28/01/2026
A coqueluche é uma doença antiga, mas continua extremamente atual.
Um artigo recente publicado na revista Pediatrics (2025) chama atenção para o aumento de casos em diversos países, mesmo na era das vacinas.
Os bebês pequenos, especialmente os menores de 2 meses, são os mais vulneráveis. Nessa faixa etária, a doença pode ser grave e até fatal — muitas vezes antes mesmo do início do esquema vacinal.
É importante lembrar que a coqueluche nem sempre se apresenta da forma clássica em bebês. Em vez da tosse típica com “guincho”, podem ocorrer episódios de apneia, cianose, engasgos e pausas respiratórias, o que dificulta o diagnóstico e aumenta o risco de complicações.
Apesar dos avanços nos métodos diagnósticos, como o PCR, a doença ainda é subdiagnosticada, especialmente em lactentes, adolescentes e adultos, que podem atuar como fonte de transmissão.
A vacinação segue sendo a principal estratégia de prevenção. No entanto, a proteção diminui com o tempo e a queda nas coberturas vacinais tem contribuído para novos surtos.
O artigo reforça o papel fundamental da vacinação da gestante, que permite a passagem de anticorpos pela placenta, protegendo o recém-nascido nos primeiros meses de vida — período de maior risco.
Além disso, o tratamento precoce com antibióticos reduz a transmissão, e a profilaxia pós-exposição dos contatos próximos é uma medida importante para proteger os bebês.
👉 Coqueluche não é uma doença do passado.
Informação, vacinação e diagnóstico precoce salvam vidas.
📚 Pediatrics, 2025
“What’s Old Is New Again: Pertussis”
DOI: 10.1542/peds.2025-072868