03/06/2026
Por muito tempo, eu achei que a autoconfiança era algo que aparecia antes da ação. Como se, primeiro, eu precisasse me sentir segura para depois fazer.
Mas, na minha experiência, aconteceu o contrário.
A autoconfiança não surgiu quando eu mudei a forma de pensar sobre mim. Ela começou a crescer quando eu passei a fazer coisas que me davam medo. Algumas deram certo. Outras não. Mas, em todas elas, eu descobri que era capaz de lidar com o resultado.
Hoje, eu vejo a autoconfiança muito mais como a capacidade de assumir as próprias escolhas do que como a ausência de insegurança. É saber o que faz sentido para você, tomar uma decisão e sustentar essa decisão, mesmo quando existem riscos, dúvidas ou consequências no caminho.
E talvez essa seja a parte mais importante: perceber que confiança não significa ter certeza de tudo. Significa confiar que você conseguirá lidar com o que vier.
Ainda existem muitas situações em que eu me sinto insegura. Ainda existem coisas que quero desenvolver. E tudo bem.
Porque a autoconfiança não é um lugar onde a gente chega. É algo que se constrói, aos poucos, cada vez que escolhemos agir apesar do medo.