05/08/2026
Hoje apresentei em Tiradentes, no Simpósio das Unimeds ES e MG, o projeto que prometi contar por aqui: o Enfermeiro Anjo.
A pergunta que deu origem a tudo: entre as internações que chegam pelo pronto atendimento do , quais realmente precisavam do hospital?
Parte dos pacientes precisava de cuidado, mas não de um leito. A Unimed já tinha os recursos para cuidar deles em casa. Faltava a ponte. O Enfermeiro Anjo é essa ponte: um enfermeiro de plantão que conecta o médico do pronto atendimento ao ecossistema da Unimed e conduz o paciente, com segurança, para o cuidado em casa, sem que ele saia do nosso acompanhamento.
O teste mais duro veio em fevereiro, com as enchentes e o surto de hepatite A em Juiz de Fora. O modelo respondeu: protocolo clínico, vigilância semanal e acompanhamento após a alta.
De outubro a junho, foram 356 internações evitadas, 4% de reinternação e 83% dos pacientes muito satisfeitos. Como disse no palco, os indicadores que validam esse modelo não são financeiros. São segurança, experiência do paciente e leitos disponíveis para quem realmente precisa.
Apresentar esse trabalho a lideranças de todo o sistema Unimed de dois estados foi um privilégio. E a maior verdade é que o projeto tem muitas mãos: pronto atendimento, ecossistema da Unimed e cada profissional que faz a transição do cuidado acontecer.
Na sexta-feira são anunciados os destaques do Painel Experiências de Sucesso. O que levo de Tiradentes, porém, já está garantido: a troca com quem constrói a saúde todos os dias.