Dra. Letícia da Matta Mazzali

Dra. Letícia da Matta Mazzali Informações sobre saúde e qualidade de vida

Quando falamos em fibras, muita gente ainda pensa apenas em “regular o intestino”. Mas a verdade é que elas fazem muito ...
03/08/2026

Quando falamos em fibras, muita gente ainda pensa apenas em “regular o intestino”. Mas a verdade é que elas fazem muito mais do que isso.
As fibras são fundamentais para a saúde da microbiota intestinal, ajudam no controle da glicemia e do colesterol, aumentam a saciedade e ainda contribuem para a prevenção de diversas doenças crônicas.
E o mais curioso? A maioria das pessoas consome menos fibras do que o recomendado, mesmo acreditando que tem uma alimentação saudável.
Pequenas mudanças, como incluir mais frutas, verduras, legumes, feijões, aveia, chia e alimentos integrais, podem trazer grandes benefícios para a sua saúde.
✨ Lembre-se: se você aumentar o consumo de fibras, aumente também a ingestão de água. As duas caminham juntas.
Agora me conta: você acredita que consome fibras suficientes no seu dia a dia? 👇🏻
💾 Salve este post para consultar depois.
📤 Compartilhe com quem ainda acha que fibra serve apenas para “fazer o intestino funcionar”.

01/08/2026

2016 × 2026
Dez anos entre essas duas versões de mim.
Mudaram os sonhos, as prioridades, o corpo, a mente e a forma de enxergar a vida.
Em 2016, eu ainda não imaginava tudo o que precisaria enfrentar para me tornar a mulher que sou hoje. Foram anos de aprendizados, recomeços, desafios, conquistas e muita transformação.
Olho para trás com carinho por quem eu fui e para o presente, com orgulho de quem me tornei.
Que os próximos dez anos me encontrem ainda mais forte, realizada, leve e fiel à minha essência.

Quando falamos em diabetes gestacional, muita gente pensa apenas em excesso de peso.Mas as evidências mostram que a hist...
24/07/2026

Quando falamos em diabetes gestacional, muita gente pensa apenas em excesso de peso.
Mas as evidências mostram que a história é mais complexa.
O músculo esquelético é o principal local de captação de glicose após as refeições e desempenha um papel central na sensibilidade à insulina.
Estudos recentes demonstram que mulheres com maior força muscular e melhor qualidade do tecido muscular apresentam menor risco de desenvolver diabetes gestacional, independentemente do IMC em muitos casos.
Além disso, grandes meta-análises confirmam que exercício físico e alimentação saudável são estratégias eficazes para reduzir esse risco.
Mais do que controlar o peso, cuidar da saúde muscular é cuidar do metabolismo.
💬 Você sabia que a força muscular pode influenciar o risco de diabetes gestacional?
📚Referências:
* Zu Y, et al. Medicine & Science in Sports & Exercise. 2026.
* Kim J, et al. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 2023.
* Soliman M, et al. Journal of Ultrasound in Medicine. 2026.
* Xintong X, et al. Frontiers in Endocrinology. 2022.
* Allotey J, et al. BMJ. 2026.
* Zhang Y, et al. Advances in Nutrition. 2024.
* American Diabetes Association. Standards of Care in Diabetes. 2026.
* Li Y, et al. Frontiers in Nutrition. 2025. PMID: 40469674.
* Wang X, et al. Medicine & Science in Sports &Exercise. 2026.

22/07/2026

Quando o paciente diz na consulta:
“Doutora, se bater um vento eu engordo…” 🌬️😂
Aí o recordatório alimentar revela que o “vento” vinha acompanhado de bolo, bombons, salgadinho, Doritos e alguns beliscos que “nem contam”. 🤣
Não é o vento, gente linda.
Na maioria das vezes, são os pequenos excessos repetidos todos os dias — aqueles que passam despercebidos, mas somam muitas calorias no final da semana.
Sem culpa, sem julgamento e sem terrorismo alimentar. O primeiro passo é enxergar com honestidade o que realmente está acontecendo para, então, fazer escolhas melhores e construir resultados sustentáveis.
Quem também conhece esse tal “vento engordativo”? 😂

Quando se fala em emagrecimento, muitas pessoas acreditam que o primeiro passo é cortar pão, arroz, frutas, massas e qua...
20/07/2026

Quando se fala em emagrecimento, muitas pessoas acreditam que o primeiro passo é cortar pão, arroz, frutas, massas e qualquer outro alimento que contenha carboidratos.
Mas os carboidratos não são, por si só, responsáveis pelo ganho de peso.
Eles são uma das principais fontes de energia do organismo e têm papel importante no funcionamento do cérebro, na manutenção das atividades diárias e no desempenho durante os exercícios físicos.
O que realmente faz diferença é a qualidade, a quantidade e o contexto em que esses alimentos são consumidos.
Não é a mesma coisa obter carboidratos de frutas, legumes, feijão, aveia, arroz e tubérculos ou consumir frequentemente refrigerantes, doces, biscoitos e outros produtos ultraprocessados. A Organização Mundial da Saúde recomenda priorizar carboidratos provenientes de grãos integrais, vegetais, frutas e leguminosas, destacando que a qualidade importa tanto quanto a quantidade.
Outro mito comum é acreditar que dietas com menos carboidratos são sempre superiores para emagrecer. Elas podem ser úteis em determinados casos, mas não são a única estratégia possível. Uma revisão da Cochrane encontrou pouca ou nenhuma diferença na perda de peso entre dietas com baixo teor de carboidratos e dietas com distribuição mais equilibrada desse nutriente, especialmente no longo prazo.
Para emagrecer, não é necessário declarar guerra ao carboidrato. É preciso ajustar as porções, priorizar alimentos mais nutritivos e considerar as necessidades, a rotina, o nível de atividade física e os objetivos de cada pessoa.
O problema não é comer carboidrato. É acreditar que todos os carboidratos são iguais e que eliminá-los é a única forma de obter resultados.
Informação baseada em ciência sempre vale mais do que restrições desnecessárias.
💬 Você ainda tem medo de consumir carboidratos ou já entendeu que eles também podem fazer parte de uma alimentação saudável?

Você vive cansado, dorme mal e sente que seu metabolismo “desligou”?Muitas pessoas imaginam que isso seja, obrigatoriame...
18/07/2026

Você vive cansado, dorme mal e sente que seu metabolismo “desligou”?
Muitas pessoas imaginam que isso seja, obrigatoriamente, falta de vitamina D. A realidade é mais complexa.
A vitamina D atua como um hormônio e participa da função muscular, imunológica, neurológica e metabólica. Estudos mostram que sua deficiência está associada a maior risco de fadiga e pior qualidade do sono.
Por outro lado, isso não significa que toda fadiga seja causada por vitamina D, nem que suplementar indiscriminadamente vá melhorar esses sintomas.
Na prática clínica, o mais importante é investigar a causa do cansaço e corrigir as deficiências quando realmente existem.

Medicina baseada em evidências é justamente isso: tratar pessoas, e não apenas exames.
💬 Você já descobriu alguma deficiência de vitamina D ou investigou a causa do seu cansaço?
📚 Referências científicas:
1. Gao Q, Kou T, Zhuang B, et al. The Association between Vitamin D Deficiency and Sleep Disorders: A Systematic Review and Meta-analysis. Nutrients. 2018;10(10):1395.
2. Ji X, et al. Vitamin D Supplementation and Sleep: A Systematic Review and Meta-analysis of Intervention Studies. Nutrients. 2022;14:1076.
3. Abbasi M, et al. The effect of vitamin D on sleep quality: A systematic review and meta-analysis. Sleep Medicine. 2022.

14/07/2026

A obesidade ainda é uma das doenças mais estigmatizadas da Medicina.
E, paradoxalmente, muitos pacientes passam a ser julgados justamente no momento em que decidem buscar ajuda.
Ainda existe a falsa ideia de que tratar a obesidade com medicamentos significa “falta de força de vontade” ou escolher um “caminho mais fácil”. Mas essa visão ignora décadas de evidências científicas.
A obesidade é uma doença crônica, complexa e multifatorial, influenciada por fatores genéticos, hormonais, neurobiológicos, metabólicos, psicológicos e ambientais. Ela não é consequência de preguiça, desleixo ou falta de caráter.
Assim como tratamos hipertensão, diabetes ou asma com mudanças no estilo de vida e, quando necessário, medicamentos, o tratamento da obesidade também pode incluir diferentes estratégias: alimentação individualizada, atividade física, terapia comportamental, farmacoterapia e, em alguns casos, cirurgia.
Nenhuma dessas abordagens é um atalho. Elas fazem parte de um tratamento médico baseado em evidências, cujo objetivo é controlar uma doença crônica, reduzir complicações e melhorar qualidade e expectativa de vida.
O maior desafio, muitas vezes, não é apenas perder peso. É enfrentar o preconceito.
Está na hora de substituir o julgamento pela informação, o preconceito pelo acolhimento e os palpites pela ciência.
Porque ninguém deveria sentir vergonha de tratar uma doença.
💬 Você já presenciou ou viveu algum tipo de julgamento relacionado ao tratamento da obesidade? Compartilhe sua experiência nos comentários. Vamos transformar esse espaço em um ambiente de informação, respeito e acolhimento.

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