08/07/2021
Um gatilho na psicologia é um estímulo como cheiro, som ou visão, que desencadeia sentimentos ou acionam novos comportamentos. Eles acontecem o tempo todo, por exemplo: Um anúncio de comida que pode despertar a sua fome. Porém, as pessoas geralmente usam esse termo ao descrever o estresse pós-traumático. Da mesma maneira que registramos os bons momentos e os transformamos em memórias afetivas, os momentos difíceis também f**am registrados através dos sentidos. Um gatilho é um lembrete de uma dor emocional ou até mesmo de um trauma passado, que pode levar uma pessoa a sentir tristeza, raiva, medo, ansiedade ou pânico. Uma das teorias sobre como os gatilhos funcionam, é quando uma pessoa está em uma situação ameaçadora, ela pode se envolver em uma resposta de luta ou fuga. O corpo f**a em alerta máximo, priorizando todos os seus recursos para reagir à situação. Uma das funções negligenciadas durante essa situação é a formação de memória de curto prazo. Em alguns casos, o cérebro de uma pessoa pode interpretar mal o evento traumático em seu armazenamento de memória e em vez de ser armazenada como um evento passado, a situação é rotulada como uma ameaça ainda presente e sempre que pessoa é lembrada do trauma, seu corpo age como se o evento estivesse acontecendo, retornando ao modo de luta ou fuga. O gatilho sensorial também pode causar uma reação emocional antes que uma pessoa perceba por que está chateada. Os sentidos também desempenham um papel importante na memória, e podem desencadear os gatilhos. A formação de hábitos também desempenha um papel importante no desencadeamento. As pessoas tendem a fazer as mesmas coisas da mesma maneira. Seguir os mesmos padrões evita que o cérebro precise tomar decisões. Por exemplo: Uma pessoa que sempre fuma enquanto está tomando um café. Quando essa pessoa serve um café, seu cérebro espera que ela siga a mesma rotina e acenda um cigarro.
Os gatilhos são úteis em alguns casos, mas evitar os gatilhos não tratará as preocupações subjacentes à saúde mental. Na psicoterapia, as pessoas podem processar as emoções relacionadas ao seu passado e entender como lidar com ataques de pânico e enfrentar seus gatilhos com menos angústia.