acontece — mas como você pensa sobre o que acontece.

Por exemplo:
diante de uma alta demanda no trabalho, pensamentos como
“eu não vou dar conta” ou “eu preciso fazer tudo perfeitamente”
tendem a intensif**ar a resposta de estresse.

A TCC atua justamente nesse ponto.

O trabalho psicoterapêutico envolve:

-Identif**ação de gatilhos estressores (situações, contextos e padrões recorrentes)

-Reconhecimento de pensamentos automáticos e crenças associadas

-Reestruturação cognitiva (questionamento e flexibilização desses pensamentos)

-Desenvolvimento de estratégias de regulação emocional

-Modif**ação de padrões comportamentais disfuncionais (como sobrecarga, evitação ou dificuldade de estabelecer limites)

Além disso, também são trabalhadas habilidades práticas, como organização de rotina, definição de prioridades e manejo de demandas.

É importante destacar que o estresse pode ter origem em fatores externos — como ambiente de trabalho, excesso de demandas ou mudanças de vida. No entanto, a forma como esses fatores são interpretados e enfrentados é individual e pode ser desenvolvida.

A psicoterapia, nesse sentido, não elimina necessariamente os estressores, mas amplia a capacidade de resposta do indivíduo diante deles.

O resultado não é a ausência completa de estresse, mas uma relação mais funcional, consciente e saudável com as demandas da vida.

Se você tem se percebido constantemente sobrecarregada, com dificuldade de concentração, irritabilidade ou sensação de esgotamento, isso pode ser um indicativo de que seu nível de estresse precisa ser avaliado.

27/04/2026

“Primeiro a obrigação, depois a diversão.” Quantas vezes você já ouviu (ou disse) isso?
Já escutei essa frase diversas vezes em atendimento psicológico por quem apresenta um nível de estresse alto, às vezes chegando ao burnout.

Essas pessoas costumam ter muita responsabilidade, cumprem com suas obrigações e apresentam alta performance. Mas o que acontece também é que na vida adulta a obrigação nunca termina e as pessoas tem dificuldade de definir quanto verdadeiramente é a hora do descanso.
Se você condiciona o seu prazer ao fim das suas tarefas, você criou uma regra onde a diversão nunca chega.

O que a psicologia explica sobre isso:

Padrões Inflexíveis (TCC): Você criou uma regra rígida de que só tem "valor" ou "merece" descansar se produzir 100%. O problema é que o descanso não é um prêmio, é um pré-requisito biológico.

Esquiva Experiencial (ACT): Muitas vezes, você se entope de obrigações para não ter que lidar com o vazio ou a ansiedade que aparecem quando você para. O trabalho vira uma fuga.

O mito da "linha de chegada": No Burnout, a pessoa acredita que haverá um momento de "paz total" para finalmente aproveitar. Mas a saúde mental se constrói nas pausas, não no final da maratona.
O descanso e a diversão não são o que você faz depois que tudo dá certo. Eles são o que você faz para que as coisas possam dar certo sem te custar a sua saúde.
Você também sente que a sua "vez de se divertir" nunca chega? Comente.

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